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      Valvulado? Solid State? Analógico? Digital? Homenagem ao Charlie Brown?

      Autor Mensagem
      Vinícius Iron
      Veterano
      # out/10
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      Eu acho muita boa essa versão do Skid Row de Little Wing.



      nichendrix
      Veterano
      # out/10 · Editado por: nichendrix
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      ABATANGERINA

      Desenvolvendo mais um pouco.

      Eu acho que essa "perfeição" é o que mais atrairia o Hendrix em simuladores, bem como toda a ideia de gravações não destrutivas.

      Não leve a mal, mas embora ele tenha todo esse aspecto um pouco mais crú e viceral tocando ao vivo, ele era absurdamente meticuloso com o som dele quando gravava, é só ver músicas como Dolly Dagger, Freedom, 1983 (A merman I should turn to be), Valleys of Neptune, South Saturn Delta e a grande maioria das musicas dele são absurdamente trabalhadas.

      Se pegar a transcrição de Dolly Dagger e Freedom, vai ver que no mínimo tem 6 guitarras tocando simultaneamente, com timbres diferentes, em algumas músicas chega-se à 9 linhas de guitarras entrelaçadas formando uma única linha melógica, harmonica ou mesmo riffs, como o de Freedon que usa 3 guitarras no Riff principal.

      Logo não é difícil imaginar o Hendrix hoje em dia brincando com a parafernália da loirinha não, ó.

      Dylan Thomas
      Veterano
      # out/10
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      nichendrix
      Hendrix não é som vintage rapaz, Hendrix é vanguarda, Hendrix é o não ter medo de experiementar o novo.

      Uma coisa é "novo" no tempo de Hendrix, outra, completamente diferente é "novo" hoje. O que Mr. Hendrix estaria fazendo caso estivesse vivo é mera especulação. Tome a música erudita contemporânea por exemplo: porventura, não é regra o fato de que a maior parte dos compositores componham peças para piano e não sintetizadores. Vanguarda é o talento, e não essa brincadeira de buscar trezentos milhões de algoritmos diferentes para compensar a falta dele.

      nichendrix
      Veterano
      # out/10 · Editado por: nichendrix
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      Dylan Thomas

      Tudo que trata do futuro é mera especulação, embora tem algumas coisas que indicam bem o perfil comportamental da pessoa. OLhe para o Les Paul e veja o quanto ele inventou coisas que para os outros só se tornariam lugar comum 30 anos depois? A maioria delas surgiu na própria garagem dele e o velho continuou inventando e explorando coisas novas até praticamente ir pro caixão.

      O Hendrix não vai por um caminho muito diferente, o cara acima de tudo buscava o som dele, para isso ele não teve receio de explorar coisas e tecnologias que mal funcionavam na época dele. Boa parte do motivo do som dele estar além do tempo dele não vem apenas da capacidade dele de tocar, mas da capacidade dele de usar a tecnologia da época para traduzir as idéias dele, se isso fosse só uma guitarra e um amp como em Voodoo Chile (o blues) ou usar 3 combinações de guitarra e amp pra compor as partes de um riff ou base (como em Freedom).

      Quando morreu ao mesmo tempo que se preparava para gravar um disco com uma big band de jazz, também pensava em começar a compor música pra desenho animado.

      Essas são características comportamentais muito significativas da personagem do Hendrix, que assim como o Jeff Beck, o outro grande inovador da época, provavelmente continuaria explorando o novo caso fosse vivo.

      E sobre música erudita, do mesmo jeito que existe quem componha música pra piano e orquestra de câmara, também tem os Stockhausen da vida, que compões pra sintetizadores. Tem a música eletro-acústica que usa toda sorte de instrumentos e efeitos, tem as 1001 vertentes de serialismo que fazem música erudita com instrumentos tão diversos quanto violino e drum boxes.

      Essas experimentações que vem formando vertentes estilísticas da música erudita nos últimos 60 anos, então não é uma regra da música erudita se ater apenas ao tradicionalismo, e muitas vezes o mesmo cara que compões o concerto pra piano, quando faz o arranjo pra orquestra adiciona guitarra, sintetizadores e afins.

      Eu mesmo tenho um amigo meu, guitarrista, violonista e DJ que compõe trilhas pro Ballet de Amsterdan, e que na seleção, o fato de além de violonista, tocar guitarra elétrica e ser DJ foram fatores determinantes na contratação, quase sempre, na hora de compor a trilha sonora de um espetáculo ele tem que misturar técnicas tradicionais e contemporâneas para chegar ao resultado esperado, a música.

      Dylan Thomas
      Veterano
      # out/10 · Editado por: Dylan Thomas
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      nichendrix

      Seguindo a moda das comparações desse tópico.
      Você não vai ter a coragem de me dizer que Stockhausen ou que as vertentes estilísticas da música erudita nos últimos 60 anos se comparem a Beethoven. Ou vai?

      nichendrix
      Veterano
      # out/10 · Editado por: nichendrix
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      Dylan Thomas

      Depende do que você entende por comparação. Tecnicamente o fato de a maioria delas trabalharem com conceitos técnicos que basicamente nem existiam nos tempos de Beethoven como o atonalismo, já é um indicativo de que eles foram em um lugar que Beethoven nunca esteve.

      O que diferencia muito o cenário músical desses caras do que os românticos fizeram (corrente estilista da qual fazia parte Beethoven), é que o romantismo foi provavelmente o ultimo grande movimento estilístico que existiu na música erudita, foi a ultima vez que você pega a grande maioria dos compositores criando dentro de um estilo relativamente unificado.

      Depois dele, surgiram muitos outros estilos, mas a maioria deles aconteciam de forma paralela, não era todo mundo fazendo a mesma coisa, eram vários grupos, fazendo várias coisas ao mesmo tempo.

      Isso faz com que não exista um nome tão influente como Beethoven, não por incapacidade, falta de talento ou qualidade das composições, mas porque o mundo do século XX em diante é muito diverso para existir esse tipo de unidade que existiu no século XIX, fazendo com que não haja nenhum compositor que seja considerado uma unanimidade.

      Todavia, mesmo com a ausência desse tipo de unidade... o Stockhousen é de longe um dos compositores que estão mais perto de ter conseguido isso no século XX e XXI, logo eu diria que ele se compara sim.

      Bog
      Veterano
      # out/10 · Editado por: Bog
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      ABATANGERINA
      cara, acho q tú tá exagerando um pouco na discussão

      Er... não entendi exatamente em que ponto eu exagerei. Você poderia citar exatamente qual o "trecho incômodo"?

      MauricioBahia
      Os "Equipófilos" ouvem as músicas com os olhos.
      nichendrix
      dar tanta importância a algumas partes da música, que esqueceu o todo

      É exatamente onde eu estava apontando minha argumentação. O equipamento É importante, mas ele é apenas um meio para um fim maior - seja ele a arte ou a diversão (minha música é 100% diversão, se tem alguma arte nela é acidental, hehe). O que não dá é para o cara travar a atenção toda no "como" e não no "o que", e muito menos sair deslizando por um declive escorregadio com previsões catastrofistas do tipo "OMG, inventaram um piano eletrônico (vulgo teclado), a partir de agora ninguém mais vai precisar saber tocar, vão só apertar um botão e o piano eletrônico vai fazer tudo sozinho, corram para as montanhas, é O Fim!!!"

      Vinícius Iron

      Você não me respondeu, mas repito a pergunta: você tem mesmo 20 anos? Pergunto porque você parece falar com um certo saudosismo, como se fosse de uma época anterior à Internet, aos Pods e coisas do tipo...

      Vinícius Iron
      Veterano
      # out/10
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      Bog

      Você não me respondeu, mas repito a pergunta: você tem mesmo 20 anos? Pergunto porque você parece falar com um certo saudosismo, como se fosse de uma época anterior à Internet, aos Pods e coisas do tipo...

      Desculpe, passei reto pela pergunta.

      Sim, eu tenho 20 anos mesmo. Não sei se isso tem a ver com assunto, mas algumas pessoas sempre me acharam bem diferente das outras com a mesma idade minha. Talvez, mais maduro em relação a vários assuntos. Quanto a essa questão dos valvulados, todo esse saudosismo vem dos tempos de criança (não muito tempo atrás, eu sou novo, hehe), quando via meus ídolos tocando e, atrás deles, sempre tinha aquele enorme cabeçote com uma caixa embaixo. Eu sempre sonhei em, um dia, estar como eles, tocando em um palco em uma puta guitarra com um valvuladão com seu nome estampado bem atrás de mim. É muito mais gostoso e atraente estar usando um equipamento lendário, que são os valvulados, e que trazem consigo muitos anos de uso pelos músicos que foram imortazlizados na história do Rock em geral, em vez de aceitar 'cópias' (simuladores) em formato de rack, que ficam ali escondidinho, quase despercebido. Mesmo que as simulações fiquem muito aproximadas do real, a sensação e o fetiche de saber que eu estou tocando em um valvulado é tudo o que me faz defender tão firmemente o não abandono deles, durante as próximas gerações.

      Só um resumo...

      BlaCk LaBeL
      Veterano
      # out/10
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      Dylan Thomas
      Vanguarda é o talento, e não essa brincadeira de buscar trezentos milhões de algoritmos diferentes para compensar a falta dele.

      Ah é! Quem usa tecnologia é pq não tem talento? Sendo assim, pobre Hendrix...

      nichendrix
      Veterano
      # out/10
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      Vinícius Iron

      Cara, pode parecer mentira, mas a tendência é daqui uns anos você rever muitos desses conceitos, falo isso porque é o caminho natural da vida. Lembro da primeira vez que testei um simulador no caso o AxSys 212, que foi o primeiro amp da Line 6.

      Eu particularmente odiei, achava estranho pra burro, especialmente porque tinha botões e leds demais. E isso influênciou muito a forma que eu via o som dele.

      Pouco depois comecei a usar um preampzinho em pedal da Sansamp que simulava amps o GT2, comprei porque eu gostava de gravar e naquela época os portastudio não aceitavam microfones com entrada XLR e eu não queria por uma mesa em casa pra ligar no gravador, o que era particularmente trabalhoso naqueles tempos. Também comecei a usar o Sansamp quando tinha que tirar um som de Fender em Marshall ou som de Marshall em Fender (basta usar da maneira correta, ligando como preamp no power do amp e não como pedal de distorção.

      Anos depois peguei um outro Line 6 pra tocar, no caso um Flextone, que era a versão amplificador do POD, e minha visão era outra completamente diferente, grande parte disso se devia ao fato de o Flextone ter uma interface com o usuário bem mais parecida com um amp do que o Axsys. Eu também comecei a ver que se eu não procurasse achar um valvulado lá dentro, eu conseguia sons de valvulado bem interessantes.

      Esse amp não era meu, mas era do meu bandmate, que também tinha uma Mesa Nomad, um Vox AC30 e um Fender Deluxe 90, mas sempre que podia eu ficava com o Flextone pra
      explorar umas opções.

      Minha conclusão era bem simples, dá pra conseguir timbres convincentes de valvulado, se você não esperar que o comportamento dos controles seja o mesmo.

      Obvio muito disso veio de vender esses equipamentos também, quando tu pode testar uma variedade muito grande, termina vendo que as diferenças são bem mais psicológicas que materiais.

      BlaCk LaBeL

      É cara, o negão era high-tech pra época, muito das gambiarras que ele e os Beatles tiveram que inventar pra tirar o som que queriam, demorou anos para a tecnologia acompanhar e reproduzir de outra forma, seja com pedais, seja com mixers com maior numero de canais, sejam gravadores mais sofisticados, efeitos, tudo.

      Vinícius Iron
      Veterano
      # out/10
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      nichendrix

      Entendo e vejo também que simulações, como a da Axe FX, já estão tão reais, que a diferença está pouca (na verdade, não sei, porque tudo que eu vi foram vídeos de youtube) comparada ao do valvulado. Mas sempre tem aquela visão do fetiche, da sensação de saber que é um valvulado que está ali... é algo inerente mais ao músico do que a quem escuta. Mas, mesmo com todas essas simulações, eu ainda não encontrei as dos amps que eu curto. Por exemplo: eu nunca vi simulações de Hughes & Kettner, Orange, Rivera, Marshall Vintage Modern (meu preferido da Marshall)... de qualquer modo, eu sei que não existe as simulações desses amps, mas, mesmo que aquele tal de Cliff as crie, eu vou ficar com as válvulas, até que essas empresas (mesa, marshall, soldano e todas as outras) criem amplificadores que vão ALÉM dos valvulados. Algum tipo de sonoridade inatingível pelo atual circuito de válvulas. Eu não sei o que é isso, é utópico (se eu soubesse, ela já existiria). Quando criarem, saberemos como ficará essa diferença, já que será algo NOVO, não uma simulação, que tem como única função ''imitar''. Quando chegar esse dia, aí eu troco meus valvulados. Só que, como não sabemos quando isso acontecerá, eu não posso simplesmente ficar de braços cruzados esperando. Pode levar 1 ano ou 10, 15 anos... eu vou vier o hoje, e tocar com as válvulas em tudo quanto é lugar. É claro, quando essa nova tecnologia chegar, eu só me preocupo para quem eu vou vender os meus valvulados. :P

      Dylan Thomas
      Veterano
      # out/10 · Editado por: Dylan Thomas
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      nichendrix

      Refiro-me exatamente ao tipo de comparação feita nesse tópico. A história da diferença entre usar um martelo ou uma chave de fenda para colocar um prego no lugar, não importando qual objeto usado, mas o fato do prego ser posto no lugar, como dito na primeira página deste tópico.

      O atonalismo, haja vista que o politonalismo era muito comum na época, sem dúvida existia na época de Beethoven, não há nenhum elo perdido na formalização de Schoenberg (considerado o pai do atonalismo), apenas não era usado por questões estéticas.
      Você confunde um pouco as coisas. Ainda que os compositores desse período sejam classificados como românticos, todos eram criadores idiossincráticos e nenhum despenderia o mínimo esforço a fim de sustentar a alcunha de "romântico". Se grunhidos e chiados não foram usados em suas obras, isso é consequência mais da busca estética do que indisponibilidade ou fidelidade ao "movimento".

      Existem muitos nomes tão influentes quanto Beethoven. Bach, Mozart, Chopin, Brahms, Mahler, Wagner, Mendelssohn, Shostakovich, Debussy, Tchaikovsky e Stravinsky, só para citar alguns. E todos são considerados unanimidades.

      Algumas pessoas tem a incrível habilidade de comparar os Brandenburgischen Konzerte de Bach ou a Symphonie Nr. 5 de Mahler aos grunhidos e chiados do século XX. Essa é uma habilidade que eu felizmente não tenho. É possível apreciar essa estética moderna levando em conta seus princípios, agora compará-la à riqueza e à beleza que se alcançou em outras épocas é no mínimo leviano.




      De certa forma, acontece o mesmo com a guitarra elétrica. Para um bom guitarrista, basta um bom amp e uma boa guitarra. Ninguém preocupado em de fato tocar guitarra precisa de um simulador de 150 amplificadores diferentes com 559 pedais diferentes. Um músico de verdade (não me refiro necessariamente a alguém que trabalhe com música, mas a todos aqueles que têm o "espírito" de músico) não perderia tempo com tanta coisa. Considere os guitarristas de jazz, blues, e muitos de rock. Nenhum tem essa sede de versatilidade inútil. Obviamente que há exceções, e você não precisa apresentar nenhuma contraprova.

      Talvez o violão clássico seja o melhor exemplo. Objetivando a qualidade, nenhum violonista despende tempo pesquisando o que a tecnologia pode fazer para a falta de talento dele, ele simplesmente apura sua técnica. E ainda que seja perfeitamente viável, nenhum recorre a pedais, racks, ou seja lá o que for.

      Enquanto houver gente disposta a criar e executar música de verdade, haverão válvulas, guitarras de madeira (não simuladores de plástico com cordas inoxidáveis imitando 1001 timbres em forma de guitarra) e amps (sejam hand made ou em larga escala) e esse papo de "a tecnologia e o que ela pode fazer por você" já encheu o saco.

      Dylan Thomas
      Veterano
      # out/10
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      BlaCk LaBeL
      Ah é! Quem usa tecnologia é pq não tem talento? Sendo assim, pobre Hendrix...

      Só se vc considera Hendrix como alguém desprovido de talento.

      nichendrix
      Veterano
      # out/10 · Editado por: nichendrix
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      Dylan Thomas

      Cara, sinceramente eu acho que só pode ter é um monte de maluco e analfabeto nesse fórum.

      Se você tivesse se dado ao trabalho der ler pelo menos um post inteiro meu ou do Bog, teria notado o tempo todo a gente dizendo que o que importa é o músico, que o músico é quem faz a musica, não o equipamento, não a tecnologia, não a técnica, não a teoria. Todas essas coisas são ferramentas a serviço da música, são meios e não fins em si mesmas.

      Todo o seu blablabla sobre nenhum romântico não desprender esforço para sustentar a alcunha de romântico e que a sonoridade era fruto de uma busca estética comum. Cara tu resumiu o que significa um estilo, uma escola estilística na arte (em todas elas). Naquela época nem o termo romantismo era aplicado à música, isso veio muito depois, o termo surgiu para classificar uma série de compositores muito influentes que compartilham elementos estéticos semelhantes, seja isso intencional ou não.

      O fato de existir tonalismo, atonalismo, politonalismo, não muda muita coisa na concepção do que expus. Ter um conhecimento e não usar é a mesma coisa que não ter, isso independe dos motivos que levam uma pessoa a não usar. Seria como a pessoa ter uma arma achando que estará protegido e nunca parar pra aprender a tirar ou praticar tiro.

      Logo se antes do Schoenberg por motivos estéticos não se usava amplamente o atonalismo na música, era praticamente a mesma coisa que ele não existir.

      É como a maquina a vapor que foi pensada pela primeira vez pelos gregos, foi criada na forma "moderna" na Itália em 1629, mas até meados dos anos 1700, mesmo com alguns experimentos no sentido, basicamente não existia. Quando o James Watt mudou uma coisinha de nada nos projetos originais do século anterior, a coisa pegou, até hoje para a maioria das pessoas, quem inventou a maquina a vapor foi ele.

      Eu acho engraçado que aqui as pessoas muitas vezes as pessoas confundem gosto com fato e fazem isso de uma forma totalmente equivocada.

      Ironicamente, eu adoro valvulados, tanto que tenho 4 e pretendo comprar pelo menos mais 3 nos próximos anos, e não me dou muito bem com simuladores de jeito nenhum (o Bog e o Ogner estão de prova do tanto que peço pra sistematizarem o pulo do gato.. heeheh) e via de regra toco só com guitarra e amp valvulado.

      Eu também não gosto muito de música erudita contemporânea, não gosto de free jazz, não gosto de fritadores, musica eletrônica, e um monte de coisas que sou sempre acusado de gostar.

      Agora o fato de eu não me dar bem com simuladores, não faz eles serem ruins. O fato de eu preferir tocar só com guitarra e amp, também não faz que quem toque com 1001 efeitos seja ruim ou toque mal. O fato de eu não gostar de musica eletro-acústica, não faz com que ela seja uma porcaria, o fato de eu adorar Tchaikovsky não faz com que para a história da música Stockhousen deixe de ser considerado um dos maiores compositores do século XX e XXI e seu trabalho nesse período comparável ao que Beethoven fez na sua época.

      A única diferença entre eu e você ou eu e o Vinícius Iron reside apenas no fato que eu sei diferenciar o que é um gosto pessoal meu do que é um fato real, válido e universal.

      Eu não duvido que o Hendrix tirasse um puta som de um berimbau com a cabaça quebrada, mas a personalidade dele e a obra dele mostram uma extrema paixão pela música, pelo resultado e a capacidade de usar todas as ferramentas disponíveis para dar forma à sua arte.

      Logo duvido muito que se vivo, ele deixaria de usar uma ferramenta, seja ela simulador, computador ou que for, apenas porque são coisas modernas que promovem o "comunismo" do timbre, ou pra provar que os velhos tempos eram melhores. Psicológicamente, não é o perfil dele e de nenhum músico que se preze por sinal.

      No fim tudo se resume ao fato de que eu nem disse que a tecnologia substituiria o talento, pelo contrário, falei que era mais uma alternativa pra quem tem talento se expressar... mas esse pedaço você nem leu né??


      Bog
      Veterano
      # out/10
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      Vinícius Iron

      Sim, eu tenho 20 anos mesmo.

      Eu acho muito provável que você tenha uma certa tendência a romantizar um passado que não viu, ter nostalgia do que não viveu...

      Mas enfim, tudo o que você disse só fez confirmar aquilo que o nichendrix e o MauricioBahia já vinham falando: você está levando em conta toda uma experiência, uma memória afetiva, você está "ouvindo com os olhos". Isso não é errado, é um argumento perfeitamente válido se você usa para defender por que VOCÊ usa valvulados. Mas você não pode com base nisso defender certas coisas que você vinha defendendo aqui, como a "morte da música pela tecnologia", nem pode usar este argumento para dizer que outras pessoas também deveriam preferir valvulados.

      E lembre-se: eu não tenho NADA contra eles. Tenho 4, simplesmente pelo prazer de tê-los e usá-los.

      eu nunca vi simulações de Hughes & Kettner, Orange

      Vários simuladores da Boss têm o H&K Triamp. O Amplitube tem uma simulação de Orange, sem contar o Sansamp Character Oxford, que é um simulador analógico "sabor laranja".

      Dylan Thomas
      Ninguém preocupado em de fato tocar guitarra precisa de um simulador de 150 amplificadores diferentes com 559 pedais diferentes. Um músico de verdade (não me refiro necessariamente a alguém que trabalhe com música, mas a todos aqueles que têm o "espírito" de músico) não perderia tempo com tanta coisa.

      Deixa eu ver se entendi: você está dizendo que eu não estou preocupado em de fato tocar guitarra e que eu não tenho "espírito" de músico? Ô.o

      Do tipo: "olha, o Bog tem um monte de simuladores, ele é um babaca que usa eles para compensar a sua falta de talento!"

      PS - Eu realmente não tenho talento. Se acreditasse que tenho, seria músico profissional. Mas não acho que o fato de eu usar simuladores automaticamente me transforme em um músico "de mentirinha".

      Bog
      Veterano
      # out/10
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      nichendrix
      Todas essas coisas são ferramentas a serviço da música, são fins e não meios.

      Hahah, ops, o contrário: são meios, e não fins. =P

      nichendrix
      Veterano
      # out/10
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      Dylan Thomas
      Só se vc considera Hendrix como alguém desprovido de talento.

      Foi você quem disse que o uso da tecnologia só servia para mascarar ou compensar a falta de talento, não ele, que só estava sendo sarcástico com você dando um tiro no pé do seu próprio argumento.... hehehehhehehehe

      nichendrix
      Veterano
      # out/10
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      Bog

      Como diria o Chaves...Isso, Isso, Isso... hehhehehe

      A fome está tão grande que troquei o alhos por bogalhos.

      nichendrix
      Veterano
      # out/10
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      Dylan Thomas
      e esse papo de "a tecnologia e o que ela pode fazer por você" já encheu o saco.

      Novamente, se não sabe brincar, não desce pro play. Afinal a discussão está girando em torno disso há duas paginas, você sempre teve a opção de não fazer parte dela e não ficar de saco cheio... logo não reclame do seu instinto masoquista... hehehhehehe

      MauricioBahia
      Moderador
      # out/10 · Editado por: MauricioBahia
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      Bog: Mas enfim, tudo o que você disse só fez confirmar aquilo que o nichendrix e o MauricioBahia já vinham falando

      Eu já tô me achando um chato com esse papo de quem faz o som e o guitarrista. Atá fechei o tópico (abruptamente) " Inversão de Valores - Suprimindo o Artista. " heheh

      Lei it be...

      Abs

      Vinícius Iron
      Veterano
      # out/10 · Editado por: Vinícius Iron
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      Calma, pessoal. Não há necessidade de brigarmos por tão pouca coisa.

      Foi discussão, voltou discussão e todos nós devemos ter chegado a uma conclusão de que é o músico quem faz o som. Na verdade, eu diria que somos nós quem tiramos o som de dentro daquele equipamento. Agora, o tipo de equipamento que o cara usa não vai mudar a maneira como ele transmiti o seu som. No meu caso, eu gosto de valvulados porque esta é a minha posição como músico. Lendo os posts do Nichendrix, eu vi que ele também não é muito ligado aos simuladores e prefere as válvulas.

      Só tem um outro fato ainda nessa história... eu acho que um pouca da tecnologia que está a nossa disposição está criando menos músicos. Como disse em posts anteriores meus, hoje, tem pedaleiras, como a da Digitech, que melhoram completamente a tua voz. Tu pode pegar uma mendiga da rua, colocar um microfone ligado a essa Digitech, que ela vai sair cantando como uma Susan Boyle, entendem? O mesmo eu digo daquelas pedaleiras que criam harmonias, a partir do toque de uma nota.

      O que eu quero dizer é que existem tecnologias e tecnologias... mas a diversificação delas, como o caso dos simuladores de amplificadores, não vai interferir na musicalidade de alguém. Sempre existe os dois lados da moeda, que nós não devemos ignorar...

      nichendrix
      Veterano
      # out/10 · Editado por: nichendrix
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      MauricioBahia

      Eu não tinha fechado não, mas...

      Eu também acho que quem faz o som é o guitarrista. B.B. King é B.B. King até com uma tonante e uma caixa Frahn. No disco novo do Lee Ritenour ele está lá em um estúdio com toda a tecnologia que tu imaginar, se usou ou não eu não sei, mas continua soando como B.B. King, mesmo que há uns 30 anos use amps transistorizados.

      Acho engraçado essa coisa de acharem que equipamento vai matar o músico, que mata o timbre, caralho timbre sozinho, sem música é só zoada, barulho, ruído, microfonia.

      Falam como se algum gear transformasse alguém em musico ou o fizesse deixar de ser.

      O Mick Jagger é o que é cantando rock and roll há 50 anos, ele deixaria de ser o cara só porque hoje usa autotune e de-esser?

      Não tem efeito que faça uma pessoa que cante mal cantar bem, ou que toca mal, tocar bem, pode lapidar o que ela tem, não dar a ela o que nunca teve.

      Tem hora que me pergunto que diabos eu faço aqui, se ninguém lê o que se posta, só falam o que querem e ficam com raiva quando ouvem o que não querem... hehehhehehehe

      Enquanto isso eu leio os posts e fico rindo das confusões tomando meu chá com biscoito e ouvindo Cream... hehehhehe

      Vinícius Iron
      Veterano
      # out/10
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      Bog

      você está "ouvindo com os olhos". Isso não é errado, é um argumento perfeitamente válido se você usa para defender por que VOCÊ usa valvulados.

      Exatamente!

      MauricioBahia
      Moderador
      # out/10
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      Vinícius Iron: O que eu quero dizer é que existem tecnologias e tecnologias...
      nichendrix

      Se o músico for criativo, vai saber como usá-las! :) Enfim, tudo é válido desde que a música seja boa! \o/

      Abs

      nichendrix
      Veterano
      # out/10
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      MauricioBahia
      Enfim, tudo é válido desde que a música seja boa! \o/

      Mulher feia não é válido nem que a música seja boa... hehehhehehehe

      Vinícius Iron
      Veterano
      # out/10
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      nichendrix

      Mulher feia não é válido nem que a música seja boa... hehehhehehehe

      Susan Boyle, hahahahahaha!

      MauricioBahia
      Moderador
      # out/10
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      hahaha! Ouvindo com os olhos!!!!! :P

      MauricioBahia
      Moderador
      # out/10 · Editado por: MauricioBahia
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      Olha que voz gostosa! Fecha o olho...

      http://www.4shared.com/file/102558930/2d64fb1a/Susan_Boyle_-_Cry_Me_A_ River_-_1999_Recording__From_The_Scottish_Daily_Record_Newspaper.html

      :)

      Bog
      Veterano
      # out/10
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      Vinícius Iron
      No meu caso, eu gosto de valvulados porque esta é a minha posição como músico.

      Pois é, mas você não pode estender essa posição a outras pessoas, ao menos não com os argumentos que você usou.

      Nas palavras do nichendrix: você precisa diferenciar o que é um gosto pessoal meu do que é um fato real, válido e universal.

      eu acho que um pouca da tecnologia que está a nossa disposição está criando menos músico

      Você tem números para demonstrar isso? Digo, não estou falando de "está criando menos músicos que tocam o que eu gosto", estou falando de "menos músicos", de forma absoluta.

      Eu só sei de uma coisa: sem acesso à tecnologia, pelo menos UM músico aqui não existiria. Eu.

      No mais, lembre-se de um detalhe: a guitarra elétrica é um instrumento moderno, é um produto da tecnologia, assim como os amplificadores valvulados. Do ponto de vista da nossa vida, podem parecer antigos, mas na história da música, são um dos parágrafos mais recentes. O LP não matou a música ao vivo, a guitarra elétrica não matou o violão, o teclado eletrônico não matou o piano. Acredite ou não, houve tempos em que pessoas como você pensavam que isso ia acontecer. Por isso, pode ficar tranquilo que o Pod não vai matar a música como um todo...

      nichendrix
      B.B. King até com uma tonante e uma caixa Frahn

      Não é não, isso eu posso te garantir. Tonante + Caixa Frahn foi o meu primeiro equipamento. Não tem como soar como B. B. King se a guitarra não afina, as oitavas são irreguláveis e o amp transforma tudo em um ruído indecifrável. Vamos ser menos exagerados: o B. B. King soa como B. B. King até com uma Squier Telecaster e um Roland Micro Cube. =P

      MauricioBahia
      Moderador
      # out/10
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      Bog: se a guitarra não afina, as oitavas são irreguláveis e o amp transforma tudo em um ruído indecifrável.

      Esse é meu conceito de guitarra ruim... ;-)

      Abs

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