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      Como vocês lidam com mixagem de guitarra low gain?

      Autor Mensagem
      rhoadsvsvai
      Veterano
      # 02/mai/17 23:49 · Editado por: rhoadsvsvai


      Não é limpa, e sim overdrivezinho anos 60~70, quando eu digo overdrive, não imagine som de jcm 800, é menos q isso, som de bassman, marshall super bass, vox... eric clapton com les paul no cream?
      um exemplo



      Eu vejo q muitos dos truques e macetes que se ensina são mais voltados pra faixas mais "quadradas" de guitarra e em geral na guitarra usada na musica de uma maneira moderna,seja limpa ou distorcida, até porque a maior parte das pessoas que produzem videoaulas de mixagem trabalham mais com metal ou outro estilo musical moderno, porém eu tenho muita duvida quanto ao que fazer com esse tipo de timbre de guitarra mais particular... vou falar de alguns exemplos:

      Overdubs:
      Primeira recomendação que a gente ouve quando se fala de mixagem de guitarra. Mas essa abordagem não funciona pra esse caso, pois o problema é que o tipo de som que geralmente se busca nesse tipo de performance é mais improvisado que composto, e isso vale pra base também, cada take é uma interpretação unica da musica e não algo que é estudado e decorado antes de ser reproduzido, a metodologia é outra, por exemplo, em crossroads existem mil firulinhas na parte da base que obviamente em outro take existiriam de forma diferente.
      Essa abordam anos 80, de gravar 10 guitarras diferentes fazendo a mesma coisa pra dar punch, famosa abordagem usada por exemplo em "dr feelgood", não cabe nessa estética de gravação mais orgânica que estou buscando.
      Dobradas:
      se buscamos o som de de uma guitarra apenas e um baixo solado tão presente quanto guitarra a dobra também não cabe.
      Equalização:
      Tipicamente o que é recomendado é um corte de graves, até 150, 200 hz, e atenuação das frequencias medias, em geral em guitarras hi gain até a famosa equalização em V, o problema é que o som desse tipo de timbre tá nos medios, se vc cortar eles você mata o som, mas ai a guitarra fica no range do vocal, como conciliar os dois sem haver conflitos? o corte de graves tambem não dá, pois esse tipo de timbre já é naturalmente mais magro, se cortar grave fica magro demais, o porém é que nesse tipo de musica o bumbo não tem som de papel metralhadora pedal duplo, e sim um som mais grave e aveludado, menos nitido, e se não cortar os graves da guitarra se obtêm conflito, o que fazer? Sei o que você esta pensando, mas não! sidechain não cabe aqui também, se só tem 3 instrumentos ficaria muito perceptivel,tem que ser tudo na cara e ao mesmo tempo.

      Compressão
      a ideia, principalmente pra blues rock não é ouvir porrada, como quando você houve metal, hardcore etc, mas ao mesmo tempo se busca um som equilibrado, tenho dificuldade de acertar o ponto da compressão mesmo simulando um opto, o minimo de compressão,batendo no -2 ou -5 já parece muito comprimido (cla2a,vca2a etc).

      O que EU faço, mas não vejo dar muito certo.
      Simulador de fita com bias alto (a distorção feia do bias some quando entram os outros instrumentos)
      Equalização paramétrica minimalista tirando poucos medio agudos e talves um pouco de aditiva em agudos, se estiver faltando brilho.
      Simulador de de vca2a bem de leve

      e vocês, como vocês abordam isso?

      Filippo14
      Veterano
      # 03/mai/17 00:10
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      Acompanhando

      Ismah
      Veterano
      # 03/mai/17 03:56
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      rhoadsvsvai
      Acho que devia ir atrás de JAM bands, esse tipo de som eu acho demais, mas o músico tem que cooperar. E ao contrário, normalmente se usam várias linhas de instrumentos rolando ao mesmo tempo, mas não são dobras, são realmente outros músicos. Não é incomum formações de 6, 7, 8 ou mais membros...

      Se liga no que tá rolando aqui agora!

      https://www.youtube.com/watch?v=SJ-5lO-yaOg

      a guitarra fica no range do vocal, como conciliar os dois sem haver conflitos?

      Bem, como toda mixagem, depende do que e como foi captado, e este da questão arranjo. Se gravar um Fender ele já tem um mid-scoop, tem que se encaixar a voz aí. O uso de eq em picos e vales de 3~6 dB em digamos 500, 1k e 2k atenuando na guita, e aumentando na voz , ajudam a mixar as coisas...

      Até aqui é preciso conhecer pra carvalho de posicionamento e escolha de mic, e timbragem.

      se não cortar os graves da guitarra se obtêm conflito [com o bumbo], o que fazer?

      Um macete é que se fecha o tone da guitarra e deixa o agudo do amp bem aberto, isso faz os harmônicos formarem a região de agudo - repare no solo da faixa 5 ;)

      Se pudesse gravar com alguma coisa específica, seria um Carbonphone ou um EV V1. Numa questão mais simples captaria com um SM58. Todavida posicionado no centro pra dar som bem magro naturalmente. Os mics de modo geral são bem médio-agudos. Se captado magro, não sobra grave. E não precisa ter medo de cortar frequências.

      Baixo é mais ou menos a mesma coisa, mas esse geralmente é com um HPF no input do próprio amp.

      A batera, putz... Essa "tem que ser" uma de época, pode ser um modelo novo, mas no estilo "reissue". Não consigo pensar em nada melhor que uma Ludwig com todas as peles do tipo porosa, bumbo de 14 ou 16 fechado; batedor/pirulito de lã (trico geralmente), e prato com som de lata... Poucos mics, uns 4 ou 5 (SM57 bumbo, condensador entre os tom e surdo, apontando pro aro da caixa; 1 ou 2 condensadores para Over head, bem sobre a caixa; e talvez um subkick ou sala conforme achar que a música pede. Já dá pra fazer a festa.

      Muita simulação de fita, pré-processamento e poucos canais - tente ficar em 8 a 12 - gravados ao mesmo tempo com a turma na mesma sala, rolando vazamentos mesmo...

      boblau
      Veterano
      # 03/mai/17 08:29
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      rhoadsvsvai

      estou neste momento em um "pojeto" com uma banda cover e tem este tipo de som no repertório. Fizemos gravações, mixagens e masterizações. Este tipo de som (gravamos por exemplo Gary Moore, Queen, Pink Floyd), só deu muito certo com as guitarras nesta pegada que vc descreve, usando uma boa dobrinha de delay, um octaver nos solos bem baixinho, ampli valvulado com microfinação bem simples e com baixo volume (foi usado um Fender Hotrod Deluxe com atenuador Weber). Aí entra a manha do guitarrista que controlava esta dinâmica entre o drive e o limpo no knob de volume e na palhetada. Ah sim, e nada de plugins depois da gravação, estraga tudo.

      Na mix, a "coisa" só apareceu, ficou na cara e não embolou quando partimos para gravação, mixagem e masterização em 32 bit float e 96 khz. Em qualidade inferior aparece uma "toalha molhada" na frente da mixagem e embola tudo. Não foi preciso nenhum corte de frequências nem na guitarra, nem no vocal e nem em nada.

      Muito provavelmente isto se deve a que na época destas gravações lendárias, como a que vc postou, o espaço disponível na gravação analógica é virtualmente infinito, coisa que não acontece na gravação digital, onde as "pontas" são simplesmente cortadas por não haver espaço para tanta informação em determinado momento da música.

      Deji
      Veterano
      # 03/mai/17 11:01 · Editado por: Deji
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      Tudo depende. Mas vamos lá.
      Você deve captar o melhor possível, e mais próximo do resultado final que você tenha em mente.
      Depois você deve ouvir, e avaliar o que precisa, junto com os outros elementos da MIX.
      Não existe formula, tem que ouvir, perceber, e partir pros ajustes.
      "Normalmente":
      - Exciter ou Tape Saturation ou pré com drive bem moderado.
      - Compressao: Algo com coloração vintage, SSL, API e afins. Ataque curto, release médio, ratio moderado, GR a gosto.
      - EQ: Algo com coloração vintage, SSL, API e afins. Aqui depende do ouvido basicamente.
      - Reverb; Bem moderado, sala pequena, Com corte de EQ em 300h e 8k.
      - Reverb Hall, moderado, também equalizado, com outros elementos da MIX para a "cola".
      Delay, compressão paralela e outros podem ser usado, mas novamente, tem que ouvir, e perceber.

      rhoadsvsvai
      Veterano
      # 03/mai/17 14:16 · Editado por: rhoadsvsvai
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      Ismah
      Bem, como toda mixagem, depende do que e como foi captado, e este da questão arranjo. Se gravar um Fender ele já tem um mid-scoop, tem que se encaixar a voz aí. O uso de eq em picos e vales de 3~6 dB em digamos 500, 1k e 2k atenuando na guita, e aumentando na voz , ajudam a mixar as coisas...

      Pods crer, vou tentar fazer isso com equalização grafica.

      Um macete é que se fecha o tone da guitarra e deixa o agudo do amp bem aberto, isso faz os harmônicos formarem a região de agudo - repare no solo da faixa 5 ;)

      Se pudesse gravar com alguma coisa específica, seria um Carbonphone ou um EV V1. Numa questão mais simples captaria com um SM58. Todavida posicionado no centro pra dar som bem magro naturalmente. Os mics de modo geral são bem médio-agudos. Se captado magro, não sobra grave. E não precisa ter medo de cortar frequências.


      nunca ouvi falar disso, exceto no tal do "woman tone" mas vou tentar, não custa nada

      boblau
      (gravamos por exemplo Gary Moore, Queen, Pink Floyd)
      talvez tenha dado certo porque não é desse tipo de estética q eu tou falando, os timbres desse tipo de musica ainda são pesados e modernos demais, talves com excessão do pink floyd, mas como é prog e tem muita coisa na mix a abordagem é outra.


      Deji
      compressão antes do eq? vou tentar experimentar outros plugins.

      Deji
      Veterano
      # 03/mai/17 14:44
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      rhoadsvsvai
      Eu equalizo antes da compressão se tiver muito ruim, ou se for uma equalização corretiva agressiva.

      Ismah
      Veterano
      # 03/mai/17 14:54
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      rhoadsvsvai

      Procure conhecer o trabalho da Sylvia Massy, ela tem uma genealidade particular e um instinto "chute na porta e soco na cara", que fazia tempo que não via em um produtor. Aprendi muita coisa com ela.

      rhoadsvsvai
      Veterano
      # 03/mai/17 16:41
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      Ismah
      vou dar uma olhada no trabalho dela
      Um macete é que se fecha o tone da guitarra e deixa o agudo do amp bem aberto, isso faz os harmônicos formarem a região de agudo - repare no solo da faixa 5 ;)
      acabei de testar isso, ficou com som de fuzz
      Deji
      saqueii pods crer.

      -Saved
      Membro Novato
      # 03/mai/17 19:15
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      acabei de testar isso, ficou com som de fuzz

      Eu fecho o tone da guitarra pra tirar um som de fuzz de vez enquando, mas não pra gravar

      boblau
      Veterano
      # 03/mai/17 21:37
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      rhoadsvsvai
      talvez tenha dado certo porque não é desse tipo de estética q eu tou falando, os timbres desse tipo de musica ainda são pesados e modernos demais, talves com excessão do pink floyd, mas como é prog e tem muita coisa na mix a abordagem é outra.


      Não foi por isso que deu certo. E eu conheço bem que tipo de som vc está falando. Mas ok, vamos ver a evolução do que vc pretende.

      Ismah
      Veterano
      # 07/mai/17 11:39
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      rhoadsvsvai

      Não sei seu conceito de som de fuzz, nem do que está usando, mas pela lógica não é assim que acontece... :/

      MMI
      Veterano
      # 07/mai/17 21:50
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      Eu acho super estranho essas coisas aqui, me desculpem... kkkkkk

      Uma "receita de bolo" para gravação de guitarra? Com o perdão de vocês, nunca vi, acho que não tem porque não acredito nisso. Depende muito, varia muito. Depende se é strato, se é Les Paul, se é semi, se é tele... Depende do amp, do microfone/microfonação, prés. Depende do som da bateria e do baixo (em se tratando de power trio como o Cream), depende se tem voz e de como é essa voz. Tem que "encaixar" tudo e isso varia muito.

      O Ismah tinha comentado a "receita" dele em outro tópico, acabei esquecendo de responder, da teoria de harmônicos com o tone fechado e o agudo aberto. O lance de fechar o tone da guitarra vai de encontro do "woman tone" do Clapton, mas não dá para generalizar. Pode dar certo com alguns equipamentos e em algumas circunstâncias, mas longe de ser solução para tudo. Eu mesmo não gosto muito do resultado de maneira geral, só para sons específicos. O fato é que lidar com os agudos e harmônicos é um assunto tão vasto e variado, muda com a guitarra, captação, cabos, pedais, amps, falantes, microfones... Em qualquer lugar desse caminho dá para mexer com eles e o que importa é chegar no final de modo satisfatório. O desafio é esse, chegar no resultado final.

      O que sugiro é um esforço, sem plugins, para se captar o som pronto, sem precisar ou com uma mínima necessidade de manipulação, sem truques e sem "receita de bolo". Este é um desafio grande, mas possível. Se vale falar de captação, não tenho experiência de guitarra com Carbonphone e EV V1. Se for para gravar com um só microfone dinâmico, acho que um MD 421 II é uma bela pedida. Se for complicar, um Royer 121+SM57 em close miking com o objetivo de separar grave e agudo, som vintage/radinho de pilha, dão excelentes resultados. Para gravar guitarra um condensador valvulado cai muito bem, a melhor sessão de gravação de guitarras que já presenciei foi para uma captação 5.1 com 2 amplificadores bem distintos simultâneos, com MD421 em close miking e 3 Neumann U67 afastados (um direcionado para cada amp e um pegando sala). Microfone condensador valvulado para guitarra e violão é excelente, até um MXL Genesis pode ser legal. De toda forma, em casa sugiro 1 microfone captando o som mais perfeito possível. Eq, cortes, efeitos, plugins depois se precisar.

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