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      Nesse mar de DAWs, plugins e instrumentos virtuais, como focar o essencial?

      Autor Mensagem
      JJJ
      Veterano
      # nov/14 · Editado por: JJJ


      Pra não desvirtuar o excelente tópico de avisos de ofertas de software do Adler3x3, abro este.

      A discussão começou no anúncio de mais um novo bundle de plugins, da Slate, aparentemente excelente e todo mundo já começando a se coçar pra ter (ou segurar a GAS e deixar pra lá).

      E fiz um post sobre a quantidade absurda de software de áudio que existe e que aumenta a cada dia. E da necessidade (ou não) de termos tantas coisas (em particular, o pessoal da perna de pau, olho de vidro e cara de mau... rs).

      Uma das razões de eu ter abandonado a pirataria (além das questões morais e tal) é que eu tinha entrado numa "espiral de downloads" tão sem sentido, que eu baixava plugins e mais plugins e nem sabia pra que serviam! Comprando (ou escolhendo alguns gratuitos "a dedo") eu tenho tempo e motivação pra estudá-los e entender a proposta de cada um muito melhor!

      Como sempre, o MMI nos brindou com mais um de seus posts elucidativos, mas eu queria encompridar o papo e colocar mais gente na roda, ouvir mais opiniões.

      Afinal, de que precisamos? Uma DAW, alguns plugins que vem com ela, um ou outro excepcional de fora, alguns VSTIs dos instrumentos que nos interessam e pronto? Ou precisamos ter um monte de cada coisa, pra poder escolher mellhor?

      Bom... não pretendo fechar questão. Mas vou colocar o que eu acho que seria o básico:

      1) a DAW. Aquela com a qual você se identifica e tem mais experiência é a melhor pra você. Hoje em dia quase todas as grandes DAWs fazem praticamente tudo. Há uma exceção: se você precisa se "comunicar" com outras pessoas, talvez tenha que usar uma segunda DAW...

      2) os plugins básicos. Eq, compressor, modulações... Os que vem com a DAW, em geral, satisfazem o básico.

      3) os instrumentos virtuais. Os que você precisa. Eu preciso de um piano, mas não preciso de uma harpa.. Cada um sabe do que precisa.

      4) os extras. Aquele compressor do caramba. Aquele reverber dos deuses. Aquela ferramenta de redução de ruído sem a qual você não vive. Aquele editor de áudio estereo que te ajuda a fazer o trabalho fino que a DAW não faz em uma trilha. Aquela ferramenta de ajuste vocal pra te poupar o trabalho de fazer 20 takes porque o vocalista errou um pedacinho de nada. Você sabe o que precisa.

      5) (editado, bem lembrado pelo Lelo abaixo) bibliotecas. De samples, loops wav, sequencias midi, etc. Instrumentos reais são sempre melhores (música eletrônica à parte), mas nem todo mundo toca tudo...

      Lelo Mig
      Membro
      # nov/14
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      JJJ

      Como sou de outra geração, quando iniciei no mundo virtual, parecia um ex-padre no puteiro! Catava tudo que aparecia pela frente, numa promiscuidade absurda.

      Depois, já saciado e com "doenças" (vírus, softwares inúteis, "ferradores" de DLLs e pluggins, travadores de plataforma e etc.), adotei algumas medidas.

      - Uma só DAW - FL Studio 11, que me é suficiente e tenho melhor proeficiencia.
      - Uma vasta biblioteca de VSTs e VSTIs, que escolhi à dedo.
      - Uma grande biblioteca MIDI.
      - Uma boa biblioteca de Samplers.

      Tudo separado, por efeito, instrumento, estilo, tipo......tudo organizado, fácil de achar e usar.

      E as tranqueiras que são uma bosta, mas essenciais, como Guitar Rig, Audacity e etc....hehehehe.

      Ismah
      Veterano
      # nov/14
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      JJJ

      Depende a proposta... Eu preciso de plug ins complexos para mixar em surround, mas básicos - plug and play de preferência, para uma mix minimalista.

      Hoje, eu tenho meus 5 VST's surround, os nativos do FLS e Reaper, e um ou outro externo, geralmente da Waves, mas bem olho de vidro...

      VSTi's tenho as pencas, pq sou tecladista, e vagabundo pra tocar e gravar um violão...

      Slash_1989
      Veterano
      # nov/14
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      JJJ
      Uma coisa que me "salvou" dessa espiral descendente foi ter migrado pro Pro Tools 11! Por causa do novo formato AAX, fica muito difícil achar plugins piratas, então comecei a ir deixando de lado esse mundo. Também senti isso que você tinha comentado das limitações, antes eu usava aquele pacotão da Waves e era simulador de tudo quanto é coisa que você pode imaginar! Hoje minhas tracks se contentam com um VTM (slate digital), eq e compressor nativo do PT ou o UltraChannel e nos AUX o VBC (também do slate). Como eu tava sentindo falta de uns eqs com mais vibe analógica, esse novo bundle do slate era tudo que eu precisava pra fechar meu setup. Claro, ainda tenho umas pequenas coisas piratas instaladas, nao da pra fugir totalmente, mas me focar em mixagens minimalistas tem sido a saída para os problemas de excessos....

      E diga-se de passagem, os plugins do Slate são sensacionais! Não gastaria 1 centavo com Waves, mas ja comprei um monte de coisa da SD

      Ismah
      Veterano
      # nov/14
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      Slash_1989

      Sabe que só se aplica a particulares...

      MMI
      Veterano
      # nov/14
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      JJJ

      Vou copiar e colar o que escrevi lá...

      Eu também abandonei a pirataria já faz tempo. Hoje em dia não me faz falta mais nada. Mas é tão complexo que nem me dou o trabalho de explicar, só vou dizer que não faço mais isso e essa é uma das razões de meu computador com Windows estar praticamente parado.

      De toda forma, excesso de plugins é um erro que não cometo mais. A coisa precisa ser muito mais racional... A análise do Adler3x3 foi muito boa e não quero me alongar e desvirtuar este tópico. Só um pouquinho... kkkkk

      Acho que é preciso separar um pouco as coisas. Existem plugins e plugins. Alguns atingem um bom nível de perfeição e a chance é muito grande de não precisar mais de upgrades e trocas, como o Softube Summit Audio TLA-100A e o SPL Transient Designer, por exemplo. Outros obrigatoriamente terão novidades, como o Komplete, o Vienna etc. Acho até natural que as empresas não tenham muito interesse em liberar um plugin perfeito, que nunca mais tenha que ser atualizado. Mesmo porque o próprio Pro Tools na nova versão veio com uma nova versão de plugins, e toca a pegar os plugins no novo formato. Talvez um tiro no pé, porque o Reaper vem forte com bons plugins gratuitos num formato popular e proposta mais acessível.

      Existem plugins com as mais variadas propostas. Alguns são free, outros pagos e mais profissionais, outros bem amadores, alguns com visual bem bonitinho, outros sem nenhum foco no visual. Na minha análise muitas vezes me perco um pouco na questão entre amador e profissional porque para mim as coisas simplesmente aconteceram sem eu correr atrás, me considero amador mas tenho feito muita coisa com gente consagrada e famosa. Estudo, invisto, me dedico e até viajo para conseguir fazer da melhor forma possível e me esqueço que nem todo mundo quer assim. Vamos às perguntas...

      o que é preciso? O que basta? Quantos e quais plugins são realmente necessários?

      Essa pergunta é fácil. Basta os plugins nativos do Reaper, do Logic, do Pro Tools e muito provavelmente das outras DAW's grandes e famosas. Diga-se de passagem, tem até coisas em excesso. O grosso de uma mix dá para tirar disso, sem baixar plugin extra nenhum. O "humanware" é muito mais importante que o hardware e o software, seja tocando, seja compondo, seja dirigindo uma gravação, seja mixando. Porém vou usar aqui o que um amigo de NYC, produtor famoso, diz a respeito de gravação e mixagem, junto com minhas ideias.

      Começa pelo óbvio, bons músicos com bons instrumentos que fazem um bom som. É óbvio mas não é tão simples assim... Depois disso vem 3 aspectos, a tecnologia, a expertise e a grana.

      O "digital" revolucionou o áudio, é a realidade atual, deixou acessível o processo, gravar em rolo hoje é quase proibitivo e sem sentido. Apesar de ter tornado acessível, não é porque todo mundo tem que todo mundo virou engenheiro de som, o que leva ao segundo aspecto...

      Não adianta apertar o botão do mouse, abrir o plugin fodão, meter o preset, não é o suficiente. Precisa saber o que faz, precisa conhecer os parâmetros, saber como comprimir, equalizar, saturar, botar reverb etc. E cada um desses parâmetros tem um monte de variáveis, tem que conhecer essas variáveis - a informação hoje é fácil, está na net, de graça, a prática de gravar também está aí sem dificuldade. É por a mão na massa... Mas precisa estudar, conhecer e tomar cuidado para não ficar limitado a um plugin meia boca e mais cuidado ainda com informações desencontradas da net - me refiro a uns youtubers aí que mal sabem o que estão falando e neguinho acha o máximo. Cuidado com os medíocres, tá cheio por aí...

      Grana... Aí a coisa pega e o escorpião do bolso fica bravo! Os chineses baratearam muita coisa e uma ou outra pode ser usada. Mas áudio começa com ambiente, seja para gravar com microfone, seja para ouvir, mixar e masterizar. Aí você vai precisar de equipamento e/ou uma boa sala com acústica bem feita. A maioria dos estúdios pequenos não tem. E vem o risco de botar grana num estúdio e técnico de som que simplesmente não vai tirar um som legal, apesar de ser mais barato na hora, no final o resultado vai ficar aquém do que seu estudo, composição, dedicação, tempo e vontade deveriam. Muitas vezes o equipamento e investimento não permitem que se "chegue lá". Não tem jeito, ao optar pelo barato geralmente leva seu som a soar barato. E aí de volta ao plugin...

      Os plugins nativos são bons, funcionam. Só que geralmente vão ficar devendo aquele toque, aquela finalização. É aí que eu acho que deve ser o nicho de escolha dos plugins pagos. Ir no "bonitinho" ou no mais do mesmo é jogar dinheiro fora, o basicão já está aí! Pode não ser tão bonito, mas os parâmetros estão lá e devem ser estudados e dominados, mexer com áudio tem que se basear em som e não em gráficos e luzinhas, pelo menos primordialmente (claro que pode ajudar...). Então a minha opinião é que se invista em plugins que façam a diferença no som que os nativos free não fazem. Por exemplo, observe bem esse da Slate que você vai notar que ele tem algo ali, que não é mais do mesmo. Da mesma forma, alguns do que eu citei também. Por isso que para mim "jogar fora" o T-Racks original, por exemplo, para mim não doeu nada (só lamento pelo que paguei na época). O plugin ideal é leve, não entope a máquina e tem um som que faz a diferença. O Eventide que causou furor aqui até tem alguma coisa boa, mas do monte de coisa que ele faz a maioria é lixo para mim - entra aí a questão de ser pesado numa eventual mix de várias tracks, porque ele carrega coisas que são inúteis.

      Acho que vale a reflexão.

      Slash_1989
      Veterano
      # nov/14
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      Ismah
      =/

      Ismah
      Veterano
      # nov/14
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      Slash_1989

      Me referia a não poder se ater a mixagens minimalistas, quando se mixa para terceiros - meu caso. Isto é, se o cara quiser gravar 40 canais, preciso trabalhar com 40, e não é possível que sejam apenas dobras...

      Slash_1989
      Veterano
      # nov/14
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      Ismah
      Depende... Se você é o produtor e o cara quer gravar Beatles, é sua função explicar pra ele que 40 tracks não rola! E eu nem falei minimalista no sentido de tracks, e sim em plugins....

      Mas como diria o Fab Dupont: "Quando eu recebo uma mixs com umas 5 faixas de bumbo, 4 de caixas, 10 guitarras, etc... eu vou selecionando a maior parte e depois aperto DELETE"

      Ismah
      Veterano
      # nov/14
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      Slash_1989

      Ahhhhhhhhhh assim sim.... Pra mim mix minimalista é uma track por instrumento, talvez gravar a bateria com 3 ou 4, e olhe lá... Acho muito massa essa forma... Soa mais natural, e menos microfonado... Parece bizarro, mas é...

      Quanto a gravar com mil tracks, depende... No caso, se o cara quer gravar Beatles ou uma versão repaginada de Beatles... ;)

      Adler3x3
      Veterano
      # nov/14 · Editado por: Adler3x3
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      Bem continuando as reflexões que começaram num comentário muito bom do JJJ e mais a excelente participação do MMI e outros membros do fórum.
      Bem com se diz, lá vai mais um testamento:
      Mas se lerem com calma, peço paciência, acho que fica algo de bom , nestas reflexões, mas sou suspeito para escrever sobre eu mesmo.
      Alguns pontos:

      1- Primeiro
      Fazer as reflexões como agora.
      De tempos em tempos temos que rever os nossos conceitos e objetivos.
      Muitos vezes nos afastamos dos objetivos e ficamos dispersos sem saber o que fazer, sem rumo.
      Muito embora isto também faça parte da natureza humana, ninguém é perfeito , e se impor regras muito duras (excesso de disciplina) também não é bom.
      Ultimamente eu estava meio disperso, para manter o foco nos meus projetos, montei umas planilhas com as prioridades e tempo de conclusão, e crie uma ficha de controle de projeto para ajudar a manter o foco.
      Antes de começar uma sessão dou uma olhada para me lembrar onde parei e quais são as prioridades a seguir.
      Obviamente , não somos máquinas, as vezes tem que deixar rolar tudo de improviso mesmo.
      2- Segundo
      Não existe uma única solução.
      A música é acima de tudo uma arte, passamos por fases mais criativas e outras nem tanto.
      3- Terceiro
      "O Foco"
      O Foco é a música.
      No caso do Estúdio Caseiro com suas limitações o que conta é o resultado final, aqui é que deve ficar o foco de todo o trabalho.
      Somos músicos, o que interessa é tocar bem um instrumento e saber gravar.
      A mesma coisa no uso de instrumentos virtuais, mas de uma forma diferente, mas com o mesmo objeto "a música bem feita".
      O músico amador tem o foco diferente do músico profissional.
      O amador faz mais aquilo que gosta, já o profissional nem tanto, tem que se adaptar constantemente.
      O que vale para um músico profissional, que acaba criando muitas regras para poder se manter e sobreviver não vale para o amador, que é mais livre.
      Por um lado o profissional tem mais tempo, mas corre contra o tempo.
      Por outro lado o amador tem outra profissão e tem menos tempo, mas por contraditório que pareça é mais livre e tem mais tempo.
      E a comparação profissional e amador é relativa, não quer dizer que o músico por ser profissional, que seja melhor que o amador.
      E para manter o foco tem que ter concentração, muita perseverança e evitar as distrações destrutivas, que só roubam o nosso tempo.
      Joguinhos no computador, discussões inúteis nas redes sociais e por aí vai, tente lembrar no final de cada dia, como você gastou o seu tempo.
      E tente descobrir quais são os problemas.
      Entre os quais esta o uso excessivo de plugins, e a incapacidade de saber escolher, e estudar e aprender usar as ferramentas.
      Não adianta somente ter as ferramentas, tem que saber usar.
      E tem que estudar, não tem outro jeito não.
      4- Ferramentas
      O instrumento musical é a principal ferramenta (se é que podemos dizer isto) do músico.
      Ocorre que nos dias de hoje os instrumentos reais se misturam com os instrumentos virtuais e toda a parafernália digital, isto é inevitável.
      I- DAW
      É uma escolha pessoal, já foi dito muitas vezes: "que a melhor DAW é aquela que você melhor se adapta e gosta", e não aquela que os outros gostam.
      Mas dentro do processo evolutivo de conhecimento de cada um é normal depois de um bom tempo de aprendizado melhorar.
      E desta forma existem "n" DAWs e cada um deve fazer a sua escolha consciente, isto é com conhecimento, avaliando e comparando.
      A maioria das DAWs disponíveis já estão no mercado há muitos anos, e são produtos maduros de eficiência comprovada.
      Não é uma DAW que vai fazer com que a música fique magnifica, isto quem faz é o músico, e no caso que envolva técnicos de áudio o bom conhecimento e prática destes, mas a base é a música.
      O técnico aqui tem que ajudar e não atrapalhar.
      E qualquer das DAWs disponíveis no mercado se forem utilizadas por bons músicos com a ajuda de bons técnicos sempre vai ficar bom, e se fizerem testes comparativos sérios em laboratórios com recursos tecnológicos suficientes vão chegar a conclusão que os resultados são parecidos no sentido da qualidade, claro vão soar diferentes, pois cada músico e cada operador de áudio tem a sua técnica em particular.
      Mas este teste que eu saiba nunca foi feito por diversos motivos que não cabe aqui discutir.
      Eu particularmente gosto de usar mais de uma DAW ao mesmo tempo, importo e exporto até conseguir um bom resultado.
      Mas isto pode não ser bom para muitas outras pessoas, e o melhor mesmo é se concentrar numa só, mas também não ser muito radical, de tempos em tempos tem que experimentar algo diferente, para poder evoluir.
      E cada DAW pode ter instrumentos e efeitos nativos de boa qualidade.
      E neste caso a DAW pode funcionar como uma auxiliar de outra DAW, que vai ser a principal, num processo de exportação e importação de áudio, e até de rewire.
      Tem DAWs que tem excelentes instrumentos e alguns efeitos que por si só justificam a sua compra. (custo benefício bom)
      Assim usar uma só DAW não é uma regra geral, obviamente para quem esta começando o ideal é por um bom tempo manter o foco numa só.

      II- Instrumentos Musicais
      O foco principal do músico esta aqui.
      Sejam instrumentos reais, virtuais ou até a própria voz.
      Quanto mais qualidade aqui melhor, respeitando o poder aquisitivo de cada um.
      O foco em saber tocar bem, saber interpretar, ou seja transmitir os sentimentos e emoções da música.
      E no processo todo é fundamental fazer uma boa captação que por força dos sistemas de gravação acabam por inserir o uso de Daws e plugins de efeitos, e até hardware externo.
      No caso de instrumentos virtuais, se deve buscar boas bibliotecas, e de uma certa forma, você tem que buscar o seu estilo, saber o que é essencial do que é secundário.
      Por exemplo, para colocar strings de orquestra numa música POP, pode-se usar uma biblioteca mais simples, uma ensemble (conjunto) de cordas.
      Já com o propósito de uma música clássica, já tem que ter uma biblioteca mais especializada, e assim com todos os outros instrumentos.
      Os instrumentos virtuais de boa qualidade costumam custar até mais caro que a própria DAW., o mesmo ocorre com os plugins de efeitos.
      Assim, na questão das bibliotecas pode-se observar:
      01- Bibliotecas para uso geral
      São aquelas bibliotecas que tem centenas e até milhares de instrumentos, que servem para criar a harmonia ou acompanhamento básico.
      Como são de uso geral, servem mais para se colocar num arquivo midi no sentido de uma escuta preliminar para avaliar melhor o sequenciamento, e para preencher pequenos espaços numa música normal, mas onde os instrumentos sejam mais de fundo e complementares.
      Se for usar como solo e instrumentos principais, não servem., pois a grande diversidade aqui acaba limitando ou deixando a qualidade abaixo do ideal. (mas podem ocorrer algumas exceções).
      Mas é uma real necessidade ter um biblioteca geral. (não estou me referindo a soundfonts, e sim a instrumentos musicais que exigem dezenas de gigabytes de samplers de qualidade, nada de meia boca)

      02- Bibliotecas especializadas
      São aquelas em que o foco esta nos instrumentos individuais ou em pequenas famílias de instrumentos.
      E deve-se montar estas bibliotecas de acordo com os estilos musicais que se quer fazer música.
      Aqui a escolha deve ser cuidadosa, instrumento por instrumento.
      E faz toda a diferença.
      Outro ponto importante é não desprezar os efeitos nativos incluídos nestes softwares especializados, na maioria das vezes por exemplo, é melhor usar o EQ do instrumento, do que um EQ externo, assim como outros efeitos que o instrumento pode conter, pois foram projetados para esta finalidade. (mas não é um regra universal).
      Instrumentos especializados:
      - Só de bateria, se tem percussão ajuda, mas já é mais genérico;
      - Só de pianos, mas a especialização é mais detalhada, tem pianos acústicos e tem pianos elétricos;
      - e assim vai , e o melhor exemplo é o de uma orquestra com todas as famílias de instrumentos musicais.
      Imagine numa orquestra completa, tem a genérica com quase todos os instrumentos, e depois tem as subdivisões em famílias , até a especialização chegar a instrumento por instrumento.
      Quando mais especializado melhor.
      Mas imagine você ter no seu computador estas centenas de instrumentos, mesmo com a tecnologia de hoje, vai ficar impraticável.
      Imagine ainda que um instrumento pode ter na sua execução uma quantidade enorme de articulações.
      Outro dia li um artigo em que o Beat Kaufmann criou 16 tracks para poder executar somente um violino da forma mais realista possível.
      Tem que ter critério dentro do escopo do seu trabalho, tem que ir adquirindo os softwares aos poucos, e antes de fazer qualquer compra, se perguntar se realmente necessita deste (s) instrumentos, se no teu caso é o principal ou é o acessório, ou tem um projeto específico que necessita disto, e perguntar se vale a pena.
      Lembre para o acessório o genérico pode dar conta do recado.
      Invista em bons instrumentos, pois a regra básica aqui é:
      - input som bom, output = resultado em som bom;
      - input meia boca -> output = resultado meia boca, com tendência a degradar;
      - input porcaria , output = porcaria.
      Não tem efeito que dê jeito.

      03- Loops de áudio
      Da mesma forma que os instrumentos virtuais, os Loops hoje em dia fazem parte da música, seja para colocar algum efeito especial, seja para colocar um certa ambiência, seja até para colocar um instrumento.
      Existem amplas bibliotecas por estilos e por instrumentos.
      Hoje existem loops controlados por softs especiais que possibilitam alterar o tom e ajustar a harmonia nas passagens da música.
      As vezes como um instrumento de fundo, em vez de usar midi em um instrumento virtual, é muito melhor usar um loop, que quando bem colocado completa música.

      04- MIDI
      Ir montando aos pouco uma boa biblioteca de midi, principalmente para a bateria e baixo.
      A maioria dos midis que obtemos na Internet são muito simples com poucas instruções, e pecam por falta de humanização.
      Humanização é um ponto crucial para o instrumento virtual pode soar bem.
      É como uma interpretação de um instrumento, se for mal feita, soa mal, muito embora pareça que todas as notas estejam certinhas, não soa bem pois falta humanizar.
      E aqui também pode-se investir e gastar um pouco na coleção de boas bibliotecas de midi, nada de gasto exagerado.
      Um midi com características profissionais faz toda a diferença.
      Claro numa composição própria você mesmo vai ter que fazer tudo isto, mas vai poder aproveitar e adaptar partes do midi profissional, e aprender também como se faz.

      III-Plugins de efeitos
      Antes da era digital os efeitos já existiam sob a forma de aparelhos eletro/eletrônicos, e seu uso era mais real ( é mais fácil usar os botões e regulagens físicas dos que as virtuais), mais interativo, você mexe no botão do grave e já sente a vibração mais forte, já no virtual isto fica muito frio).
      E para isto já existiam os técnicos de som e conforme o porte da banda até engenheiros de som.
      Ocorre que na evolução da capacidade de processamento dos computadores, toda este aparato se integrou no digital.
      E ocorreu um grande salto no desenvolvimento dos efeitos.
      E a maioria de nós, simples músicos, de repente teve acesso a todos estes efeitos e toneladas de samplers/sintetizadores de tudo que é tipo de efeito e instrumentos musicais.
      Quem só tocava um instrumento, agora tem uma DAW, que usando as palavras do Makumbator: DAW é um grande instrumento, composto por milhares de instrumentos. (não foram exatamente estas palavras, mas fica valendo o sentido).
      E aí a coisa complicou, ficou além da nossa capacidade, é um grande desafio, compor, tocar, gravar , fazendo ao mesmo tempo o papel de músico, de maestro e de engenheiro de som.
      É a verdade é que não entendemos como a coisa funciona direito, pois são milhares de botões (faders, controles, e muito mais) que podem envolver uma música).
      Muito embora esta parte seja tecnológica não deixa de ser uma arte, uma arte crescente ainda na fase de desenvolvimento.
      Só de plugins para fazer a bateria soar bem existem centenas.
      E no caso de não sermos bateristas, mesmo assim temos que sequenciar baterias eletrônicas, baseadas ou não em samplers.
      O mesmo vale para o baterista que sabe tocar o seu instrumento, e nos outros instrumentos ele tem que aprender como funciona, e ter um bom conhecimento musical acima do normal, isto é além do conhecimento do seu instrumento.
      Hoje exige-se muito mais do músico do que no passado.
      Desta forma tem que manter o foco nos plugins básicos como o JJJ explicou, montando um pequeno glossário do jargão técnico para ir aprendendo e aplicando os efeitos de forma coerente.

      Para quem esta começando o ideal é usar primeiro os plugins nativos da sua DAW, para somente depois com uma boa experiência partir para plugins mais especialistas.
      Como já foi dito um bom exemplo disto é o Reaper.
      E evitar perder o foco, pois aqui é a parte mais perigosa da produção musical caseira, o uso inadequado dos plugins destrói a música.
      E não adianta, tem que estudar ler os manuais dos plugins a exaustão (isto quando existe manual), pesquisar, buscar tutoriais e acima de tudo praticar, mas confiar no bom ouvido.
      E usar os efeitos com moderação, não vai ser os efeitos que vão criar a música, os efeitos só deixam a mesma melhor audível, se foi mal gravada e mal sequenciada não tem efeito que dê jeito, não existem milagres.
      - boa gravação - > efeitos corretivos em pequenas partes, mais efeitos necessários = som bom;
      - boa gravação -> excesso de efeitos ->= destruição da música;
      - boa gravação -> usar efeitos que não sabe para que serve ->= problemas no áudio, se não sabe o que fazer dificilmente vai acertar no chute; (chute é chute, e não deixa de ser uma violência e por si só estraga tudo);
      - má gravação > efeitos corretivos => som ruim, não tem jeito;
      O foco é a música e o principal ponto é a qualidade da composição e da interpretação.
      Os efeitos são para fazer pequenas correções, e deixar o som (resultado final) com mais expressão, nitidez, presença dos instrumentos, peso e de volume para ser escutado nas mídias de forma confortável.
      E atire a primeira pedra aquele que não experimentou inventar no que não entende e depois gerou um som horrível.
      Gravação é um processo artificial.
      Para composição ruim e música mal interpretada não existe nada no mundo que dê jeito.

      IV - Acessórios
      Além do básico que é um bom computador com todos os recursos de multimídia presentes, tem que ter cuidado na escolha dos componentes.
      Bons microfones, bons cabos, pedais, fones de ouvido e muito muito mais, até outros softwares auxiliares, o que aqui é exposto é uma pequena parte do todo.
      De nada adianta investir numa super DAW e usar microfones baratinhos, não vai dar certo.
      Da mesma forma o sujeito compra um teclado de R$ 10.0000,00 e depois quer economizar nos cabos e comprar xi-lyng., vai estragar o teclado, e o som não vai ficar bom.
      Por outro lado o sujeito gasta R$ 3.000,00 numa DAW e fora o que gasta ainda mais em plugins, e tem um violão é uma guitarra de quinhentos contos?!?
      O que é mais importante, qual é o foco, oras bolas o instrumento real! e deveria comprar uma DAW mais simples.
      O que é mais importante, passar horas e horas configurando o computador, ou ficar horas e horas ensaiando e tocando?
      Obviamente tocar, e não ficar postando nos you tubes da vida interpretações musicais geradas pela ansiedade sem nenhum critério de qualidade.

      O que fica?
      É necessário buscar um equilíbrio entre todos os componentes.

      Não é fácil manter tudo ativo na mente pois o sistema de produção musical é muito complexo, e logo logo podemos perder o foco.
      As tentações estão aí para nos provar.
      Lembre o foco principal é a música, não podemos perder muito tempo com configurações intermináveis, com mixagens que nunca terminam.
      Assim a resposta é buscar a simplicidade, você é músico, não é engenheiro, não é masterizador, assim seja simples e mais objetivo que vai conseguir melhores resultados
      O ideal é ter um resumo de todos os objetivos e de todos os instrumentos e componentes que necessitamos, os principais, os secundários e os acessórios.
      E acima de tudo ter coerência, mas lembre somos falíveis, e o caos muitas vezes é só aparente, mas é necessário.

      E de tempos em tempos devemos reavaliar a situação, como parece que estamos fazendo agora.
      Não importa se vamos rever conceitos parecidos.
      A repetição é necessária, e é uma repetição somente na aparência, pois cada vez que revemos algo, percebemos mais além da linha do horizonte, e notamos alguns aspectos que não tínhamos considerado em análises anteriores, um contínuo aprendizado.

      Jabijirous
      Veterano
      # nov/14
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      JJJ
      Uma das razões de eu ter abandonado a pirataria (além das questões morais e tal) é que eu tinha entrado numa "espiral de downloads" tão sem sentido, que eu baixava plugins e mais plugins e nem sabia pra que serviam! Comprando (ou escolhendo alguns gratuitos "a dedo") eu tenho tempo e motivação pra estudá-los e entender a proposta de cada um muito melhor!

      Bom, agora é testar, ver o que você acha de interessante e comprar! Você já tem um monte, estude cada um e veja se é realmente necessário isso aí!

      MMI
      Veterano
      # nov/14
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      Adler3x3

      Foi muita coisa, mas vou tentar argumentar alguma coisa... kkkkk

      1- Primeiro
      Fazer as reflexões como agora.
      De tempos em tempos temos que rever os nossos conceitos e objetivos.
      Muitos vezes nos afastamos dos objetivos e ficamos dispersos sem saber o que fazer, sem rumo.


      Importantíssimo. Vivo me dispersando, desencanando, o que não deixa de ser uma revisão dos objetivos e conceitos. Parei de gravar uns 2 anos, fui meio que obrigado a voltar agora há pouco tempo num projeto bem ambicioso. É legal, reconheço que gosto de fazer, mas tenho que repensar muita coisa mesmo...

      E qualquer das DAWs disponíveis no mercado se forem utilizadas por bons músicos com a ajuda de bons técnicos sempre vai ficar bom, e se fizerem testes comparativos sérios em laboratórios com recursos tecnológicos suficientes vão chegar a conclusão que os resultados são parecidos no sentido da qualidade, claro vão soar diferentes, pois cada músico e cada operador de áudio tem a sua técnica em particular.
      Mas este teste que eu saiba nunca foi feito por diversos motivos que não cabe aqui discutir.
      Eu particularmente gosto de usar mais de uma DAW ao mesmo tempo, importo e exporto até conseguir um bom resultado.

      Tem DAWs que tem excelentes instrumentos e alguns efeitos que por si só justificam a sua compra. (custo benefício bom)

      Tenho que reconhecer uma coisa: o Pro Tools antes era uma ferramenta à frente das outras DAW para manipular áudio. Eu sei que você tem muito foco em instrumentos virtuais e isso o Pro Tools nunca teve como objetivo primordial na verdade - e eu também não, o que talvez mude o foco nosso. Foi nesta época que ele disparou na frente das outras DAW no ramo profissional e acabou virando uma referência, talvez até pegaram o hábito. O Pro Tools ainda é uma excelente ferramenta para mixar e masterizar, mas é bem avançada e isso o torna menos "amigável" para o músico pouco habituado com ele. Bem recentemente o esforço das outras empresas produtoras de diversas DAW e umas mancadas da AVID deram espaço para outras se aproximarem e quem sabe até igualarem.

      Eu não sou fã do Pro Tools. Mas tenho que reconhecer que ele permanece no topo do mercado (perdendo espaço, sim, mas ainda fica lá em cima), não tem jeito. Há uns anos um "cliente" quis mandar para masterização nossas tracks para Abbey Road. Será que preciso dizer qual era a plataforma usada lá? Isso continua, muitos estúdios e mesmo músicos consagrados usam o PT, é quase unanimidade. Por isso mesmo eu tive que comprar e aprender a mexer nele, mas ele tem boas ferramentas e soluções. Só acho meio chato.

      E para isto já existiam os técnicos de som e conforme o porte da banda até engenheiros de som.
      Ocorre que na evolução da capacidade de processamento dos computadores, toda este aparato se integrou no digital.
      E ocorreu um grande salto no desenvolvimento dos efeitos.
      E a maioria de nós, simples músicos, de repente teve acesso a todos estes efeitos e toneladas de samplers/sintetizadores de tudo que é tipo de efeito e instrumentos musicais.
      Quem só tocava um instrumento, agora tem uma DAW, que usando as palavras do Makumbator: DAW é um grande instrumento, composto por milhares de instrumentos. (não foram exatamente estas palavras, mas fica valendo o sentido).
      E aí a coisa complicou, ficou além da nossa capacidade, é um grande desafio, compor, tocar, gravar , fazendo ao mesmo tempo o papel de músico, de maestro e de engenheiro de som.


      Com o perdão de lhe corrigir, mas nunca foi da nossa capacidade fazer todo o processo da composição, execução, direção, produção, gravação, mixagem e masterização. Mas vamos por partes...

      Dominar um instrumento, tocar bem e se desenvolver até compor bem nunca foi fácil. Exige anos de treino, dedicação, sangue, suor e lágrimas. Hoje talvez seja um pouco mais fácil, a internet democratizou a informação, dá ver vídeos e ter aulas de gente de tudo que é lugar do mundo. O que não quer dizer que seja fácil... Só para ilustrar, os jovens McCartney e Lennon um dia souberam que tinha um cara do outro lado da cidade que sabia fazer um acorde de B7. Marcaram um dia, pegaram um ônibus, atravessaram a cidade, perdendo um dia para encontrar o cara que ensinou o desenho do acorde. Isso é piada hoje em dia com o google...

      A verdade é que era caríssimo gravar antigamente e eram poucos os estúdios que podiam arcar com os equipamentos. Um cara para se destacar como produtor, engenheiro ou técnico de som tinha um mercado super restrito e acirrado, tinha que se dedicar muito, sem enganação. Tinha que dominar muito as mesas, outboards, microfones e salas. Só para dar uma ideia, hoje uma fita de 2 pol para gravar num tape recorder custa lá fora 329 dólares, que dependendo da máquina dá para até 24 canais - se gravar em 15 IPS (polegada por segundo) dá 30 minutos, se gravar a 30 IPS dá 15 minutinhos. Mas a gravação vendia, pelo menos paras as bandas consagradas, valia o investimento.

      Hoje ainda é caro se gravar como se deve: um bom estúdio, um bom técnico, um bom engenheiro de áudio, um bom produtor. Dos que eu conheço que fizeram bem feito de verdade, vi gastarem num passado bem recente entre 100 mil e 1 milhão. Só que não vende, não vale a pena, não dá retorno - vão baixar de graça quem estiver afim. Daí aparecem os "marreteiros" que fazem tudo por uma fração do preço, no quartinho de casa, porque fizeram um cursinho de áudio e acham que sabem tudo. Só que os antigos dedicaram a vida a isso, sabem coisas que a gente nem imagina. Definitivamente não é a mesma coisa. E o músico não vai saber fazer todas as funções, mas como é o que dá para fazer, acaba nivelando por baixo. Infelizmente.

      Edson Caetano
      Veterano
      # nov/14
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      Lendo tudo isso... Já tinha tirado a tempos uma conclusão para minha vida, ela é curta, o dia não tem 24 horas e o dinheiro escasso, então resolvi bater firme em meus gostos pessoais e necessidades

      1 - apesar de ter um Home bacana, estudar a décadas sobre o assunto, ter uma pilha de títulos durante os anos, amar a música é tudo relacionado, sou AMADOR, então basicamente a loucura de correr atrás de Soft e Hard muito específicos e caros não condizem com minha realidade, a partir disso pensei:

      - não quero usar mais nada pirata... Delete em milhares de gigas
      - não quero mais perder tempo estudando múltiplas plataformas... Delete em centenas de gigas

      Foi díficil, claro, o vício em querer ter tudo era grande ainda kkk, mas mantive o foco, meu forte são as teclas, já tinha então grande contato com midi, instrumentos virtuais, foi meio natural cair na Cakewalk e foi daí que parti...

      Escolher uma plataforma de trabalho, não só a DAW, e sim a empresa inteira, escolhiam Cakewalk,
      DAW prioritariamente Sonar X3 atualizados sempre
      Plugins prioritariamente os comercializados pela Cakewalk, é muita promoção no decorrer dos anos para quem é cliente de uma plataforma, já perdi as contas de quantos presentes recebi da empresa, de descontos de 80% ou mais, das facilidades em movimentar sua conta, além de tudo você acaba assimilando o estilo da empresa de ser, sua interface deixa de ser mistério

      Com a Daw, Plugins definidos tinha ficado fácil ... Não claro que não kkk, anexei a tudo isso instrumentos virtuais, Host de performance, notação, e mais um monte de coisas que me são necessarios, mas nada mais de loucuras, hoje sei EXATAMENTE tudo que tenho é principalmente sei USAR tudo que tenho

      É isso, um dia faço um review da minha máquina...

      Uma dica para fechar, aos que estão tentando,sair do mundo da pirataria kkk, para iniciantes e hobbystas, até profissionais dependendo de suas necessidades não é necessário comprar a versão top mega producer do seu programa preferido, ele é mais caro porque tem muita coisa no pacote que as vezes você não vai precisar

      Recentemente precisava de um soft para captura de áudio rápida, prática e eficaz com edição direta para conversão de Vinis, na hora lembrei do bom e velho Sound Forge, mas pirata não iria instalar, fui procurar na sony para comprar, vi que custava mais de 500 dólares a versão top, caro demais para o que eu queria, mas na própria empresa eles comercializam o Áudio Forge um programa similar bem mais enxuto claro, mas que faria o que eu precisava, inclusive com função específica para conversão de vinil, por 50 doletas , comprei na HORA e economizei 450 doletas .

      O assunto vai longe kkk

      Ismah
      Veterano
      # nov/14
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      Lelo Mig
      FL Studio 11, que me é suficiente e tenho melhor proeficiencia.

      Mais coisas em comum, incluindo o padre em puteiro, mas dessa geração rs

      JJJ
      Veterano
      # nov/14
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      Edson Caetano

      Rapaz, seu relato é incrivelmente coincidente com a minha situação (exceção principal que eu sou guitarrista, não tecladista).

      Tem um ponto aí do seu texto que eu quero ressaltar:

      "Plugins prioritariamente os comercializados pela Cakewalk, é muita promoção no decorrer dos anos para quem é cliente de uma plataforma, já perdi as contas de quantos presentes recebi da empresa, de descontos de 80% ou mais"

      Tem muita gente que acha que comprar software de áudio é só coisa pra milionário. Que aqui no Brasil, a única saída é usar pirataria porque os impostos são muito altos e o blá-blá-blá de sempre. Até faz sentido pra algumas coisas, mas, felizmente, pra nós, software é difícil de taxar: não tem os 60% de imposto de importação, nem os 35% de ICMS e por aí vai (a menos que você importe a "caixa"... mas a imensa maioria das coisas, vem por download).

      E o preço de muitas coisas não é tão salgado como alguns pensam. Tá... o pacotão da Waves é bem caro. Mas quem disse que "você, home user", precisa do pacotão da Waves pra viver? Não precisa! Não mesmo!

      Um exemplo, na linha do que você contou: hoje tenho um Sonar X3, atualizadíssimo, legalizadíssimo, com suporte, ofertas de extras e o escambáu por um preço ridículo. Como consegui? Comprei o Music Creator Touch 6, numa oferta (baratésimo - no Steam - tenho que fazer um tópico sobre essa plataforma...) e, logo depois, me ofereceram o upgrade para o X3 por uma merreca. Pronto...

      Por isso, o tópico do Adler3x3 (do qual se originou este aqui) é tão interessante pra nós. Dá pra fazer uma boa coleção de softwares de áudio por um preço muito menor do que se imagina!

      Claro que, de vez em quando (pro MMI ficar contente... rs), tem que tirar o escorpião do bolso. Claro, como tudo na vida! Mas, de forma nenhuma, é imperativo comprar "aquele" bundle de milhares de dólares pra sobreviver. Não mesmo!

      MMI
      Veterano
      # nov/14
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      JJJ

      Tem muita gente que acha que comprar software de áudio é só coisa pra milionário. Que aqui no Brasil, a única saída é usar pirataria porque os impostos são muito altos e o blá-blá-blá de sempre. Até faz sentido pra algumas coisas, mas, felizmente, pra nós, software é difícil de taxar: não tem os 60% de imposto de importação, nem os 35% de ICMS e por aí vai (a menos que você importe a "caixa"... mas a imensa maioria das coisas, vem por download).

      Depende da sua referência. Tem uma porcentagem enorme de pessoas que se recusa a pagar pelo que põe no computador, seja MP3, seja software, seja Windows, seja o que for. Questão de princípios, ali é tudo pirata porque Malandro é malandro e Mané é Mané. Pagar é coisa de mané, já que dá para pegar um torrent da vida...

      Veja que na verdade o Reaper é uma excelente DAW, pau a pau com as melhores, mas não é exatamente free. Eles pedem uma contribuição para registrar e legalizar, só que o demo é funcional e não expira. Quantos aqui pagam pelo Reaper? Se alguém pagar 10 reais, a conta que fica é que isso é coisa de milionário porque malandro pode ter de graça, isso é rasgar dinheiro. Da mesma forma, quem aqui opta por pagar 2 a 4 reais por uma música nos sites pagos de download ao invés de baixar de graça?

      Vou te responder então... Ninguém precisa de um pacotão da Waves, só faz sentido pegar um ou outro se for pagar. Mas o pacotão tem para baixar em torrent... Complicado isso. Como eu falei, eu opto por ter tudo legalizado, mas nem me meto a escrever as razões que me levara a isso.

      JJJ
      Veterano
      # nov/14
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      MMI

      Você me deixou curioso com essas "razões" tão obscuras que te levaram à legalidade! kkkkkkkkk

      Edson Caetano
      Veterano
      # nov/14
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      MMI
      JJJ
      E depois vão reclamar que o governo rouba... Mas ninguém vê as suas fraudes, estou fora...

      O problema do torrent é que você abaixa conteúdo muito maior do que você pode absorver e não dá a mínima para isso. Ou seja não vai nunca saber usar o que realmente precisa, nunca vai saber se virar com as ferramentas que estão a mão, e principalmente nunca vai saber dar valor ao seu trabalho

      Assunto já extremamente debatido, sempre vai ter os que querem tudo Di gratis, na malandragem é mais legal, eu To fora

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