Opinião sobre mixagem e master. (Faça sua boa ação do dia)

    Autor Mensagem
    Flipe J.
    Membro Novato
    # jul/14


    Eu estou tentando aprender mixagem e masterização através da internet faço por hobbie mas quero fazer coisas com qualidade.Antes de partir para músicas completas faço pequenas mixagens DE IDÉIAS de 1 min no máximo como forma de exercicio:

    Ideias no soundclound

    Na canal master da mix: Compressor, Eq, Limiter e exporto.
    Abro a track já mixada na daw e aplico: Reverb, Izotope Maximizer, Hamonic Exciter , Stereo Enhancer, e o Izotope dynamics que é um compressor multibanda.

    Gostaria de opiniões sinceras e construtivas sobre a mix acima.
    Esse processo de exportar a track e importar esta certo? Essa minha segunda etapa é "masterizar"?

    Obrigado desde já.

    Adler3x3
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: Adler3x3
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    Filipe J.

    Acho que não tá certo.
    Escutando o áudio, parece que ficou com muito compressor.
    Exportar e importar, e depois colocar efeito sobre efeito.
    Efeito sobre efeito não é bom.
    Todo o efeito deixa um rastro.
    Bem não sou especialista em masterização.
    E cada um tem o seu estilo, numa mesma música pode-se ter duas ou mais mixagens/masterizações diferentes, e todas com um bom resultado.

    Bem, o conceito de masterização é muito amplo, e vou comentar um pouco, mas estou longe da verdade.
    E ninguém é dono da verdade.
    Aqui no fórum muitos membros entendem que num home studio não se consegue fazer uma masterização.
    Não é bem assim que penso.

    Pois muitos softwares existem para masterizar, mesmo num home studio.

    Não devemos confundir a Master Track com masterização.

    Você pode ter duas opções:
    01- Primeiro, com uma boa Mix, tentar na Master Track fazer uma espécie de masterização, num nível de volume já mais adequado para o resultado final.
    E ouvir e ouvir o resultado final, e experimentando algumas variações na aplicação dos efeitos, até conseguir um som que te agrade. (repetir o processo quantas vezes forem necessárias.
    02- Segundo
    Você pode fazer a mix e colocar na master track alguns efeitos (mas sem exagero, de forma que a Mix soe bem), mas na hora de exportar tem que deixar o volume mais baixo (-3 a -4 db).
    E trabalhar com resolução de áudio de 24 bits.
    E depois usando um software externo de masterização e aplicar os efeitos que forem necessários.
    O Wavosaur um editor de áudio gratuito aceita trabalhar com VSTs, mas existem outros mais profissionais, mas também mais caros.
    O conjunto de softwares para masterização de alta qualidade custam mais caro que uma DAW.
    Eu as vezes faço os dois caminhos diferentes, e não uso softwares sofisticados para a master, pois tudo depende das finanças.
    Mas se aplicar bons plugins se consegue um bom resultado.
    E depois tem que escutar o resultado em mídias diferentes, pois o som que sai no sistema de áudio do computador ilude, muitas vezes não conseguimos fazer uma boa mixagem e masterização, o que conseguimos e fazer que soe bem no nosso sistema, mas isto é ilusão. (pois o nosso sistema tem muitas limitações, como a dos monitores de áudio, ambiência, softwares mais simples e assim por diante.
    Num home estudio acredito que o mais importante é conseguir uma boa mixagem. (e aqui já entra a questão do estéreo).
    E hoje em dia por incrível que pareça tem gente que não gosta de estéreo, e tem alguns que nem sabem disso.
    Eu gosto de estéreo, e neste ponto tem que caprichar já no pan dos instrumentos.
    Eu gosto do estéreo nos mínimos detalhes, é muito prazeroso ouvir uma música em estéreo.
    Os softwares até ajudam, mas criam um falso estéreo, que dá uma certa vida na música, mas não é estéreo.

    E a quem diga que uma boa mixagem já é quase uma boa masterização. (basta depois preparar o áudio para a audição nas mídias).
    No processo de mixagem pode-se deixar a track geral com um volume mais baixo, e depois no final aumentar, mas observando instrumento por instrumento se não dá clip.
    Se na hora de escutar durante o processo de mixagem o som parecer muito baixo, basta aumentar o volume no botão do sistema de som, e a medida que o processo evoluir fazer os ajustes no volume geral.
    Hoje em dia numa música comercial você coloca 30 ou 40% do volume e já fica alto, o que convenhamos já é um indício de distorção.
    Mas os softwares iludem, e pode-se aumentar o volume ainda mais, mas não tá certo não.
    O padrão é hoje a pessoa escutar as músicas sem mexer no botão no volume, a cada mudança de música, e muita gente escuta em aparelhos ruins.
    E no final da mixagem depois de exportar o áudio, sempre observar como ficou o comportamento das ondas, se ficar muito parecido com um tijolo, tudo lá no alto, e sinal que o resultado não ficou bom.
    Tanto na questão de mixagem, como na questão da composição musical.
    Pois com tudo lá no alto se perde o principal de uma música ,que é a dinâmica, isto é variações que vão da sutileza ao forte, ou seja do pianíssimo ao fortíssimo.
    Se a música não tem estes elementos, fica capenga.
    Não importa o estilo, claro tem estilos que são mais fortes, mas nem por isto pode-se desprezar a sutileza.
    Claro existem diferentes níveis de sutileza nos diferentes estilos.
    Mas tem que ter sutileza.
    E repito não é somente uma questão de mixagem e de masterização, mas principalmente de execução e interpretação da música em si.
    Terminada a mixagem, bem dizer o trabalho tá quase pronto.

    A Masterização seria depois preparar esta boa mixagem para o resultado ser ouvido bem na maioria dos dispositivos de audição de músicas, considerando o lado mais comercial/e o padrão da indústria principalmente na questão de ter mais volume, ou estar no mesmo nível da maioria das músicas que tem nas mídias que você quer ser ouvido.
    E infelizmente para fazer isto muitas vezes o nosso som depois vai ficar meio achatado e até contra o nosso conceito, mas isto é uma imposição da mídia, ninguém gosta de estar escutando uma música num certo volume, e depois entra outra (a tua) com um volume bem mais baixo.
    E conciliar isto é o grande desafio.
    Eu acho que dá para conseguir um bom volume sem destruir a dinâmica da música.
    Acredito também que a tendência esta mudando, estamos saindo da Loudness war e entrando numa nova fase.
    Este é um tema que não se esgota, e esta em mutação, pois a cada dia novas mídias surgem, e depende do público alvo.
    O que importa é o resultado final, existem muitas técnicas e formas diferentes de fazer.
    Existem softwares e softwares, mas se usar softwares bons isto é aqueles já maduros no mercado, independente do preço pode-se conseguir um bom resultado.

    Flipe J.
    Membro Novato
    # jul/14 · Editado por: Flipe J.
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    Agradeço pelas dicas caro Adler3x3 mas eu fiquei confuso nesta parte:

    Efeito sobre efeito não é bom.
    E depois usando um software externo de masterização e aplicar os efeitos que forem necessários.

    Pareceu meio contraditório.

    Adler3x3
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: Adler3x3
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    Flipe J.

    Sim concordo, parece.
    E é verdade.
    O uso de plugins conforme a sequência pode ficar contraditório e contraproducente.
    Mas depende da dose que se aplica e a sequência.
    Mas considere:
    - na track individual você usa um compressor;
    - na master track outro compressor;
    - e depois na masterização usa outro compressorl
    Com certeza não vai ficar legal.
    Fora que outros efeitos tem dentro de si outros compressores.
    O mesmo para equalizadores e outros efeitos.
    Tem outros efeitos que tem outros nomes, mas que também tem algumas características de compressores, mas atuando de forma diferente.
    E este choque pode estragar a dinâmica.

    Por isto que usei a palavra necessários, isto é a dose certa (em cada etapa).
    Pois numa o compressor ajuda a melhor o som individual do instrumento.
    Já na master geral, é mais para equilibrar a mix com todos os instrumentos.
    Mas na exportação para o áudio ser masterizado o volume vai ser mais baixo, justamente para poder possibilitar a inserção de mais efeitos no processo da masterização final.
    Por isto que no processo do home estúdio, as vezes é melhor tentar já acertar tudo na própria DAW, e num editor externo depois só fazer alguns pequenos ajustes (novamente o que for necessário), e para saber o que é necessário, tem que ouvir e perceber o que esta faltando ou o que esta demais.
    Ou as vezes problemas em algumas partes da música, e outros tipos diferentes de falhas, que necessitam ser corrigidas, ou minoradas.
    E muitas vezes por erros anteriores do processo, tem que até voltar ao processo de mixagem.
    Claro um Masterizador externo vai tentar consertar , mas sem voltar o processo, já vai trabalhar no áudio resultado da mixagem.

    E também a palavra "necessários", respondendo a sua dúvida, é na questão de preparar o áudio final de acordo com o que o mercado ouve.
    Pode estar com o volume um pouco mais baixo, e aí você vai trabalhar para deixar no volume mais parecido com as músicas comerciais.
    Ou pode estar com pouco brilho, aí vai trabalhar um pouco na equalização.
    Mas para fazer uma boa masterização, tem que ter bons softwares e bons equipamentos, principalmente bons monitores e ambiente bem controlado, coisa que não temos nos nossos home studio.

    Slash_1989
    Veterano
    # jul/14
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    Na canal master da mix: Compressor, Eq, Limiter e exporto.
    Abro a track já mixada na daw e aplico: Reverb, Izotope Maximizer, Hamonic Exciter , Stereo Enhancer, e o Izotope dynamics que é um compressor multibanda.



    Mas a pergunta é: você sabe usar isso? Digo, é muito comum a gente se empolgar e começar a mexer nos plugins... afinal, é divertido! mas vc sabe usar pra chegar no som que vc quer?

    Adler3x3
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: Adler3x3
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    Este comentário do Slash_1989 é pertinente.

    Tem que saber direitinho o que cada plugin ou efeito faz.
    Como já disse existem diferentes plugins, como por exemplo o Maximizer (que tem dentro de si uma espécie de compressor,mas que atua de forma diferente)
    O melhor é optar pela simplicidade, quando não se sabe direito para o que serve certo efeito, melhor não usar.
    E se usar algum preset, tentar entender como o processo funciona, mas nada de exagerar na dose dos efeitos.
    O princípio básico é que o instrumento ou track soe bem.
    Se foi bem gravado usa-se os efeitos somente para corrigir pequenas partes, nada de exagero, pois quando é necessário exagerar, é um sinal indicativo de que a gravação não foi tão boa assim.
    Se a track individual esta soando bem, o próximo passo e observar se soa bem junto com as outras tracks.
    Se tudo soar bem, passa-se para a master geral, que tem o sentido de integrar melhor todos os instrumentos, na questão de eq geral, de um reverb, de um compressor (de leve) e de um um limiter (no final)
    E a questão do volume é relativa, as vezes o melhor é simplesmente aumentar o volume de forma natural, no botão de volume, do que ficar aplicando efeito sobre efeito.
    E se ficou muito baixo gravar de novo com um volume mais adequado, desde que não tenha clip, e o volume tem que ficar um pouco mais baixo do nível ideal, pois depois vai ser aplicar outros efeitos.
    E tem outro ponto que é quando se adiciona mais instrumentos numa música o volume gera por si só aumenta (por isto que o volume final da gravação tem que ficar um pouco abaixo do ideal). muito embora pode-se diminuir o volume simplesmente.
    O melhor forma de obter um bom volume, é o botão de volume, e não o uso de softwares para fazer isto.
    É simples assim:
    Usar corretamente (desde que não cause clip) o botão de volume em todas as fases, desde a gravação até a master final.
    O uso de softwares é só para fazer pequenas correções que serão necessárias durante o processo, e a dose vai variar caso a caso, instrumento por instrumento.
    Usar o Hamonic Exciter é para criar mais harmônicos, mas se a gravação foi bem feita e esta soando bem, não é necessário.
    Se o Pan dos instrumentos já esta bem feito na mixagem, não tem muito sentido, usar Stereo Enhancer.
    Pode usar o Enhancer, ajuda a melhorar a integridade, mas bem de leve.
    Estas ferramentas na Masterização final servem para dar um pouco mais de consistência e integridade, mas não se pode abusar na dose.
    O importante é ler o manuais, o Izotop Ozone tem bons manuais.
    Mas a grande maioria dos plugins não, muitos nem manual tem.
    E tem muito controle, fade, botões e mais botões, e tudo isto é herança dos engenheiros de som, e hoje graças a evolução dos softwares temos isto disponível, mas não temos o conhecimento técnico suficiente para entender e aplicar de forma consistente.
    E é outro processo de estudo que não tem fim, e mesmo os mais experientes não sabem tudo, pois se for analisar e considerar, num processo de mixagem e masterização pode ser necessário usar centenas ou até milhares de controles dos softwares, o que convenhamos não é tarefa fácil.
    E num software um determinado % ou outras forma de medição, tem pesos diferentes, um número que se aplica num plugin, pode não se aplicar a outro plugin de outro fabricante.

    Flipe J.
    Membro Novato
    # jul/14
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    Slash_1989
    Para ser sincero: não completamente. Mas to tentando reunir toda informação que posso no meu espaço de tempo limitado.

    O resultado que obtive foi aplicando conceitos básicos q sei e experimentando aumentar ali diminuir aqui. Postei hj aqui pois acho que cheguei no meu limite do que posso sozinho e precisava de criticas.

    Como o Adler3x3 disse esta exagerada a compressão, menos é mais, realmente tinha compressão na track individual das guitarras, na master track da mix e no final é aplicada novamente. Já é um passo.

    Ismah
    Veterano
    # jul/14
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    Flipe J.

    Compressão no talo não ajuda. O limiter é um compressor radical, só ele bastaria na master. Alguns discordam, mas já é gosto meu usar só o limiter.

    O harmonic exciter é meio desnecessário. Ele é utilizado pra dar uma tapeada em um áudio de má qualidade, seja culpa da fonte ou do mic.

    EQ serve pra cortar o que sobra, não adicionar o que falta. O que faltar é pq não faz parte da música.

    Reverb é o mais difícil de domar, prefiro usar um preset apenas pra dar uma ambiência na coisa.

    O Izotope Maximizer é um "preset", de diversos efeitos, ele junto com o limiter (recomendo que deixe em -0,5dB) já dá uma arredondada legal no som.

    O foco é som ao vivo, mas o link é mui útil www.audioreporter.com.br/

    Slash_1989
    Veterano
    # jul/14
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    O problema nem é tanto isso... é que vc ta começando, então vc deve mexer individualmente nas tracks meio perdido.

    Pensa da seguinte forma: a melhor mix vai ser aquela com menos plugins e com menos ajustes nos plugins (nem to discutindo a veracidade da frase, mas pensa assim). Isso evita cometer aquele erro de iniciante de ter que mexer em todos os parâmetros (o que só deteriora mais o resultado final).

    Mexe com volume, pan, etc... deixa a música toda balanceada e aí vc começa a escutar: "o que va faltando aqui? essa caixa ta muito forte, vou colocar um compressor pra controlar isso." e assim vai...

    Aí vc evita de usar um plugin porque "tem que usar" e começa a usar mais pra chegar a algum lugar.

    Adler3x3
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: Adler3x3
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    Felip J.

    Izotope Ozone
    É um software muito bom, bem complexo.

    Tenho a versão completa , e uma versão mais simplificada o "Izotope Essentials" que é mais enxuto., que vei junto com o Mixcraft Pro Studio 6.
    E por incrível que pareça consigo melhores resultados na versão simplificada.
    Normalmente se vou usar um preset no Izotope completo para determinado estilo, não fica bom.
    Para ficar bom, tem que reduzir a dose, não sei explicar o que acontece, mas os presets em geral exageram .
    Não sei se é porque a versão é mais nova, mas soa muito melhor do que a completa.
    E mesmo no simplificada, reduzo a dose.

    E este problema ou fase que você esta passando, todo mundo passa.
    E muitas vezes não conseguimos um resultado bom, o que é normal, devido as nossas limitações tanto de conhecimento, como de hardware, como de software.
    O teu som não tá ruim assim, ruim, ruim só esta com muita compressão, e na hora que você acertar outros detalhes vai soar melhor, mais natural.

    Experimente fazer uma nova versão, e outras versões, variando, como por exemplo:
    Bem vou tentar explicar com certas palavras e frases, obviamente nem tudo vou conseguir explicar direito, e posso até omitir outros procedimentos importantes. (e a ordem dos passos não é necessariamente na sequência, as vezes tem que ir do passo um para outro passo, e depois voltar).
    É como uma dança, tem hora que damos o passo 1, depois o passo 3 , o passo 5.
    01- Passo 1
    - dispondo todas as tracks canal por canal com o som original sem efeito nenhum;
    - adicione uma track contendo uma música que você gosta, e que tem o estilo e o som parecido com o que você quer atingir;
    - coloque na master geral um plugin visualizador de espectro das ondas, não afeta o som, e apenas uma ferramenta auxiliar;
    - deixe as outras traks mudas, e coloque para tocar a música de referência, e observe o comportamento das ondas, e anote ou memorize a distribuição das ondas nas frequências;
    - e depois escute a sua música, ainda sem efeitos, e faça o mesmo observando o comportamento das ondas;
    - vai notar muitas diferenças;
    - acerte o volume de cada instrumento, se as gravações foram bem feitas, num volume adequado, e no conjunto com todos os instrumentos soando junto, o volume já pode ficar meio alto, e ocorrerem clips, não nos instrumentos individuais, mas no todo.
    E tente observar compasso por compasso, qual o instrumento que pode ser responsável pelo clip (muito embora individualmente não dê clip).
    E baixe o nível do volume geral na master track, até não acontecer nenhum clip.
    Isto pode ser feito no volume geral, e até usar uma linha de automação de volume na track geral, e nas tracks individuais, baixando ou aumentando o volume conforme vai clipando ou não. (mas lembre as variações não podem ser muito radicais, as variações tem que ser bem sutis nos instrumentos individuais.
    A questão do volume é muito importante:
    Pontos de atenção:
    - Volume da track individual (no processo pelas várias fases, pode-se ir alterando o volume;
    - Volume da track geral, no começo altera para menos, depois a medida que vai evoluindo e outros plugins vão sendo aplicados, vai se ajustando.
    Tem plugins que aumentam o volume, e tem plugins que diminuem o volume.
    - Alterações de volume numa linha de automação, eu gosto de fazer isto, tem gente que não gosta, mas na linha de automação dá para acertar muita coisa com mais precisão, claro as mudanças de volume são sempre sutis, nada de radical, com saltos, mas aqui também dá para trabalhar melhor com fade in e fade out quando a música assim exige em certas passagens, principalmente na introdução e no final.
    Nesta fase é melhor trabalhar com cuidado para obter o melhor volume possível, do que ficar com problemas de volume mais baixo, e tentar por outros efeitos aumentar o volume de forma não natural.
    Assim durante todo o processo prestar atenção no volume, e ir ajustando, pois cada novo plugin que se insere no processo vai afetando, e aí tem que ir ajustando, e quando se perde volume, aumentar o botão do volume, que se reduziu anteriormente, então é um processo, que vai e volta.
    O importante neste método é tentar usar o mínimo possível de efeitos para aumentar o volume, usando sempre o próprio botão de volume para isto. (e isto vai ser necessário durante toda a fase do processo)
    Lembre a maioria das músicas atuais são baseadas em canções originadas da dança.
    Assim o som e o estilo tem que ficar dançante, isto é tem que motivar o ouvinte, a bater os pés no bit da música e até poder dançar.
    Se a música não ficar dançante é porque esta com sérios problemas, seja de composição, seja de execução/interpretação ou pelo mal uso de efeitos que achataram a música, e acabaram com com a dinâmica destruindo a dança.
    E os plugins não entendem de dança, vão modificando a dinâmica sem respeitar os princípios musicais do estilo.
    Por exemplo a valsa, tem um nota forte e duas fracas.
    O plugin não entende e nivela tudo, e o som não fica mais de valsa.
    Cada estilo tem as suas variações, as notas fortes e fracas distribuídas no compasso.
    E assim quando for alterar os volumes na linha do tempo, tem que respeitar o início dos compassos.
    Se usar instrumentos virtuais, todas as notas não podem ficar com a mesma velocidade, tem que respeitar o estilo (sempre tem notas mais fortes e mais fracas).
    02 - Passo 2
    Equalização - primeiro cortar as frequências indesejáveis.
    Escute instrumento por instrumento e observe se a problemas de excesso em algumas frequências, e usando um equalizador paramétrico (não do ozone).
    Um bom equalizador tem junto um visualizador das frequências, observe se existem frequências indesejáveis, escute tanto num bom fone de ouvido, como nas caixas de som;
    No caso dos graves, percebe-se melhor os problemas num fone de ouvido, pela distorção que ocorre.
    E faça os cortes necessários, atenuando estas frequências que estão com problemas, vá ajustando o corte dos graves, o corte dos médios (muito cuidado aqui) e o corte dos agudos, e vá experimentando movendo os controles até conseguir um som que soe bem aos seus ouvidos.
    Normalmente um bom eq já tem presets para cortar as frequências baixas e altas, mas sempre é necessário fazer pequenos ajustes, movendo os controles, ou indo mais além do preset, ou menos.
    Faça isto instrumento por instrumento.
    A ordem pode ser mais ou menos esta, mas na verdade não existe um processo totalmente linear, as vezes alguma coisa é feita em outra ordem.

    03- Passo 3
    Sempre de tempos em tempos conforme vai modificando, compare as frequências e a audição com a música de referência.
    Faça os ajustes com o uso de plugins para melhorar os instrumentos.
    Comece pela bateria, depois o baixo, depois a base e os solos.
    Nesta fase normalmente vai se tentar dar um punch na bateria, melhorar o som do baixo e dos outros instrumentos, podendo voltar até usar um outro EQ, já não para cortar mas sim adicionar algo que seja necessário, no caso do instrumento não estar se destacando bem, com a clareza necessária etc...
    Pode ser necessário a inclusão de algum reverb, mas cuidado.
    E aqui você vai ter que estudar o que fazer em cada instrumento.
    Pois cada instrumentos vai exigir plugins diferentes.
    Cada instrumento vai ter um tratamento diferente, um fixação para dar consistência.
    Pesquisando e estudando bons tutoriais, mas sempre tendo em mente em não exagerar na dose dos plugins.
    Como por exemplo na bateria, pode ser necessário o uso de compressores.
    E os vocais é outro tratamento totalmente diferente.
    Veja bem os plugins que você tem a disposição, e consulte os manuais, ou experimente algum preset, e vá sempre fazendo os ajustes ouvindo e de olho no visualizador de espectro.
    Mas não confie cegamente nos presets, tem que ir ouvindo e ouvindo e alterando, o preset é só uma referência inicial.
    E os presetes normalmente exageram e acabam criando mais graves indesejáveis.
    E presetes que adicionam frequências mais agudas também.
    Por isto que tem que ter o básico , uma boa gravação.

    04- Passo 4
    Experimente fazer variações no pan, deslocando para a direita ou esquerda, conforme você imagina a disposição da banda no palco, mas sem exagerar, sem pans radicais. (exceto em alguns instrumentos ou partes da música, em que realmente se queira criar um efeito especial).
    O uso de Maximizadores de Estéreo pode ser um boa ferramenta, mas pode também destruir a música, muito cuidado aqui.
    Num primeiro plano não usar este recurso.
    E aqui depende também do arranjo da música, arranjos pobres com pouca harmonia fica difícil trabalhar o estéreo.
    Eu sou das antigas, gosto de ter instrumentos com pan no estilo dos anos 70.
    E na questão de estéreo pode-se até utilizar instrumentos mono, que as vezes soa melhor do que um instrumento estéreo, é relativo.

    05- Passo 5
    Na master geral insira :
    - um eq conforme o estilo da música;
    - um reverb, (de estúdio)
    - um compressor;
    - um limiter

    Como o Ismah explicou as vezes é melhor só usar um limiter em vez do compressor e do limiter, mas é relativo depende do estilo de cada um.
    Mas você pode experimentar variações, usando mais ou menos efeitos.
    E o uso de outros plugins (efeitos) vai depender, tem que experimentar, e ir salvando os projetos, e sempre ouvindo e ouvindo para saber qual é a melhor opção.
    E o que vale é o resultado final, ou seja uma boa audição, tendo a música com uma boa dinâmica.
    Pode ser necessário um controle melhor para aumentar o volume., e cuidado aqui, de repente tem que voltar a algum passo (ou fase) do processo e fazer alterações nos volumes individuais e na master track.
    Mas se fizer o já foi descrito nos passos anteriores pode não ser necessário abusar muito aqui para obter um volume.
    Aqui o ganho tem que ser mínimo para não achatar o som.
    E compare com a música de referência.
    Não que vai ficar tudo igual, isto é impossível de conseguir, mas já dá para ter uma boa noção, e o som já deve estar soando bem.
    E neste caso observando todos os passos, neste momento você já deve ter uma boa mix.
    E a masterização vai ser uma outra etapa, e ser for fazer uma masterização com outros softwares, é bom na hora de exportar baixar um pouco o volume, e usar a melhor resolução de áudio possível, para depois na masterização ter espaço de manobra para trabalhar melhor com outros plugins mais indicados para a master.
    É um caminho, pode não ser o melhor, mas é um caminho.
    E preste atenção também nos plugins nativos da sua DAW,, que podem ser até melhores que outros plugins externos.
    Qual é mesmo a sua DAW?

    Boa sorte.

    Flipe J.
    Membro Novato
    # jul/14 · Editado por: Flipe J.
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    Ismah
    Muito obrigado pelas dicas, reavaliei a necessidade dos plug-ins, vou conferir o site

    Slash_1989
    Vlw realmente, essa mixagem foi experimental por isso "atochei" plug ins a vontade e parece que desnecessáriamente ná proxima vou tentar fazer o máximo com o que sei (ou o com o q acho q sei hehe)

    Adler3x3
    Uso o Cubase LE 7 é o que me agrada visualmente pela interface.
    Consegui compreender seu comentario com meu nível de conhecimento estão sendo de grande valia todas a postagens.

    E no final da mixagem depois de exportar o áudio, sempre observar como ficou o comportamento das ondas, se ficar muito parecido com um tijolo, tudo lá no alto, e sinal que o resultado não ficou bom.

    Eu abri no Audacity uma música comercial ("rock") a qual eu gosto do resultado obtido nas guitarras dá uma olhadinha.
    Visualizar

    O que eu acho, e parece que já foi dito acima que não existe regras fixas como em:

    as vezes é melhor só usar um limiter em vez do compressor e do limiter, mas é relativo depende do estilo de cada um.


    Essa é a parte dificil pra mim no processo "nada é regra", o aproach vai depender do estilo e utilizar plugins com razão para obter tal resultado.

    Pensando no futuro... Alguém indicaria algum curso? alcançar bons resultados com um conteúdo espalhado por toda internet não é pra todo mundo, admiro quem conseguiu.

    Adler3x3
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: Adler3x3
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    Flipe Jr.

    Tijolo.
    Sim parece um tijolo, mas depende do zoom.
    Se o zoom for pequeno, todas a músicas ficam parecidas com tijolo.
    Mas parece que tá tudo lá em cima.
    Eu particularmente não gosto.
    Sou de opinião que dá para ter um som com um volume equivalente sem ser tijolo.

    Cubase LE 7
    Bem não sei avaliar pois não uso o Cubase.
    Mas o Cubase sempre foi top de linha.
    Só que LE, acho que significa - Edição Limitada, isto é não vem com todos os recursos, e deve ter vindo junto com a compra de um componente do home studio.
    Eu recomendaria escolher um outra DAW mais completa.

    Música The Red Jumpsuit Apparatus
    Escutei no you tube, e parece que abusaram na Master, e parece que a gravação é um tijolo mesmo.
    É um rock e não ficou dançante.
    Parece que tá tudo certinho, mas não tá.
    Bem é uma questão de gosto pessoal, mas não gosto de músicas lineares, sem variações de tempo e sem dinâmica.

    Ismah
    Veterano
    # jul/14
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    Flipe J.
    Eu abri no Audacity uma música comercial ("rock") a qual eu gosto do resultado obtido nas guitarras dá uma olhadinha.

    Sem escutar digo que essa guitarra é distorcida. Toda guitarra em drive é comprimida ao extremo.

    Pensando no futuro... Alguém indicaria algum curso? alcançar bons resultados com um conteúdo espalhado por toda internet não é pra todo mundo, admiro quem conseguiu.

    Só vale fazer um curso se vc estiver praticando direto, isso é, trabalhar num estúdio, ou no live mesmo, ou ter tempo (no mínimo 4 horas diárias) pra poder praticar em cima de trilhas baixadas.

    Flipe J.
    Membro Novato
    # jul/14 · Editado por: Flipe J.
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    Adler3x3
    Sim parece um tijolo, mas depende do zoom.
    kkk
    Abri aqui no mesmo nivel de zoom: The cure - Boys dont Cry, REM - Losing My Religion e Oasis Little by little e nem se comparam com essa que postei acima. A do Oasis esta num certo porto (visualmente) meio que linear mas não está tudo lá em cima no talo.
    Estão "avaliar visualmente o som" é importante para para aplicar ou reduzir a compressão e volume.

    Vou considerar trocar de daw talvez o Pro tools pela quantidade de conteúdo informativo por aí a fora.


    Ismah
    É um drive mesmo.

    Só vale fazer um curso se vc estiver praticando direto, isso é, trabalhar num estúdio, ou no live mesmo, ou ter tempo (no mínimo 4 horas diárias) pra poder praticar em cima de trilhas baixadas.

    Entendo... produzir e mixar é um hobbie pra mim mas como gosto bastante eu estaria disposto a investir esse tempo se valesse a pena.
    Acho que estudio nenhum aceitaria um iniciante, só se for pra varrer o chão de forma voluntária hehe se souber de algo no RJ...

    Adler3x3
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: Adler3x3
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    Flipe Jr.

    Você entendeu o que quis dizer sobre a música ficar dançante.
    Até no rock tem isto, todo compasso é formado por notas fortes e notas fracas.
    E conforme a execução/interpretação o músico dá um toque especial a peça musical.
    Conforme a batida da base, e do baixo também.
    Se fica tudo espremido e achatado lá em cima, acaba-se com a distinção entre as notas fortes e as notas fracas, fica um contínuo.
    A cada plugin que aplica esta margem , esta diferença de força entre as notas acaba diminuindo e descaracterizando o estilo.
    Alguns plugins levantam lá para cima, outros lá para baixo.
    E quando um joga mais para baixo, depois o masterizador joga outro plugin para devolver lá para cima.
    E no final o que acontece, o som nem fica tão alto assim, mas fica um tijolo, é uma porcaria de som.
    E desta forma a música fica destruída na sua essência.
    É que o pessoal que trabalha na masterização não são bons músicos, pois se fossem, não fariam isto, pois estão desrespeitando ou não considerando um dos fundamentos básicos e elementares da música.
    E estes fundamentos básicos, por mais que a tecnologia evolua não mudam , são imutáveis.

    waltercruz
    Veterano
    # jul/14
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    Na real, se vc está começando agora eu diria para sequer pensar em masterização. Faça uma boa mixagem. O loudness que vc quer vc vai conseguir depois. Se preciso, pague um engenheiro de msterização.

    Se a música soar foda num volume baixo, ela vai soar mais foda ainda em volume alto. Simples assim.

    Ismah
    Eu diria que um harmonic exciter (saturador, distoção ou coisa que o valha) pode ter seu uso sim, embora numa primeira instância ele seja mesmo desnecessário.

    Como a preocupação do Filipe para ser o loudness da coisa, sugiro a leitura de: http://www.soundonsound.com/sos/mar12/articles/loudness.htm

    Flipe J.
    Membro Novato
    # jul/14
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    Adler3x3
    Você entendeu o que quis dizer sobre a música ficar dançante.
    Sim, compreendi dar valor a dinamica dos instrumentos como e da música como um todo. A música não é feita por robôs que tocam notas na mesma intensidade, tempo,e etc.

    waltercruz
    Vlw pelo artigo bastante conteúdo.
    Não pagaria um engenheiro pois quero aprender como obter um bom resultado com o que posso, pagar alguém pra fazer vai contra isso embora eu reconheça que não chegaria num resultado profissional de um cara que já tem experiência.



    Tem compressão demais como o caro Adler3x3 já falou. E com relação a Equalização? Tá abafado? claro? ou está tão ruim que não é possível avaliar ?

    Slash_1989
    Veterano
    # jul/14
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    Flipe J.
    E com relação a Equalização? Tá abafado? claro? ou está tão ruim que não é possível avaliar ?

    Pergunta errada!

    Equalização é gosto! Se você quer algo mais vintage, menos agudo, mais moderno, mais agudo. Não da pra dizer nada sobre isso. Ja ouvi varias mixs que achei ruim em termos de eq, seja do bumbo, guitarras ou da música em geral, mas isso não faz da mix ruim. Avaliar uma mix pela equalização é uma forma bem amadora de julgar um trabalho.

    Talvez o que de fato você queira saber é se o balanço entre os instrumentos esta bom. E nesse caso eu diria que não! Equalizador não serve só pra deixar uma caixa de bateria, por exemplo, mais grave ou aguda. Uma das mais importantes funções é fazer cada instrumento ocupar seu devido espaço no campo sonoro, e isso requer muita prática!

    Normalmente a gente começa a mexer em equalização pensando em timbre, então uma forma de repensar esse uso de eq é levar em conta o balanço geral.

    Falando na prática: só de vc usar um hipass de 100hz em todos os instrumentos com exceção de bumbo e baixo, vc vai ver que sua mix começará a soar muito melhor! (mas pelo amor de deus, 100hz é só um exemplo, vc tem que escutar pra saber quanto deve cortar)

    O motivo disso é que a maioria dos instrumentos não atingem essas frequencias tão graves, mas ainda assim possuem informações o bastante para embolar a mix. Com esse raciocínio, da para aplicar pra todo o resto: "se meu vocal precisa ser agudo (precisa porque eu quero e ponto!) então não faz sentido eu usar tanto agudo nas guitarras" e assim vai.

    Procure pensar mais em balanço do que em timbre. depois que tudo tiver soando bem, aí vc começa a mexer só pela estética!

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