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      Dando a cara para bater

      Autor Mensagem
      Bog
      Veterano
      # abr/07 · Editado por: Bog


      Alguns aqui me conhecem dos fóruns de Guitarras/Pedais/Gravação. Resolvi agora explorar esta região do site... e dar a cara para bater!

      Há mais ou menos 1 ano, iniciei um projeto de uma "banda virtual" com uma amiga. Não moramos no mesmo país (eu = Japão, ela = Inglaterra), e vamos fazendo as gravações com o equipamento que temos em mãos, em casa, usando e abusando da Internet e de softwares diversos. Até o momento, temos 4 gravações:

      www.caixeiro_viajante.palcomp3.com.br

      Reconheço que temos limitações técnicas diversas. Nunca fizemos aula, e nem temos grandes pretensões profissionais com relação à música. Só tocamos por diversão mesmo. Sou um novato no mundo da produção - essas aí são as minhas tentativas mesmo. Mesmo assim, gostaria que o pessoal mais experiente comentasse, desse dicas de como podemos melhorar as nossas próximas brincadeiras. Mas peço para que avaliem as músicas como aquilo que elas são: trabalhos amadores a serem melhorados.

      Só uma notinha a respeito de estilo. Pelo menos nos fóruns guitarrísticos, existe uma massiva preferência pelo metal/hard rock/rockcão das antigas ou blues. Nossa banda passa um pouco longe disso.

      Outra coisa: TODAS as nossas músicas tem algum componente humorístico, mesmo que não seja totalmente evidente, na forma de uma piada pateta (por ex, uma letra propositalmente ingênua, arranjos, timbres, palavras...).

      Quanto aos equipamentos usados: são vários, e foram mudando entre as músicas. Temos microfones de qualidade distante da "profissional", e talvez seja o nosso ponto mais fraco neste sentido. Os softwares usados também foram mudando: nas primeiras músicas eu usava soundfonts de bateria, e só a música mais recente foi feita com o EZDrummer (a Pregos é diferente, algumas das camadas de percursão eu mesmo toquei). A "Um Grande Erro" foi a primeira que fizemos (e é também a mais simples em vários sentidos), seguida da "Pregos", "Diferente Não É Errado" e "Auto-Ajuda".

      Por fim, a minha amiga canta sim de um jeito mínimo, tem uma "vozinha", e tenta evitar grandes variações de volume ou entonação - algo que pode ser interpretado como 'falta de sentimento'. Ela até mesmo faz força para NÃO cantar com vibrato. Digamos que alguns preferem Elis Regina, outros preferem Adriana Calanhotto. Uma comparação que algumas pessoas já fizeram foi com a vocalista do Pato Fu, a Fernanda Takai - e sei que tem gente que não suporta a "vozinha" dela.

      Christhian
      Moderador
      Prêmio FCC 2007
      # abr/07
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      Bog
      Cara, ouvi tudo e achei uma mistura de muito bom gosto! Algumas coisas remetem bem ao Rock-a-billy, outras mais samba, mas com uma boa identidade. O timbre da guita tá bem ardido, ai já é uma coisa que eu pessoalmente prefiro mais pesadão, mas não dá pensar num som desses com uma guitarra berrante.. rs

      Da voz, eu achei legal, bem afinadinha e bem adequado pra proposta, mas é exatamente ai que mora o perigo - a voz tem influências perceptíveis de Pato Fu e isso acaba inevitavelmente gerando uma referência. No início da carreira, o Pato Fu tinha composições como as suas, muito mais cruas, o que faz imediatamente associar os trabalhos. Isso tem um lado positivo, mas em geral é destrutivo. O que resolveria é ela trabalhar pra tirar essa impostação/pronúncia pra desvincular. Pra isso servem as técnicas de impostação, inclusive.

      Mas no geral, tá muito bom, com muita personalidade e isso é fundamental!!! Já ouvi trabalhos aqui tecnicamente mais apurados, mas sempre parecido demais com alguma outra coisa, o que gera aquele pensamento: Se eu posso ouvir o original, pra que ouvir esse cara? Definitivamente não é o seu caso!

      Parabéns velhote!
      E sucesso pra "nóis"!

      \o\

      Abraços!

      Christhian
      Moderador
      Prêmio FCC 2007
      # abr/07
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      Bog
      Outra coisa: Sobre a mixagem, na minha opinião, ficou legal. Acho que o estilo pede uma coisa mais crua msm e vc foi feliz em deixar a voz sem um reverb exagerado, por exemplo. Teu senso musical fala mais alto do que qqr opinião que alguém possa dar aqui. Se serve de dica, lembre-se do que falamos uma vez num outro tópico: Quanto menos plugin usar, mais vc mantem as características do som natural, o que no final das contas, é melhor do que qqr reverb, delay, etc. Ambiências devem trabalhar como complementos leves e não como corretivos, por exemplo, como tem muita gente que usa por aqui. Mas felizmente não foi o caso dessas gravações que ouvi suas, pelo menos a respeito da voz.

      Abraços.

      Space Ace
      Veterano
      # abr/07
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      Bog

      quando chegar em casa eu ouço, to no trampo....ae cara, esse teu nick tem alguma relação com laranja mecânica?

      Bog
      Veterano
      # abr/07
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      Christhian

      Hhahaha, nossa, os comentários foram muito mais positivos do que eu imaginava! :-O Obrigado, fiquei surpreso mesmo, ainda mais porque você não é só mais um daqueles adolescentes metaleiros que tem aos montes no fórum de guitarra.

      Quanto ao estilo: é meio difícil de definir o que fazemos, porque temos outras músicas diferentes dessas também. As guitarras dessas músicas, por exemplo, não têm mesmo aquele "punch", aquele sonzão, porque não era o que a gente estava procurando nessas músicas. Para você ter uma idéia, a guitarra que faz os riffs e o solinho da Diferente Não É Errado é uma mini-guitarra, parece um brinquedo (aliás, é difícil de tocar esse troço!). Espero que no futuro eu possa colocar músicas com mais peso.

      O problema com o Pato Fu... putz, outras pessoas já compararam. Para nós nem parece tanto, e para o irmão da Fernanda Takai (que é meu amigo), também não tem nada a ver. Os estilos também soam bem distintos para nós. Mas acho que para outras pessoas, acaba parecendo muito mais. Pior ainda, o nome da minha vocalista também é Fernanda! Talvez o problema seja que esse é o jeito "natural" de cantar dela, sempre foi assim que ela cantou, mesmo antes de conhecer o Pato Fu - e o conhecimento dela sobre técnicas vocais e impostação é ZERO.

      Mas é complicado mesmo desvincular completamente a nossa banda do Pato Fu, porque eles são de certa forma responsáveis pelo nosso projeto - tudo começou depois que eu conheci o John e a Fernanda Takai, que viajaram comigo pelo Japão. Não sou fã de Pato Fu no sentido de gostar de tudo o que fazem (tem muita coisa que eu não gosto, ou acho muito boba), mas mesmo num sentido extra-musical, as conversas que tive com eles foram fundamentais como impulso para eu sair da proteção das paredes do meu quarto. Se não fosse por eles, eu não estaria frequentando as "open mic nights" de um barzinho por aqui.

      Quanto ao reverb, sim, é proposital, eu uso muito pouco, e confesso que me sinto profundamente incomodado quando escuto aquelas gravações mais antigas, que abusavam do reverb. Acho que nos últimos 10 anos, tem havido uma tendência mesmo para usar menos reverb. O problema é que os defeitos dos nossos equipamentos aparecem muito mais por eu tentar usar poucos efeitos - em especial, eu preciso comprimir mais o som, PORque a diNÂMICa está exAGERAda (malditos microfones dinâmicos de palco!). Mas aí o que vai me incomodar é que o som vai estar perceptivelmente comprimido... Se é que você me entende, hhahaha...

      Space Ace

      Acredite ou não "BOG" são as 3 primeiras letras do meu primeiro nome, Bogdan. Se você acha que é um nome esquisito e raro, sugiro que procure por "Bogdan" no Google - você vai se surpreender, hahaha

      Space Ace
      Veterano
      # abr/07
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      Bog

      uaahaha to ligado, eu perguntei pq no livro laranja mecanica eles usam girias proprias criadas pelo autor, e nessas girias bog significa deus

      Bog
      Veterano
      # abr/07
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      Space Ace

      Ah, mas Bog significa mesmo deus! Sério. O meu nome tem origem eslava, e significa "dádiva de deus". O autor do livro não tirou essas gírias do nada. Uma boa parte vem do idoma russo. Olha que legal:

      http://www.geocities.com/athens/academy/1974/nadsat.html

      Minow
      Veterano
      # jun/07
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      Bog
      Amar seria simples se não fosse complicado.











      Muito legal!

      sbraz
      Veterano
      # jun/07
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      Bog


      Se vc me permite eu vou identificar este som, como Rock Universitário.

      Eu só acho que o vocal esta um pouco reto d+.

      Gostei, muito loko!

      Bog
      Veterano
      # jun/07
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      Nossa, ressucitaram o tópico!

      Minow

      Hahhaah, essa frase é da vocalista e eu sempre achei que era uma das coisas mais ingênuas que eu já ouvi numa música. Aliás, essa música inteira tem uma letra ingênua, essa era a idéia mesmo, fazer sem jogos de palavras ou malabarismos silábicos (a Auto-Ajuda é o oposto disso, a letra inteira é feita em cima de brincadeiras com as palavras).

      sbraz

      Universitário não, nós fazemos doutorado (hahahahah). E realmente, a vocalista tem esse costume de tentar cantar as notas "retas" mesmo, é o jeito dela. É uma das poucas pessoas que eu conheço que faz força para NÃO fazer vibrato.

      Minow
      Veterano
      # jun/07
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      Bog
      Ressucitei mesmo. (:
      Achei bonitinha a letra, hahaha.

      Bog
      Veterano
      # jun/07
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      Minow

      Hehehe, para mim parece "música de menina", hahaha.

      Mas valeu por ouvir. =)

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