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      【FIXO】 Órgão de Tubos

      Autor Mensagem
      Músico solidário
      Veterano
      # jul/06
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      Por gentileza, ainda não me veio toda a disposição do instrumento. Aguardem um pouco.

      Músico solidário
      Veterano
      # jul/06
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      _music_4_ever_
      Johann Tobias Krebs (1692-1762) é o pai de Johann Ludwig Krebs (1710-1783). Compôs também obras para órgão, mas em quantidade bem menor que o filho.

      _music_4_ever_
      Veterano
      # jul/06
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      Estou a pensar em ocupar o lugar de organista na Igreja onde canto actualmente no coro.

      Alguma sugestao?

      Assim, talvez pudesse ir perdendo os nervos, porque sou uma pessoa muito nervosa e por isso meto agua nos concertos.

      Qual e o vosso truque para acabar com os nervos?

      Músico solidário
      Veterano
      # jul/06
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      _music_4_ever_
      Acredito que a primeira coisa a se fazer seja deixar toda musculatura bem relaxada (= repousada). Ler com atenção e sem tensão, isto é, com naturalidade as partituras. Procurar ao tocar sentir a fluidez das melodias e ao mesmo tempo perceber a estrutura tanto em termos de forma, harmonia e outros demais elementos estéticos. Acho que aí está um bom começo para se tocar sem nervosismo. O mais importante ainda é que, se errar alguma tecla, seja dada continuidade, isto é, sem aquela impressão de disco riscado ou quebrado.

      _music_4_ever_
      Veterano
      # jul/06 · Editado por: _music_4_ever_
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      ok. obrigada! :)

      _music_4_ever_
      Veterano
      # ago/06
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      Estou tocando uma peça em que é necessário o registo de Corneta, só que no órgão do conservatório não tem esse registo. Talvez decompondo a corneta chegue lá, mas não sei como decompô-la....

      Ata
      Veterano
      # ago/06
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      _music_4_ever_
      É registro de palheta, não é?

      Bota outro no lugar, Trompete, Clarinete, Corne Inglês...

      _music_4_ever_
      Veterano
      # ago/06
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      É registro de palheta, não é?
      Axo ke sim.

      _music_4_ever_
      Veterano
      # ago/06 · Editado por: _music_4_ever_
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      Há um ano atrás criei esta peça mas nunca soube encaixa-la em nenhum género erudito tipo corais ou fugas ou assim.

      Por isso não sei que título dar a ela...

      http://rapidshare.de/files/28317781/2a_composta_-_mar_o__abril_de_2005 .WAV.html

      Ata
      Veterano
      # ago/06
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      _music_4_ever_
      Manda a partitura, não vou baixar wav =/

      _music_4_ever_
      Veterano
      # ago/06 · Editado por: _music_4_ever_
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      inda não passei para a partitura...está cheio de contraponto...mas vou tentar agora ke ja tenho mais experiencia...

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      _music_4_ever_
      Esclareço de antemão que o registo citado é geralmente labial (ou de boca), do tipo múltiplo (classicamente 5 tubos por tecla). É obtido da combinação de Bourdon 8’, Prestant 4’, Nazard 2 2/3’, Doublette 2’ e Tierce 1 3/5’.
      Gostaria, por gentileza, de que me deixasse a lista de registos do órgão do conservatório onde estuda para que eu possa melhor analisar, além de, é claro, saber que obra está a estudar no momento presente que pede tal registação.

      Ata
      Veterano
      # ago/06
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      Músico solidário
      \o/

      Solidário você, hein?

      Toca órgão?

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      Ata
      Toco sim e componho para o dito instrumento. Pequiso também sobre a execução adequada conforme cada estética, particularmente do barroco e, antes de tudo, esclareço: sou brasileiro e formado em música erudita para órgão no Brasil (apenas).
      Quanto ao meu aspecto solidário, de fato ofereço ajuda a quem dela necessitar, seja em termos de registração apropriada, adaptação da mesma a instrumentos que não disponham exatamente do que se requer além de partituras que, creio eu, boa parcela dos brasileiros não possui.

      _music_4_ever_
      Veterano
      # ago/06 · Editado por: _music_4_ever_
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      Músico solidário

      A obra chama-se "Canción para la Corneta con el Eco" e é de um anónimo do séc. 17.

      Já compos fugas?

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      _music_4_ever_
      A música referida é para o regist(r)o de que falei, o qual não é palheta, mas sim da combinação dos 5 sons harmônicos básicos representados oficialmente por Bourdon 8', Prestant 4', Nazard 2 2/3', Doublette 2' e Tierce 1 3/5'. Para o Eco, cairão bem apenas um Bourdon 8' com uma Flauta 4'.
      Sei que uma forma simples e eficaz seria a seguinte:

      Manual da corneta: Nazard (ou Quinta) 2 2/3', Doublette (ou Oitava) 2', Tierce 1 3/5' (na falta do primeiro e terceiro pode ser usada uma Sesquialtera II) e acoplamento do manual de eco para o da corneta.
      Manual de eco: Bourdon 8' e Flauta 4' (ou Prestant 4', Oitava 4' ou outro de 4').

      Espero agora ter podido ajudar um pouco mais.
      Agora só preciso da disposição do instrumento do conservatório onde estuda para analisar a possibilidade mais viável dentro das intenções do autor.

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      _music_4_ever_
      Aproveitando para responder sobre a composição de fugas para órgão, esclareço que tenho algumas, em especial 8 que são a 2 vozes para solo de pedal.

      Ata
      Veterano
      # ago/06 · Editado por: Ata
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      Músico solidário
      Tu estudou onde?

      To querendo prestar pra UFRJ esse ano.

      Tem msn? O meu é rafaeleyng(arroba)gmail.com

      Ata
      Veterano
      # ago/06 · Editado por: Ata
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      Músico solidário
      Eu li o teu perfil, é ótimo poder contar com alguém tão experiente aqui. Com certeza tu poderá ajudar muito o pessoal do fórum.

      Seja bem-vindo.

      A propósito, tem algum material interessante sobre registração que possa me enviar? Eu estudo em órgão eletrônico (não é nem digital, é aquele com som de telefone celular mesmo), só esporadicamente que toco em órgão de tubos, e aí costumo me sentir perdido quanto à registração.

      Aliás, tudo o que tu tiver, considerando textos, tradados, livros (de preferência em português) e também partituras é bem vindo. Muito bem vindo, aliás.


      Muuuuito bem vindo.


      rafaeleyng(arroba)gmail.com

      Substitua (arroba) por @

      Grato

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      Ata
      Pelo que notei teu nome é Rafael, certo? O meu é Marcelo.
      Então primeiramente vou responder passo-a-passo o que me escreveu por último.
      Eu realizei o bacharelado no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo sob orientação de Selma Asprino Macedo. Espero que tenha êxito na UFRJ.
      Quanto ao material sobre registração tenho, acima de tudo, toda a estética de registração barroca francesa para órgão no excelente livro L'art du facteur d'orgues do monge beneditino francês Dom François Bédos de Celles. Posso transcrever mais adiante num arquivo no formato Word para Windows e aí te enviar em anexo.
      Quanto aos tratados, livros e partituras, o Brasil é praticamente nulo de publicações. Consegui uma vez num sebo do Rio a partitura das Laudes in Organo (Op. 27) do Frei Pedro Sinzig; dele, também, consegui um xerox d'O organista — methodo theorico e pratico, de aprender harmonium e orgão (Op. 56) na UFMG, do qual eles têm um exemplar original. À parte isto, consegui também um exemplar original da Suíte nupcial do compositor carioca Guilherme Schubert e da Toccata Breve do mineiro Calimério Soares. Tenho uma coleção de cópias xerox dos manuscritos do compositor Furio Franceschini, obtidas na UNESP, na cidade de São Paulo (no meio destas está incluído o Andante em estylo moderno do mesmo autor, publicado na revista Musica sacra, que foi a única revista musical dirigida por esse organista, que foi o primeiro titular do órgão da Catedral da cidade de São Paulo); o resto permanece inédito e, o que é pior, as editoras nacionais, regra geral, não admitem publicar as obras nacionais para órgão e nem mesmo as internacionais (uma vez cheguei a propor uma seleção das obras mais comumente executadas de Johann Sebastian Bach).
      Partituras e tratados tenho tanto o que consegui no Brasil como no exterior (na Holanda consegui um método básico de cravo ou órgão de 1792, que é por enquanto o que tenho de mais antigo em meu acervo).
      Mais recentemente ganhei uma coleção de partituras que eram dum organista alemão, o qual me deu de presente como agradecimento pela ajuda que prestei a ele para disponibilizar algumas obras de J. S. Bach na internet.
      Last but not least, diga-me que partitura gostaria de ter para que eu confira se tenho ou não em meio ao meu acervo.
      Continuemos nosso contato que se mostra agradável.

      Ata
      Veterano
      # ago/06
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      Músico solidário
      diga-me que partitura gostaria de ter para que eu confira se tenho ou não em meio ao meu acervo

      A princípio, não sei do que eu preciso, pra falar a verdade. Não sei por onde começar, visto que não estudo academicamente, mas de forma praticamente auto-didata. Quando souber de algo que precise, entro em contato.

      Do Calimério Soares eu já procurei partitura e não encontrei, já do Furio Franceschini tenho apenas uma Fanfarra, mas acredito que a organista com quem tomo aulas deva ter um grande material dele, visto que foi ela quem me deu.

      Aliás, talvéz já tenha ouvido falar dela, Anne Schneider, foi aluna de seu pai Léo Schneider, inclusive compositor pra órgão, e do Irmão Renato Koch. Conhece algum desses três organistas?

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      Ata
      A Anne conheço sim, assim como o Renato. Entretanto, o Léo não cheguei a conhecer, mas acredito que deva ter sido uma pessoa muito especial.

      _music_4_ever_
      Veterano
      # ago/06 · Editado por: _music_4_ever_
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      Músico solidário

      Muito obrigada!
      Já consegui a registação do órgão do conservatório onde estudo.
      É um órgão Viscount e tem a seguinte registação:

      1º Manual:

      - Tremulant
      - Trompete - 8'
      - Mixtur - 5'
      - Fagott - 16'
      - Kornett - 4'
      - Super-oktave - 2'
      - Rohrflote - 4'
      - Gedackt - 8'
      - Bourdon - 16'
      - Oktave - 4'
      - Prinzipal - 8'


      2º manual:

      - Tremulant
      - Oboe - 8'
      - Terz - 1 3/5'
      - Vox Celeste - 8'
      - Gamba - 8'
      - Nasard - 2 2/3'
      - Prinzipal - 4'
      - Bourdon - 8'
      - Flote - 4'
      - Rohrflote - 2'
      - Zimbel - 4'


      Pedal:

      - Klarine - 4'
      - Posaune - 16'
      - Mixtur - 4'
      - Oktave - 4'
      - Rohr-Gedackt - 8'
      - Oktav-Bass - 8'
      - Kontra-Bass - 16'
      - Subbass - 16'

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      _music_4_ever_
      Cara colega,

      analisando a disposição do instrumento que acaba de me enviar, então faça o seguinte para a peça ficar devidamente caracterizada:

      Manual I (Eco): Gedackt 8' e Rohrflöte 4'.
      Manual II (Corneta): Bourdon 8', Prinzipal 4', Nazard 2 2/3', Rohrflöte 2' e Terz 1 3/5'.

      Agora pode ir ensaiando a obra sem preocupações. Num destes dias escutei uma demonstração do início dela e admito que é muito bonita mesmo. O autor escolheu uma de minhas tonalidades favoritas. Por outro lado, pode dizer-me se ela na região da primeira oitava utiliza apenas as notas dó¹, ré¹, mi¹, fá¹, sol¹, lá¹, sem dó#¹, mib¹, fá#¹ nem sol# (láb)¹? Caso afirmativo, esclareço então que ela foi prescrita originalmente para um instrumento com a primeira oitava grave curta.
      Só mais um detalhe: o instrumento não possui nenhum registo de cheio no 2.º Manual?

      _music_4_ever_
      Veterano
      # ago/06
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      Músico solidário
      na região da primeira oitava utiliza apenas as notas dó¹, ré¹, mi¹, fá¹, sol¹, lá¹, sem dó#¹, mib¹, fá#¹ nem sol# (láb)¹?

      A peça apenas requer o sib nessa região.

      o instrumento não possui nenhum registo de cheio no 2.º Manual?

      Não. Só tem esses.

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      _music_4_ever_
      Cara amiga,

      esta obra então está dentro do que realmente pensei:

      1 - para oitava curta;
      2 - perfeitamente viável ao instrumento em que estuda no conservatório.

      Siga então a sugestão que dei e sentirá bem todo o feeling da obra ou, como se diz aqui no Brasil, entrará no clima.

      Ata
      Veterano
      # ago/06
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      Músico solidário
      O que é exatamente um órgão de oitava curta? Já ouvi falar, mas não souberam me dizer a definição certa

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      Ata
      Caro Rafael,

      durante boa parte da história da música para instrumentos de tecla, não só órgão, mas também cravo, virginal, espineta e regal, os autores, ao escrever a região mais grave, não incluíam todos os semitons, da mesma forma que se fazia na música para alaúde e teorba, os quais, além das cordas trasteadas, têm umas não-trasteadas no grave.
      É preciso reconhecer a praticidade deste recurso de oitava curta nos instrumentos de tecla, de modo que num com teclado totalmente cromático torna mais difícil a execução.
      Há mais de um tipo de oitava curta, sendo o mais usual o seguinte, começando com o dó¹:
      __________________________________________
      | | *** *** *** | *** *** | *** *** *** |
      | | *** *** *** | *** *** | *** *** *** |
      | | *2* *3* *7* | *** *** | *** *** *** |
      | | *** *** *** | *** *** | *** *** *** |
      | | *** *** *** | *** *** | *** *** *** |
      | | | | | | | | | | | | |
      | 1 | 4 | 5 | 6 | 8 | 9 | | | | | | |[/u]

      1 = dó¹; 2 = ré¹; 3 = mi¹; 4 = fá¹; 5 = sol¹; 6 = lá¹ (daqui em diante segue tudo cromático); 7 = sib¹; 8 = si¹; 9 = dó²; etc.

      Há uma forma interessante, que começa com o sol°:

      ____________________________
      | | *** *** | *** *** *** |
      | | *** *** | *** *** *** |
      | | *2* *3* | *8* *10 *12 |
      | | *** *** | *** *** *** |
      | | *** *** | *** *** *** |
      | | | | | | | | |
      | 1 | 4 | 5 | 6 | 7 | 9 | 11 |13 |[/u]

      1 = sol°; 2 = lá°; 3 = si°; 4 = dó¹; 5 = ré¹; 6 = mi¹ (daqui em diante segue tudo cromático); 7 = fá¹; 8 = fá#¹; 9 = sol¹; 10 = láb¹; 11 = lá¹; 12 = sib¹; 13 = si¹; etc.

      Há ainda uma variante interessante iniciada em dó, onde o fá#¹ e o láb¹ estão incluídos, havendo então 3 níveis de teclas, sendo 2 para as duas primeiras cromáticas do seguinte modo (um bom exemplo é o Manual I, Rygpositif, e o Pedal da Igreja de Sta. Maria de Helsingør, na Dinamarca, órgão de Buxtehude antes de se transferir para Lübeck):

      __________________________________________
      | | *** *** *** | *** *** | *** *** *** |
      | | *5* *7* *9* | *** *** | *** *** *** |
      | | *** *** *** | *** *** | *** *** *** |
      | | *2* *3* *** | *** *** | *** *** *** |
      | | *** *** *** | *** *** | *** *** *** |
      | | | | | | | | | | | | |
      | 1 | 4 | 6 | 8 | 10|11| | | | | | |[/u]

      1 = dó¹; 2 = ré¹; 3 = mi¹; 4 = fá¹; 5 = fá#¹; 6 = sol¹; 7 = láb¹; 8 = lá¹ (daqui em diante tudo cromático); 9 = sib¹; 10 = si¹; 11 = dó²; etc.

      Há instrumentos ainda com outras variantes, como os que começam com a oitava grave no dó¹, mas não tem o dó#¹. Pelo menos expus aqui as formas mais habituais e espero ter podido esclarecer mais uma dúvida.

      Músico solidário
      Veterano
      # ago/06
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      Ata
      Desculpe se o gráfico não saiu bem no texto acima. Se quiser, posso enviar no formato Word.

      Ata
      Veterano
      # ago/06
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      Músico solidário
      Seria ótimo =]

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