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      Compartilhando a felicidade não-tão-nerd-assim: voltando para o kendo

      Autor Mensagem
      Bog
      Veterano
      # jul/10
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      Ken Himura
      Sabe de alguma loja pela Liberdade ou afins?

      Ixi, a única vez que eu fui para a Liberdade foi há 17 anos... ô.o

      Dogs2
      Veterano
      # jul/10
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      Bog
      eu só tava tentando transformar o tópico em joguinho :)

      Ken Himura
      Veterano
      # jul/10
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      Bog
      Aliás Bog, como se escolhe uma boa boken e uma boa shinai?

      Bizet
      Veterano
      # jul/10 · Editado por: Bizet
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      Bog
      Qual é?

      É o mesmo da Dressa, o Aikido.

      Acho que nesses casos, a alternativa é procurar outro lugar para treinar

      Aí não funciona porque outro entre os "únicos motivos" é a preguiça uhaeuha

      trabalhadores assalariados em busca de diversão e exercício

      Tirando a parte do trabalhador, é bem meu caso também.

      Dressaaa
      O mínimo que será necessário é que você sinta uma coisa: gratidão. Pelo seu 'adversário', pelo espaço que você utiliza, pelos seus mestres, enfim, por tudo que envolve a sua prática. Esse sentimento fará por você uma coisa: respeito. Essa é a 'espiritualidade' em uma arte marcial, gratidão e respeito.

      Então, é que eu não entendo por que isso é necessário. Por que não pode ser simplesmente como, sei lá, jogar bola? Ir lá, aprender os movimentos, dar umas risadas com os fails dos outros e os meus e voltar pra casa. Não dá pra ser só assim?

      Aí você pode me dizer "vai jogar bola, então". Mas é que eu queria aprender alguma defesa pessoal também, já tentaram me roubar 5 vezes <O>. Eu tenho um ímã pra isso, vai ver é porque geralmente ando distraído, olhando pra baixo.

      E não faço as outras que me parecem ser menos "filosóficas"(eu não acho que boxe seja, por exemplo) porque não são bem minha cara.

      Dressaaa
      Veterano
      # jul/10
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      Bizet

      Entendo o que queres dizer, vou te falar da experiência no dojo que frequento e da arte que pratico.

      No dojo que frequento a maioria das pessoas não entende o lado 'espiritual' da arte, até os que mais entendem as vezes se deixam levar pelo 'causar dor em alguém'. Isso acontece comigo as vezes também, apesar de não ser o que busco. O nosso primeiro pensamento é: esse FDP quer me quebrar, vamos ver quem vai sair quebrado.

      O Aikido por exemplo usa o princípio da não-força. Você não deve usar de força para se defender de um ataque, você irá usar a força do seu oponente e explorar os pontos vulneráveis para o desequilibrio e aplicação das técnicas. Parece simples falando, mas é algo que se adquire com vários anos de treino e dedicação, pois a nossa primeira reação para um ataque é força física.

      A gratidão e respeito ajudam você neste caminho, ajudam você a encarar seu 'adversário' não como alguém que vai lhe causar mau, mas como uma força que lhe causa desequilibrio, e que você sabe tomar ações para que o equilibrio seja reestabelecido, num jogo de harmonia. Quanto maior o desejo de força do seu oponente mais facilmente você consegue dominá-lo, mas para isso você não pode usar o mesmo desejo dele, você terá que usar o contrário dele. É o princípio dos opostos: yin e yang.

      Conheço faixas marrons que essa espiritualidade não faz sentido nenhum, e para a maioria das pessoas não faz. Eles são muito bons, aplicam as torções, desequilibram o oponente, imobilizam, sabem lidar com as armas, usar o corpo, mas na essência ainda não praticam Aikido pois usam a própria força. Funciona porque quem é mais forte ganha, mas quando encontrar alguém mais forte ou que saiba dominar a sua força, de nada vale sua técnica.

      Então, você pode treinar uma arte marcial para defesa pessoal, será bom efetivo, mas sem a espiritualidade você não vai conseguir percorrer todo o caminho, o verdadeiro caminho da arte. Vai saber se livrar de facas, revólver na cabeça, alguém que te agarra, mas só irá dominar a arte por completo quando aceitar entender a espiritualidade, e isso demora pra caraleo, huhuhuhuhuhu.

      Por isso, minha sugestão: vá treinar, tente. A maioria dos dojos não vai exigir nada de você além de dizer por favor, obrigada e as técnicas em japonês, deixar seu calçado virado para fora e fazer as saudações. Você sozinho, com o tempo (muito tempo), irá entender (ou não), e enquanto isso você poderá aprender a se defender.

      Dressaaa
      Veterano
      # jul/10
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      Bizet

      Ir lá, aprender os movimentos, dar umas risadas com os fails dos outros e os meus e voltar pra casa. Não dá pra ser só assim?

      Ahh, no dia-a-dia é bem assim. Ainda mais que a maioria que treina são nerds que gostam de video-games, filmes, seriados e boa música.

      Procura um dojo com essas qualidades, vai assistir os treinos, você vai achar um ideal para você.

      =D

      Bizet
      Veterano
      # jul/10 · Editado por: Bizet
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      Dressaaa
      Okie, acho que vou dar uma chance mesmo. Eu até já fiz uma aula num dojo aqui perto, o foda é que era no andar de cima de uma academia, muito ruim mesmo, além de pequeno. Talvez isso tenha colaborado com a imagem ruim que ficou na cabeça.

      Bog
      Veterano
      # jul/10
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      Ken Himura
      Aliás Bog, como se escolhe uma boa boken e uma boa shinai?

      Com as mãos. ;)

      Mas para que você iria querer um shinai?

      Bizet
      Então, é que eu não entendo por que isso é necessário.

      Aqui eu vou dar o meu pitaco. Isso vem da cultura japonesa, e vale para qualquer arte marcial tradicional (e na verdade, para tudo na vida). É fundamental você saber respeitar os outros. Principalmente levando-se em conta que no aikido não existem competições. No geral, você não acerta um golpe porque você é melhor que o outro, e você só pode treinar porque o outro te deixa. E em um BOM dojo, você não é ensinado porque estão vendendo um produto pelo qual você está pagando. Muito do que se aprende vem dos veteranos, que corrigem e ensinam simplesmente porque um dia alguém corrigiu e ensinou eles também. Você só pode aprender porque existe alguém disposto a te ensinar.

      Ou seja, o mínimo que se espera é que você tenha respeito e gratidão por aqueles que viabilizam o teu aprendizado.

      Não quer dizer que você precisa ficar o tempo todo fazendo algum ritual místico ou coisa do tipo. Mas sem um mínimo de respeito, você se torna um elemento nocivo ao grupo. Um arrogante egocêntrico de quem os novatos não queriam aprender, um ingrato para quem os veteranos não queriam ensinar. E elementos nocivos ao grupo são indesejáveis. Em qualquer grupo.

      Ken Himura
      Veterano
      # jul/10
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      Bog
      Mas para que você iria querer um shinai?
      Coleciono armas brancas. Mesmo as de treino!

      Bog
      Veterano
      # jul/10
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      Ken Himura

      Er... bom, eu só sei escolher com as mãos mesmo. =P

      T-Rodman
      Veterano
      # ago/10
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      Eu pratiquei um pouco. Veio mais de meu pai tentando me ensinar alguma coisa que ele aprendeu quando frequentava a associação okinawa da cidade onde ele morava, do que comigo tentando frequentar academias.
      Karatê, por exemplo. Eu aprendi como arte marcial. Mas, infelizmente, o professor era alemão, e depois de um tempo ele voltou ao país dele. Depois, me inscrevi em um McDojo assim dizendo, e até hoje eu só encontrei isso, talvez porque tenha percebido que já não existem escolas de arte-marcial e sim academias esportivas para competição, hoje em dia.
      Difícil você entrar para aprender a arte - porque grande parte da arte, principalmente karate, tae kwon do e judo viraram esporte, e retiraram uns 80% do aprendizado como arte marcial, já que como arte marcial, certos golpes machucam.
      Agora é: mensalidade, carterinha e treino para campeonato, com meia-dúzia de golpes. Ridículo. Me perdoem quem pratica alguma das três modalidades olímpicas, mas é assim que eu vejo o esporte praticado hoje em dia.

      O que me restou hoje?
      - uma espada de madeira, uma ornamental e uns kimonos velhos.
      A de madeira é que fica ao lado da cama. Jeito de manipular ela, atrás do braço, bem fora do que ensinam em dojo, mas eficaz para se andar dentro de casa e se defender.

      Bog
      Veterano
      # ago/10
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      T-Rodman
      Ridículo

      Não acho que é ridículo. Tá certo: luta (aplicável na prática) é luta, esporte é esporte. Mas o esporte tem o seu valor. Se o karate esportivo é "ridículo", então o vôlei, o futebol, o tênis, e a vela também são. Desde que seja encarado como esporte, o karate esportivo tem seu papel. Basta estar ciente que não é uma coisa que você vai sair por aí usando na prática, nem um curso de filosofia oriental.

      Quanto ao kendo, ele não é esporte olímpico, e muitos praticantes não têm a menor intenção de sair por aí competindo. Mas desde sempre ele é uma modificação de alguns estilos de kenjutsu, e nunca teve em vista o uso na prática (o que é óbvio, a não ser que você queira problemas com a polícia).

      Jeito de manipular ela, atrás do braço, bem fora do que ensinam em dojo, mas eficaz para se andar dentro de casa e se defender.

      Será mesmo? ;)

      T-Rodman
      Veterano
      # ago/10
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      Basta estar ciente que não é uma coisa que você vai sair por aí usando na prática, nem um curso de filosofia oriental.
      sim, eu não encaro dessa forma. Meu aprendizado foi como arte marcial, auto-defesa, coisa para não se usar na rua, não ficar aí se exibindo, mas se for necessário, é o que você tem para se defender.
      De outro lado, esporte como lazer, eu adoro tenis. E como praticante dormente que sou, dá pra levar o tenis como atividade de lazer, sem esse negócio de competição de ponta - tal como uma partida de futebol aos fins de semana.

      Aliás, só por curiosidade, manipulação de armas brancas, também tem no karatê. Era ensinado aqui no Brasil, a partir dos dans, pós faixa-preta. Se você achar livros antigos, talvez você veja katas com uso de armas, como espada, bô e nunchaku de duas ou três partes. Eu tinha um livro desses, mas tá perdido por aí.

      Infelizmente, a parte de cultura por artes-marciais aqui no Brasil, na minha família, morreu praticamente na geração dos meus pais, na época da WWII quando fecharam a associação okinawa da cidade, que era o lugar que eles praticavam karate, judo e kenjutsu. Mas pelo menos a parte da familia que eu não conheço e ainda vive lá no Japão, mantém a tradição.

      Engraçado que quando morei aí no Japão, em 2000/2001, um cara me achou do nada no ICQ e falou que um dos dojôs de kendo mais famosos do mundo era na cidade que eu morava, Noda-shi, Chiba-ken. Foi uma pena não ter visitado esse dojo, tanto quanto não ter conhecido Okinawa.

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