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      O lado negro dos handmakers brasileiros (espionagem, panelas, lives, Facebook, escalões, etc)

      Autor Mensagem
      metal_ofender
      Membro Novato
      # 06/mai/18 17:38
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      Jota Jota SP

      Não estou questionando onde o cara atua, se é na Internet, no quarto, etc...

      O problema é que o cara fez que a música e a guitarra fosse um trabalho chato (8 horas por dia treinando escalas e Gregos, sem nem poder tocar uma música legal), pouco recompensado (Ou você vira professor, ou vai sobreviver ganhando uns pedais, cordas nig e cabo santo angelo de graça).

      E quem faz aula/curso com esses guitarristas, vai seguir o mesmo caminho, dar aulas, ganhar patrocínio e fazer música pra outros guitarristas, no máximo no máximo vai tocar em igreja, pois é o que se aprende nesses cursos.

      A internet abriu muito aprendizado sim, mas pra mim, esse tipo de aprendizado que essa galera passa é horrível, só ver nas listas de melhores guitarristas, é um ou outro que aprendeu estudando desse jeito.
      Não to falando que não se deve estudar, por que os caras estudavam também, aprender é sempre bom, mas eram outros métodos, outros jeitos de perceber as coisas, ta mais que na hora da galera perceber que esse método de comer escala não funciona..

      É como eu disse, os cara são referência, quem nunca pegou numa guitarra, vai buscar aula com esses caras, e acha que pra conseguir tocar algo tem que passar por tudo isso antes, o que é um erro, ai o cara na maioria das vezes, desiste mesmo, quer coisa mais chata? Acredite ou não, os cara passa isso até pra quem nunca pegou no instrumento !







      .

      MMI
      Veterano
      # 06/mai/18 17:50
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      Lelo Mig

      Isso é um ponto delicado, mas de certa forma não concordo.

      Por um lado é óbvio uma pessoa vai querer comprar um equipamento que aqui é caro se um dia puder encostar um dedo em um. Mas se liberarem geral, como em algumas lojas americanas onde é só pegar o que quiser e plugar numa salinha de amplificadores, aquilo vira playground de gente sem noção. Arrisco dizer que não se faz isso aqui nem com SX e Meteoro, que dirá com PRS e Mesa Boogie.

      Vou te contar uma historinha... Este ano estive na Alemanha. Entrei numa farmácia e tinham lá caixas e caixas de um sabonete líquido que estavam dando, grátis, para quem quisesse. A grande maioria dos clientes não pegava, a promoter não conseguia entregar porque as pessoas se recusavam, meio envergonhadas. Eu, meio ingenuamente e "brasileiramente", peguei um ouvindo que podia levar porque era gratuito. Minha esposa ouviu e foi pegar um também. Se não me engano, aquele dia saí com um protetor labial, mas no caixa colocaram 5 sabonetes líquidos na minha sacola porque ninguém pegava. Inclusive 2 dias depois estava ali a pilha de sabonetes líquidos gratuitos, ninguém pegava! Existe sim uma diferença fundamental nos princípios e educação, que não dá comparar. Aqui se um Burguer King dá refil de refrigerante de graça, tem que colocar funcionário tomando conta, neguinho se exibe no Youtube levando garrafão. No parque que vou correr toda semana, é necessário um segurança plantado, tomando conta de cada banheiro para não ser depredado. Tem países que a população chama a polícia se você jogar papel no chão... Infelizmente acho necessário selecionar clientes de guitarras sim.

      Lelo Mig
      Membro
      # 06/mai/18 18:40 · Editado por: Lelo Mig
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      MMI

      Somos um País de terceiro mundo, obviamente muito atrasados educacionalmente.

      Desta feita, se digo que lojista e vendedor não possuem cultura e educação e você diz que o cliente não tem educação, você esta correto...é via de duas mãos e ambos estamos corretos.

      É complicada esta questão e vai muito além da relação comercial.... Na verdade é triste.

      SteveRayMorse
      Veterano
      # 06/mai/18 21:34 · Editado por: SteveRayMorse
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      metal_ofender

      Se o cara parou de tocar 2 dias opu 2 anos depois é por conta dele mesmo. O carinha do youtube que dá aula/dicas de técnica não tem nada a ver com isso. Eu acho q todo aprendizado é válido e com tempo vem experiência. Logo o cara aprende a filtrar o que ele quer.

      Agora, o que tu descreveu é basicamente o mercado pra um guitarrista neste país hoje em dia. Dificilmente vai fazer algo diferente disso aí.

      BrotherCrow
      Membro Novato
      # 07/mai/18 13:34
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      Lelo Mig
      MMI
      Em Curitiba havia uma loja de instrumentos usados muito legal chamada Hot Licks. Acho que ainda está por lá. Comprei muita coisa na loja, mas confesso que já passei tardes tocando guitarras que nunca tive a intenção de comprar. Mas eu me dava bem com o dono, era uma loja pequena, eu era cliente e tal...

      Quando eu estive na factory store da Fender na California, fiquei impressionado com a liberdade que o pessoal dava. O cara simplesmente me disse pra pegar qualquer guitarra, plugar em qualquer amp e tocar o quanto eu quisesse. Peguei uma Gretsch Country Gentleman, liguei num daqueles tweeds signature do Clapton e me diverti bastante. Acabei comprando só umas lembranças (camiseta, license plate, caneca e tal), porque não tinha como carregar. Só não comprei um Excelsior porque estava de passagem pra Las Vegas...

      E aqui em Washington, por exemplo: quando o totem de cartão de passagem dentro do ônibus não funciona, todo mundo anda de graça. Em Brasília mais de uma vez o totem do cartão pifou, eles mandavam todo mundo descer do onibus e esperar o próximo. Pô, aqui o pessoal acha estranho se você tranca a porta de casa.

      Lelo Mig
      Membro
      # 07/mai/18 13:48 · Editado por: Lelo Mig
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      BrotherCrow

      Independente de qualquer coisa, americanos são mestres na arte de vender.

      Lá o cliente, realmente, tem sempre razão e é super bem tratado, fazem de tudo para agradar e vender. Os japoneses também.

      Em contrapartida, não existe lei de Gerson. Os clientes, via de regra, não abusam, não aproveitam o "mimo" para tirar proveito. E olha que os americanos não são timidos como os europeus (como nosso amigo MMI citou acima). Americano adora coisa de graça, promoção e test drive. Mas não banca o "esperto"... Se dão UM chocolate... Ele pega UM.

      Essa gentileza gera frutos... Os caras vendem pra caramba. Mimar cliente dá resultado... A Fender com certeza tem lucro em deixar todo mundo testar o que quiser como quiser.... Se não tivesse essa "diversão" voce nem camiseta tinha comprado. E teu grau de satisfação? Tua impressão da empresa? Sua lembrança desse dia e da marca? Qual o preço disso?

      Aqui é terceiro mundo, indo pra quarto. Pais tosco de gente burra e sem educação.... O cliente é esperto, o lojista é ladrão... Isso aqui é uma merda.

      Vamos ser tratados à pontapés e comer capim muitas décadas ainda.

      JJJ
      Veterano
      # 07/mai/18 14:16
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      Lelo Mig
      O cliente é esperto, o lojista é ladrão

      ... o fiscal é corrupto, o governante é bandido...

      EduJazz
      Veterano
      # 07/mai/18 14:29 · Editado por: EduJazz
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      Minha experiência com essa relação lojista/cliente é o seguinte:

      1) Brasil:

      Nunca, jamais, em tempo algum fui bem atendido. Sou do interior de MG, mas de uma cidade grande (Uberlândia). Sou cliente de uma mesma loja há mais de 20 anos, e já comprei muita coisa. Pra ser honestíssimo, hoje só vou em emergências: corda quebrou e não da tempo de pedir na net, um slide de vidro que espatifa, um cabo que começa a dar pau... fora isso, zero chance.

      Repito, 20 anos de compras, e até hoje não aprenderam. Fui comprar um cabo esses dias e acabei resolvendo testar um pedal (caro) de reverb esses tempos: me plugaram uma Sx num amp de estudo da Fender, sendo que havia à disposição Gibson Standard, Fender americana, amps valvulados... Não sou mais nem menos que ninguém, mas os vendedores lá me conhecem, SABEM que eu toco aqui há milênios, que se eu estou testando é porque existe chance de eu comprar... mas mesmo assim não muda.

      Em uma ida a São Paulo estava testando umas Les Pauls. Pedi pro rapaz da loja pegar uma Gibson Standard na parede, o cidadão simplesmente me entregou uma Epiphone e falou "testa essa aqui mesmo, os captadores são iguais". Agradeci e fui embora. Detalhe: estava na fase final de decisão sobre qual LP comprar. Resultado: minha Dunamiz está em casa, me fazendo mais feliz a cada dia. Fui atendido como se deve pelos caras, mas isso é outra história.

      2) EUA:

      São os melhores, disparados. Te carregam no colo se for preciso. Se vc quer testar um amp, eles perguntam a guitarra que você quer. Isso quando não é numa CME da vida, que você pega a guitarra que bem entender (Fender e Gibson CS, Nash, Fano, Duesemberg... tudo à disposição) e leva pra uma salinha com amps de Boutique à disposição, e fica o tempo que quiser.

      Na Guitar Center de Las Vegas o atendimento que tive foi surreal: comprei um amp Hughes & Kettner, mas na loja não tinha o foot (que é vendido separadamente). O vendedor me deu um "sermão" pq eu não liguei antes avisando que iria, ele pediria o foot sem compromisso, e a caixa da mesma série, pra minha experiência ser completa. Falei que seri impossível levar a caixa pro Brasil, e ele disse que pra ele não faria a menor diferença.

      3) Europa:

      Fui a uma loja na Alemanha uma vez, comprei um pedal e umas palhetas que não consigo achar aqui normalmente (Dunlop John Petrucci). O vendedor perguntou se eu era fã de Dream Theater, e eu respondi que não era fã, mas gostava. Eles tinham acabado de receber as Ernie Ball novas do rapaz na época, o cara fez questão de espetar num Mark V e me dar pra testar. No final, me deu mais de 10 palhetas da loja, limpa cordas... isso tudo pq eu era Brasileiro, pra eu lembrar da loja (Cream Music - Frankfurt).

      4) Japão:

      Lá a barreira da língua existe e é grande. Mas mesmo na base da mímica os caras me fizeram me sentir em casa. Quando falei que fazia questão de uma guitarra japonesa (não Fender MIJ, marca japonesa mesmo), os caras fizeram questão de me mostrar umas mil marcas diferentes, modelos, etc... A loja era da ESP, mas vendia de tudo. Entrei esperando que o cara forçasse ESP, Edwards, Grass Roots, etc. Nada disso: mostrou tudo que era marca.

      Aqui no Brasil de fato não sabem vender. O cliente não é dos melhores, sem dúvida. Mas o vendedor em geral é sofrível nessa nossa área.

      Felipe Stathopoulos
      Membro Novato
      # 07/mai/18 16:03
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      Triste isso que os amigos comentam. É o reflexo do nosso atraso econômico e cultural. Não existe músico brasileiro que não tenha passado raiva em loja de música.

      Aqui na minha cidade tem uma loja (que frequento há mais de 15 anos, e sempre comprei coisas lá, inclusive uma vez um contrabaixo) que tem uma Fender strato SRV pendurada num cabide há uns 5 anos, pra dizer o mínimo. Nunca nem pedi pra testar a guitarra porque na minha concepção nem há necessidade: sei da qualidade dela, e o dia em que quiser tocar nela vai ser pra comprar. Mas sempre que passo lá vejo essa guita pendurada bem no alto, inacessível, tomando poeira.

      Uma vez caí na besteira de brincar com um dos vendedores da loja: "e aí, quando é que vcs vão baixar o preço dessa guita pra eu comprar?". Isso em tom informal, dando risada, de brincadeira mesmo.

      O vendedor, que estava ao meu lado, deu risada; mas o dono da loja, do balcão, ouviu, e berrou de longe, de cara fechada: "o preço é esse aí alemão, quer quer, num quer larga aí".

      Em suma: não falei nada; fui embora e nunca mais voltei na loja... Quando preciso, vou na concorrência...

      Por essas e outras que essas lojas estão todas falindo. Nada como o livre mercado para purgar o "sangue ruim".

      BrotherCrow
      Membro Novato
      # 07/mai/18 17:53
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      Lelo Mig
      Se não tivesse essa "diversão" voce nem camiseta tinha comprado. E teu grau de satisfação? Tua impressão da empresa? Sua lembrança desse dia e da marca? Qual o preço disso?
      Com certeza. Não é nada não é nada, foram uns quase 200 dólares de miudezas que comprei nesse dia. E desde então recomendo a visita pra qualquer pessoa que esteja lá por perto e tenha um mínimo de interesse em música. Teria comprado um amp Excelsior se tivesse como carregar.

      EduJazz
      Nunca, jamais, em tempo algum fui bem atendido
      Não chegaria a dizer isso, mas já passei muita raiva. Uma vez em uma loja grande estava quase comprando um Sonic Stomp da BBE. Aí vi que o cara estava me dando sem a fonte. Falei de boa: "cadê a fonte do pedal?". O cara disse que não tinha fonte. Eu disse que tava escrito na caixa do pedal que tinha fonte inclusa, e a caixa tinha inclusive um compartimento separado para a fonte, mas aí o vendedor ficou mordido e disse que eu estava inventando desculpa pra não levar, e que tinha desperdiçado o tempo dele testando, foi grosseiro pra caramba. Acabou que comprei na Amazon e mesmo com imposto saiu mais barato que na loja. E veio com a fonte.

      Drinho
      Veterano
      # 07/mai/18 19:34 · Editado por: Drinho
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      EduJazz

      Cara eu concordo que o serviço dos vendedores normalmente não é bom, até já conheci alguns esforçados, mas ou falta boa vontade ou preparo afinal são vendedores, não consultores.

      Mas pense numa padaria. O cara vai abrir a padaria todo dia de manhã e em teoria sabe que vai bombar de gente gastando dinheiro nem que seja para comprar 3 pãezinhos.

      Agora pense em qualquer loja de instrumentos musicais, e eu digo qualquer loja de instrumentos, o cara vai abrir a loja e sabe que a cada 100 que entrarem apenas um vai fechar negócio e olhe lá......

      Acredito que essas lojas de coisa top tipo two tone devem viver fazendo negocio com as mesmas pessoas 90% do tempo, quando chega um cara diferente lá os caras já devem pensar, pronto mais um quebrado bisbilhoteiro.....

      Então isso explica a baixa qualidade do atendimento no brasil, é mais um dos pilares que tornam o mercado deficiente. Já não tem muito cliente, o cliente que existe não tem poder de compra para aguentar os preços praticados mas gosta do negócio, não se vende grandes coisas, se não se vende nem mercadoria não é em atendimento qualificado que vão investir, então explica, não sei se justifica porque os pontos levantados pelo MMI fazem sentido.

      Velho, os caras da two tone me conhecem e tenho certeza que me odeiam porque eu nunca deixei um centavo lá e já testei a loja inteira, mesmo com minhas diferenças com eles acho que é uma loja fantástica para os padrões brasileiros com vendedores que amam o que vendem e por consequência conhecem muito para dar um suporte sensato, se você chegar lá, der o seu o orçamento o cara vai te dar todas as opções com especificações detalhadas e só vai dar a opinião própria se você pedir, eles atendem muito bem quem tem dinheiro para comprar, neste sentido eles são uma loja muito boa para os padrões brasileiros porque na maior parte das lojas quem não tem dinheiro é visto como bisbilhoteiro enchedor de saco e quem tem dinheiro não recebe um serviço de consultoria decente que é o que se espera de um vendedor qualificado que vise o lucro mas também vise a satisfação do cliente.

      Para uma loja popular piora porque deve entrar pelo menos 10 vezes mais clientes duros para encher o saco.

      Claro que eu espero que eles sejam elegantes e me deixem testar e claro que eles esperam que eu seja elegante e pare de entrar lá.

      Quando tudo estiver bom para todo mundo o mundo deixará de fazer sentido.

      Aprendi que nós viveremos reclamando e discutindo melhora para tudo, mas no ponto de vista da guitarra acho que só tocar da muito mais diversão e muito menos dor de cabeça. Me perguntaram esses tempos em quem eu ia votar e eu falei que não estava preocupado com isso e provavelmente anularia, o governo nunca fez nada por mim sem que eu tivesse pagado (ou seja there's no free lunch), provavelmente nunca vai fazer, se a única entidade capaz de resolver minhas buchas sou eu mesmo o negocio é viver na plenitude, buscar a felicidade própria e se sentir feliz mesmo estando na m&rd@ kkk.

      killeryoda
      Membro
      # 07/mai/18 21:36
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      Ainda sou um jovem, minhas experiencias com compras internacionais foram de equipamentos de musica eletrônica etc na internet, onde sou muito bem atendido. Destaco os seguintes fatos:
      1)compras no ali, me mandam mensagem com o rastreador, ja me desejaram feliz natal e mesmo com a barreira da linguagem existem bons vendedores la. Uma unica vez senti que um deles estava tentando me coagir, por 7 dollars...
      2) mercado livre: Recentemente comprei um cello la, o vendedor foi super prestativo, mandou por transportadora sem cobrar a mais por isso (geralmente produtos com frete grátis vem pelo correio) o cello chegou aqui mesmo os correios estando em greve e no dia da minha primeira aula. Mas faltava o arco! este foi muito bem embalado e mandado via sedex, sem nenhum adicional
      3) pessoalmente em lojas da cidade: Como disse sou novo, e por isso muitas vezes quando entrava numa loja fui mal recebido, já tentaram me empurrar coisas ruins etc. Mas o que mais me surpreende nas lojas é que os caras não tem noção do preço que cobram! eu compro um violão de estudo numa loja por duzentos reais, mas o mesmo violão esta no mercado livre por 150 e por 50 no ebay!
      hoje em dia eu só compro pessoalmente se não posso comprar pela internet, e isso não se aplica só a instrumentos.
      Outro exemplo interessante que ilustra bem essa realidade são meus componentes elétricos, aqui na cidade um resistor varia entre 10 e quinze centavos, barato, porem, com 5 reais eu compro um conjunto de mais de 300 resistores separados pelo valor dos sites estrangeiros.
      As lojas físicas estão se tornando obsoletas, principalmente por que nela o logista se fecha em seu espaço e não analisa preços da concorrência, fornecedores novos e por ai vai, o mesmo se aplica ao motivo do tópico, os caras fazem um produto dedicado a um publico pequeno, muitas vezes não tem uma boa qualificação, ai tem que saber vender amigo.

      Delson
      Veterano
      # 07/mai/18 22:18
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      EduJazz
      Fui comprar um cabo esses dias e acabei resolvendo testar um pedal (caro) de reverb esses tempos: me plugaram uma Sx num amp de estudo da Fender, sendo que havia à disposição Gibson Standard, Fender americana, amps valvulados... Não sou mais nem menos que ninguém, mas os vendedores lá me conhecem, SABEM que eu toco aqui há milênios, que se eu estou testando é porque existe chance de eu comprar... mas mesmo assim não muda.

      Acho que até sei qual loja é. Realmente eles são muito "bravos", kkkkkk

      sandroguiraldo
      Veterano
      # 08/mai/18 08:40
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      Felipe Stathopoulos
      Uma vez caí na besteira de brincar com um dos vendedores da loja: "e aí, quando é que vcs vão baixar o preço dessa guita pra eu comprar?". Isso em tom informal, dando risada, de brincadeira mesmo.

      O vendedor, que estava ao meu lado, deu risada; mas o dono da loja, do balcão, ouviu, e berrou de longe, de cara fechada: "o preço é esse aí alemão, quer quer, num quer larga aí"


      Alguns anos atrás entrei numa loja na minha cidade e pedi pra testar um Vamp II. O vendedor (dono da loja) me disse assim: "Você realmente quer testar?" Isso porque faltavam 20 min pra fechar a loja...
      Eu respondi "Fica tranquilo, precisa não..." no dia seguinte fui numa outra loja (que por coincidência é do sobrinho dele), testei, fucei, toquei a manhã inteira
      e comprei o aparelho.
      Essa mesma loja que me "desdenhou" fechou uma parceria com uma marca famosa de guitarras, fizeram um workshop num teatro da cidade e tal... e hoje, depois de uns 15 anos, tem algumas guitarras que vi nesse workshop ainda penduradas na parede da loja... todas estão no lugar mais alto, pois são caras. Estão com cordas velhas, oxidadas e preços exorbitantes.

      BrotherCrow
      Com certeza. Não é nada não é nada, foram uns quase 200 dólares de miudezas que comprei nesse dia.
      Agora, imagine quantos "Brother Crow" entram por dia e compram 200 dólares lá? Com certeza é um número considerável.

      Alguém já me disse uma vez que vendedor no Brasil é uma raça estranha... passa a vida correndo atrás do cliente e quando consegue, atende mal, não dá suporte, caga...

      *sou vendedor...

      Ismah
      Veterano
      # 08/mai/18 14:40
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      metal_ofender
      Rotina de estudos de 8 horas de exercícios e escalas

      Honestamente, isso é necessário para muita coisa.
      Rafa Schüler é um guitarrista aqui do sul, que teve excelentes oportunidades, e estudou com os melhores do mundo na Los Angeles College of Music - LACM ainda nos anos 90...
      O cara é um monstro da guitarra, só vi coisas do tipo em bandas como Toto, Genesis / Phil Collins, Bruce Springsteen, EVH...

      Segundo ele, estava estudando pouco ultimamente, só 4 horas por dia. No auge eram mais de 14...
      O ponto é: não tornar o estudo chato!

      esse método de comer escala não funciona

      É questionável, mas me parece que é coisa de guitarrista, pois em outros instrumentos, raramente ouço isso... Galera pensa em soar consonante, soar bem...

      MMI
      Tem países que a população chama a polícia se você jogar papel no chão...

      Nunca esqueço o bastidor que recebi, e o cara em Zurique, pergunta para uma mãe se as crianças não riscam ou estragam os brinquedos do parque, e a mulher espantada " Why would they do that ? "... Coisas que não se aprende na escola...

      Infelizmente acho necessário selecionar clientes de guitarras sim.

      De qualquer coisa...

      MMI
      Veterano
      # 09/mai/18 11:15
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      Confesso que o assunto descambou e eu não queria mais levantar essa bola dos handmakers, pelo bem da indústria nacional. Afinal, como conversava com alguns amigos a respeito, o que nesta terra não tem sujeira se remexer? Li esses dias que no Brasil se você vê uma pena e puxar, sempre vem uma galinha, se não vier o galinheiro todo. Preferiria continuar este papo, se fosse o caso, em outro tópico e deixar essa mancada para trás. Erraram, mas a vida segue.

      Na verdade eu escrevi aquilo porque eu também já tive más experiências (boas também) em lojas brasileiras e estrangeiras. Mas em se tratando do que acontece aqui, fica algo que lembra a história do "que veio antes, o ovo ou a galinha?". O consumidor é mal educado, o vendedor vira mal educado, que faz o consumidor ser mal tratado e mal educado... Assim vira uma bola de neve. Infelizmente somos talvez o único país do mundo onde se pode comprar um monte de coisas com cheque sem fundo, por exemplo, não pagar e ter razão.

      Por conviver há muitos anos nas lojas, vejo também a perspectiva dos lojistas, aprendi o outro lado da moeda. Tenho amigos pessoais, de sair, tomar umas, tocar, ensaiar ou até frequentar as casas, com gerentes e donos de lojas, importadoras e pessoal do ramo. Contava a um amigo daqui de um dono que neste natal foi extorquido por autoridades, pediram 50 mil para a "caixinha". Lógico que isso é custo a ser repassado aos produtos - não é nenhum ponto fora da curva, é coisa que acontece com alguma regularidade. Daí aparece loja pequena que faz sem nota, contrabandeia, não registra empregados... Um dono de loja me falava: aparece consumidor dizendo que achou preço melhor... Mas contrabando? Com nota fiscal? Garantia da importadora? Este cara se recusa, mas precisa ter preços maiores. Nesta convivência eu aprendi algumas coisas... Um exemplo:

      Vendedor costuma ter um salário e comissão por vendas. Vários mal sabem do que se trata e não sabem vender uma Gibson, principalmente uma Custom Shop, mesmo da Fender - e não interessa. O consumidor disso é raro, vai entrar na loja umas 3 vezes antes de resolver, vai testar, pensar, negociar... Nisso ele vendeu 5 baratas. Então os caras fogem do cliente que caminha para as Gibson e para as palhetas, por exemplo, porque a comissão não vale a pena. mas precisa vários vendedores, gente de olho e prestando atenção nos produtos e pessoas. Lojas como a CME geralmente tem 3 ou 4 funcionários. Algumas outras chegam a ter apenas o casal que é dono. Lá deixam - e precisam deixar - o cliente sozinho.

      Cliente sozinho... Lembrei de uma vez que fiz uma excursão na Europa. Era jovem, num ônibus cheio de jovens da Australia, Nova Zelandia e Europa, eu e um amigo éramos os únicos sul americanos. Paramos numa loja enorme, só a caixa ali lendo um livro e esperando alguém abordá-la para pagar alguma coisa. Nisso parou um ônibus de brasileiros... Tocou um sininho, apareceu um monte de gente para ficar olhando cada um, se não aprontavam... Triste realidade a nossa...

      Abs

      Andras
      Veterano
      # 11/mai/18 11:30 · Editado por: Andras
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      Um dono de loja me falava: aparece consumidor dizendo que achou preço melhor... Mas contrabando? Com nota fiscal? Garantia da importadora? Este cara se recusa, mas precisa ter preços maiores.

      Esses tempos queria comprar um UMC404. Fui numa loja física da minha própria cidade, pra já estar e levar pra casa. Chegando na única loja que tinha disponível, só de olhar o preço desisti: R$ 1900.

      Ai fui pro ML pra conferir.... comprei por R$ 650. Esses 1300 de diferença são a nota e garantia?

      Detalhe: lá fora, esse produto custa U$ 99. Com dólar a R$ 3,40, mais importação da RF, daria os mesmos R$ 650. Ou o cara do ML tá vendendo com um lucro muito baixo, ou o da loja com lucro muito alto, ou a garantia é de ouro.

      Resultado: desde lá nunca mais comprei coisas de música em loja.

      Fabio Oliver
      Membro Novato
      # 12/mai/18 17:10
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      Sobre estes lances...pra mim que o assunto ja tava morto...mas fazia tempos que nao entrava aqui...

      Eu trabalhei por 10 anos no ramo de vendas de audio..instrumentos....

      Isso da concorrência...o que rolou é fichinha perto de coisas que ja vi acontecer entre grandes marcas etc e tal...Bastidores...ninguem precisa saber..nem vir a publico...e tudo onde rola comercio...rola mafia...falta de etica...pilantras...pseudo bonzinhos e tudo mais...O que rolou entre os handmades...sempre aconteceu e não vai mudar.... Todo mundo quer ver o "seu" indo pra frente..e foda se o concorrente...simples assim...

      Algumas marcas ai que existem..ou existiram...sei la tive o prazer ou desprazer de vender amplis da concorrência para um fabricante de outra marca..desmontar...e fazer um parecido pra competir no mercado...e depois ainda levavam pra testar..e pegar opiniões..de como estava..se tava legal..preço pra competir e etc...

      Até cavaquinho..lembro que vendi pra importadoras...levarem pra china para os caras copiarem...pra concorrer com o material nacional...ou seja..isso sempre vai rolar...isso to falando de anos 90..hein..não é novidade....

      Acho que essa historia só teve o peso que teve nas redes sociais...pelo fator "falastrão" falar de outros guitarristas ja conhecidos.. Opiniao..todo mundo tem...desrespeitar não é legal...por outro lado..pelo que parece era uma conversa entre um grupo de amigos...então obviamente se fala merda e opinioes mais rudes entre amigos..acho que ninguém imagina que isso vazaria...

      Agora o certo é bola pra frente...Quanto ao LANCE - MUSICO DE QUARTOS...ENDORSES..... Os Handmades tem que entender que creio eu que ninguém aqui tem $$$ suficiente para investir em grande midia...alias acho que nem existe hoje em dia algo onde se possa investir em uma grande ação de marketing, ja que na grande midia o que rola São Anitas..Vitares e essas merdas.....Então o que resta mesmo é pegar esta galera formadora de opinião seja youtubers...musicos de estrada...e colocar equipamento na mão dos caras pra testar ... Hoje o cara solta um vídeo, em uma semana foi visto 10.000 vezes....onde você teria uma exibição dessa para musicos especificamente? Revistas ja foi o tempo... Expo Music acho que ja foi o tempo...faz tempo....ACho que o caminho são sites com informacoes completas....reviews...suporte on line para tirar duvidas de possiveis clientes....e se bobear..um show room pra quem tiver interesse ir testar...fora isos não vejo outra forma de divulgar um amplificador/pedal de qualidade porem de marcas pequenas....

      GustavoGremista
      Membro Novato
      # 14/mai/18 11:11
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      Sobre o lance dos youtubers formadores de opinião:

      Para mim, isso explica muuuuita coisa

      http://www.comprandoseguidores.com/

      JJJ
      Veterano
      # 14/mai/18 14:08
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      GustavoGremista

      Que absurdo...

      StratovariaCaster
      Membro Novato
      # 14/mai/18 15:35
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      GustavoGremista
      CARACA! Agora entendo essa nova onda de "Influenciadores digitais"

      makumbator
      Veterano
      # 14/mai/18 15:41 · Editado por: makumbator
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      JJJ
      StratovariaCaster

      Vocês não sabiam que dá pra comprar essas coisas? E isso em tudo o que é site (youtube, instagram, facebook, twitter, etc...). Tem serviços que vendem até seguidores “reais” (usuários que não são bots, tem atividade pessoal real nos sites além de realmente comentarem e seguirem o cliente pelo tempo contratado).

      De vez em quando os sites fazem uma limpa pra barrar esses esquemas (no caso de bots é mais fácil, mas os seguidores reais é difícil distinguir). Recentemente o youtube eliminou um monte de contas bots, o que reduziu consideravelmente a quantidade de inscritos em vários canais (inclusive muitos deles grandes e famosos). Teve neguinho que perdeu dezenas e até centenas de milhares de inscritos da noite para o dia (pois eram comprados)

      entamoeba
      Membro Novato
      # 14/mai/18 16:54 · Editado por: entamoeba
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      Se eu ganhar na mega sena, vou gastar tudo comprando seguidores! Chupa, Psy!

      NeoRamza
      Veterano
      # 11/jun/18 19:58
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      makumbator
      Veterano
      # 11/jun/18 20:43
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      NeoRamza

      O que vou comentar aqui nem é específico ao Dre Batista (pois nem o conheço pessoalmente), mas acho bizarra a justificativa (que ele colocou em texto no início do vídeo) de que é ilógico chamarem alguém de preconceituoso apenas por tal pessoa ser do Nordeste e mulato. Oras, desde quando ser nordestino e mulato isentam alguém de preconceito? Preconceito (e também racismo) são características inerentes ao ser humano, independente da origem.

      Não estou dizendo que ele seja nada disso, mas ser mulato e nordestino não isentam ninguém de nada automaticamente. Resumindo, dá pra ser nordestino e ter preconceito contra nordestino. E o mesmo pra todo o resto.

      Outra coisa é essa ideia estranha de que outras pessoas não deveriam fazer lives no mesmo horário que as dele. Achei infantil essa implicância.

      Sobre o restante do depoimento: ele que busque provar o que afirmou na justiça. Simples assim. Se tem todas as provas que vá em frente (apesar que justiça no Brasil é algo lento, falho e ineficiente).

      NeoRamza
      Veterano
      # 11/jun/18 22:07
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      makumbator
      Concordo contigo.

      E acrescento: eu acho interessante ele falar tudo isso, mas ignorar um monte de outras coisas que ele não tem como explicar. Ele diz que foi tudo "brincadeira" que não queria ofender ninguém e etc... Até aí eu entendo. Mas e a história do fake falando mal do TMiranda? E a história do fake puxando manipulando preço de leilão? Isso ele não fala. Vai dizer que foi brincadeira também?

      Delson
      Veterano
      # 12/jun/18 09:06
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      Esse tópico precisa estar na RETROSPECTIVA FCC 2018

      entamoeba
      Membro Novato
      # 12/jun/18 11:09 · Editado por: entamoeba
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      Se defende mal esse Dre Batista, hein?! 75% de rejeição! Tá pior que o Collor.

      "Compre o [...] áudio se estiver a venda no... no... sei lá... Salve Cláudia" 32:21

      Boa dica!

      JJJ
      Veterano
      # 12/jun/18 11:17
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      entamoeba
      75% de rejeição! Tá pior que o Collor.

      Mas ainda ganha do Temeroso...

      Felipe Stathopoulos
      Membro Novato
      # 12/jun/18 11:27
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      Ah caras, nem vou ver vídeo desse cabra... Quero q ele se exploda, tomara que o Miranda e os demais arrombem ele na justiça...

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