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      Quais guitarristas famosos usam amp transistorizado?

      Autor Mensagem
      V_Chianca_V
      Membro Novato
      # 05/mar/17 02:28


      Galera, me bateu uma dúvida agora, existe algum guitarrista famoso que use amps transistorizados?
      Até agora só ouvi falar do Dimebag do pantera, mas existem outros que usam os transistors?

      The Man Who Sold The World
      Veterano
      # 05/mar/17 02:38
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      mas existem outros que usam os transistors?
      claro poxa, exitem amps transistor da roland bem famosos e bons, da gibson também, é normal cara
      exemplo disso é o bb king

      Ismah
      Veterano
      # 05/mar/17 03:02
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      B B King - Lab Series L5
      Ray Flacke - Lab Series 9
      Jerry Garcia - Mackintosh MC2300
      Kurt Cobain - Crest Audio 4801 (com pré valvulado MesaBoogie)
      Billy Gibbons - Marshall 5005 Lead 12 (em estúdio), Valvestate Pro 120/120 (power amp, ao vivo) e Orange Micro Dark (híbrido, ao vivo)
      Chuck Schuldiner - Marshall VS100 8100
      Albert King - Roland JC120H e Acoustic 270
      Robbie Krieger - Magnatone ...? e Acostic 260
      Jonny Greenwood - Fender Eighty Five
      John Fogerty - Kustom K200 A4
      Jimmy Page - Rickenbacker Transonics
      Brian May - SS AC30's
      Allan Holdsworth - Yamaha DG80 e Hughes & Kettner zenTera
      Weezer - Line6 POD em linha
      Eddie Ojeda - Marshall ...? (todo o Twisted Sister era "moderno")

      Tá bom essa lista?

      Alex guitar man
      Veterano
      # 05/mar/17 13:15
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      James hetfield do metallica = Roland jazz chorus nos sons limpos

      Alex guitar man
      Veterano
      # 05/mar/17 13:18
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      Amplificadores transistorizados saturados:






      renatocaster
      Moderador
      # 05/mar/17 13:56
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      V_Chianca_V

      Até agora só ouvi falar do Dimebag do pantera

      Dime realmente ficou marcado por usar amps SS na maior parte da carreira, mas nem todos eram transistorizados. Ele tbm usou uma linha signature (Krankstein) da marca Krank que era valvulado.

      Enfim, só um esclarecimento.

      V_Chianca_V
      Membro Novato
      # 05/mar/17 14:49
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      renatocaster
      Valeu cara!
      Alex guitar man
      Também não sabia dessa
      Ismah
      Valeu!
      Nossa galera, obrigado mesmo!! vocês são gente fina.

      Lelo Mig
      Membro
      # 05/mar/17 14:53
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      V_Chianca_V

      Têm também o Jonny Greenwood do Radiohead, o Andy Summers do Police, o Josh Homme do Queens of Stone Age...

      V_Chianca_V
      Membro Novato
      # 05/mar/17 14:58
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      Lelo Mig
      Aquele timbre do The Police é de um transistor? eu acho que não sei timbrar amplificadores, rsrsrs...

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 05/mar/17 15:38
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      V_Chianca_V
      Não cara, eventualmente o grande Andy Summers toca e grava com SS's.
      Aliás muitos músicos o fazem.
      O Billy Duff, guitarrista do The Cult é uma que usa o famoso e poderoso Roland JC120 "Jazz Chorus".
      Abç

      Lelo Mig
      Membro
      # 05/mar/17 16:43
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      V_Chianca_V

      "acho que não sei timbrar amplificadores, rsrsrs..."


      Nem você, nem eu, nem ninguém aqui no FCC sabe timbrar como estes caras....

      Porque somos mais burros? Não!

      Porque temos menos acesso... Estes caras, profissas, mainstream, têm acesso a tudo quanto é equipo. Tem acesso ao ampli X e ao engenheiro que o projetou, para lhe dar todas as explicações, macetes e maneiras.

      A indústria têm muito interesse de colocar seu ampli num palco, atrás de um cara desse nível. Imagina um ampli "Chianca" atrás de um Eric Clapton ou de um Andy Summers no auge do Police?

      O Andy, em studio usava e usa muito o Carvin DCM 150, que nem é específico para guitarra, é um módulo de potência, é um amp de rack.

      Ao vivo ele usa muito Mesa Boogie...

      O que acontece com muito guitarrista top, é usar SS em Studio e Valve ao vivo. Claro que não é regra, mas os SS não soam tão orgânicos ao vivo e os Valvulados são meio ruins de domar em studio, dependendo do estilo/timbre que se deseja.

      V_Chianca_V
      Membro Novato
      # 05/mar/17 17:26
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      Mauricio Luiz Bertola
      Valeu, abraço!
      Lelo Mig
      Verdade!

      Ismah
      Veterano
      # 05/mar/17 17:39
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      O Lelo (sempre ele, já pode receber o título de guru ou mestre espiritual hehehe), tocou num ponto interessante...

      A maioria dos grandes usa o que vier, estão abertos a arrisca e tentar, ainda mais em estúdio - no palco existem contratos bem gordos ($$$) que covém se limitar. Tanto valvulado como SS, são vistos como ferramentas, e não como dois lados numa guerra sem fim.

      Existe acima de tudo, uma cadeia EXCELENTE de processamento, onde tudo funciona e funciona bem. Raros os casos onde se tem o músico pelo músico - de bandas um pouco em alta, só lembro do Blackberry Smoke, que tem pedais no seu pé - a maioria tem um técnico ao seu pé para dar respostas e prover soluções. É mais ou menos essa minha função na banda em que trabalho, e uma das razões de estar sempre respondendo todos os tópicos (além de muito tempo livre rs).

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 05/mar/17 18:22
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      Lelo Mig
      Nem você, nem eu, nem ninguém aqui no FCC sabe timbrar como estes caras(....) Porque somos mais burros? Não! (...)Porque temos menos acesso... Estes caras, profissas, mainstream, têm acesso a tudo quanto é equipo.
      Lelo, me desculpe mas só concordo com isso em parte. Boa parte dos caras com que toquei (incluindo o grande Maurício Bahia), timbram seus amps SS muito bem no palco (desde que tenham certa qualidade). Isso se chama experiência, referências, etc.
      Concordo com você que acesso a equipos, coisa que não temos aqui, é fundamental, mas, no meu entender não é o principal.
      "Bagagem" é...
      Abç

      MMI
      Veterano
      # 05/mar/17 18:56
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      A própria tecnologia do amplificador transistorizado permite que se faça produtos muito mais baratos, menores e acessíveis. Então não dá para criticar, o mercado do ramo meio direciona SS para produtos simples/principiantes e os valvulados para os produtos avançados, de maneira geral. Daí que nas discussões de internet se fala que SS não presta e logo aparece um cara que fala: "mas o Dimebag usava!".

      Mas desde que surgiu a tecnologia, uma parte pequena dos fabricantes usou a tecnologia para amplificadores de alto nível (caso do Dimebag...). Quem procura um som limpo de verdade tem dificuldade para usar um valvulado, caso do jazz até o Hetfield do Metallica, por exemplo. Por isso o sucesso do Roland Jazz Chorus que é um baita amplificador. Tem outros Roland, tem os Polytone (Jim Hall, George Benson), tem Acoustic Image (Pat Martino) e vários outros. O som limpo destes amps SS de alto nível nenhum amp valvulado consegue dar. Mas entendo que um som limpo puro destes pouca gente vai se interessar num rig básico.

      Existem os que dão um som saturado (drive ou distorção) mais tops também. Os Magnatone SS antigos não fizeram muito sucesso, mas foram usados por grandes nomes e tem um vibrato muito legal - ainda bem na praia do som limpo. Mas os atuais Pritchard são muito bons e é uma fábrica que só faz SS. Mas se quer listas de nomes é só ver no site da Rocktron (os prés e power deles), os Kemper e os Fractal. Isso dos que podem falar, já que em estúdio tudo vale se a empresa que o sujeito tem contrato não se sentir lesada (só não divulgar...). O Buddy Guy já gravou disco com Fender Cyber, por exemplo...

      francisco2004
      Veterano
      # 05/mar/17 19:00
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      Eu não tenho experiência alguma com transistorizados top. Já assisti no youtube alguma coisa, amplizinhos minúsculos com um timbre sensacional, mas que custam preço de valvulado grandalhão. Então para nós, mortais, em termos de custo x benefício, fico com um valvulado.

      Agora tem o Roland JC-40, mas não sei ainda se ele se compara aos SS top de boutique. De qualquer forma, é um ampli de R$ 3600,00. Com essa grana o cara compra um valvulado de entrada decente.

      Lelo Mig
      Membro
      # 05/mar/17 21:15 · Editado por: Lelo Mig
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      Mauricio Luiz Bertola

      "Concordo com você que acesso a equipos, coisa que não temos aqui, é fundamental, mas, no meu entender não é o principal.
      "Bagagem" é..."


      Bertola, Não disse que não tenha gente aqui que não saiba timbrar, conheço muitos caras que timbram bem, com bagagem e experiência (inclusive eu...rs).

      Mas, não dá prá comparar, estes caras têm acesso a tudo, o que há de melhor e de pior também, além de visitas à fabricas, conversa com engenheiros de áudio, especialistas e projetistas, técnicos em guitarra e etc... Fora a experiência pessoal, que são muito mais horas em palco e studios que qualquer mortal daqui.

      É outra realidade....

      MMI
      Veterano
      # 05/mar/17 21:52
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      Lelo Mig

      Pois é, Lelo... Eu também não concordo muito não (leva a mal não...).

      Acho que a questão não é bem essa. O Bertola tem sua razão, bagagem é fundamental. Mas acho um assunto muito mais complexo, tem muita coisa envolvida.

      Discordo também que o problema é equipamento. Hoje é fácil, se for falar em amp, tem muito Marshall, Mesa, Fender e o que se imaginar nos estúdios e até para alugar se for o caso. Sem falar que tem muito fabricante nacional fazendo coisas iguais ou melhores que muito gringo - Pedrone, T. Miranda, Gato Preto etc. Os caras estão aí, se quiser falar com eles é só chamar, super acessíveis.

      O que eu vejo, entre um monte de coisas, é que tem um baita complexo de vira-latas também. Aqui muita gente olha torto e pensa que é solução tabajara para quem não pode ter uma marca famosa (que as vezes é fabricado nos cafundós, mas ganha o logo). Enquanto isso um Gato Preto é um dos amps bem solicitados em Abbey Road...

      É uma questão multifatorial isso... Entre outras coisas, já conversei com o Ismah que de forma geral o nível de engenheiros de som e técnicos de som por aqui é baixíssimo. Tem muito cara ruim que fod... completamente o som - e me refiro a grandes shows, estádios e grandes salas.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 05/mar/17 21:57
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      Lelo Mig
      MMI
      Concordo com ambos.
      Abçs

      Synth-Men
      Veterano
      # 05/mar/17 22:44
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      Prezados!

      Aqui vai uma pergunta de um microbio das guitarras (eu claro)

      Li todo o conteúdo.

      Eu sempre reparo que muitos guitarristas não buscam som próprio, mas sempre alguma referencia de algum/uns famoso(s).

      Eu há tempos comprei um SS e testei algumas referencias, mas só senti o AMP mesmo quando eu tentei tirar os próprios timbres. Ai eu comecei a conhecer o AMP. Depois vi combinações de captadores pedal e pedaleira com o meu som.

      Foi muito gostoso, por que tive a sensação de domínio. Tanto de volume, limpeza, saturação e equalização.

      Hoje por exemplo, quando tento gravar algo (gente, ainda sou ruim de doer tá.), utilizo a pedaleira conectada ao AMP no by pass e poucos efeitos dela (delay, chorus, reverb e compressor) as vezes o canal drive como booster e o noise gate. Nenhum modelo de caixa e amplificador da pedaleira. Tudo para manter o som original do AMP ou o meu som.


      Tendo em vista que o som de referencia fica uns 80% a 85% +/- semelhante, por que são poucos os guitarristas que tentam timbrar o equipamento sem referencias de famosos? Tirar o próprio som.

      Por que o individuo passa de 5 a 10 anos com um AMP e o mesmo não conhece e domina o próprio equipamento?


      Em relação ao titulo do tópico, falando das bandas nacionais, a maioria que vejo pela televisão estão utilizando SS.

      Line 6 Spider, Meteoro (Jaguar ou os Wector e Vulcano que são híbridos) Behringer V-Tone GMX, Laney LV300 que também é hibrido.

      Não sei se por contrato, pela promotora do evento ou pelos músicos.

      Viram! Estou evoluindo de microbio para verme.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 06/mar/17 00:00
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      Synth-Men
      Por que o individuo passa de 5 a 10 anos com um AMP e o mesmo não conhece e domina o próprio equipamento?
      Preguiça, falta de criatividade...
      Abç

      Ismah
      Veterano
      # 06/mar/17 03:57
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      MMI

      Segue uma transcrissão de um diálogo num post do Távio "T" Miranda, de sábado para cá.

      Tavio: O mundo vai usar simuladores e depois voltar pras válvulas, os evh, malmsteens, srvs, blackmoores não sairão delas..
      É cíclico."

      Ismah: Pior é ter de admitir que um simulador soa melhor que o original, porque nem todos são EVH's, Malmsteen's, SRV's ou Blackmore's, nem com meios de captação e processamento de sinal, além de pessoas capacitadas "do outro lado da mesa" para dar suporte ao show..."

      Tavio: Vamos nivelar por baixo. Essa é a solução.

      Ismah: Nivelar por baixo é gastar 5mil num valvulado, fazer um hanging com um XM8500 pauleado, esperando soar como o disco... É mais legal o valvulado, analógico etc? É! Mas nem 10% se consegue soar próximo da cadeia de sinal de um grande show... Esse é o lance!

      Tavio: Cara nao sei de quem vc tá falando mas os caras que curto soam Muito bem ao vivo plugados em valvulados, mas já vi num simulador ao meu lado, a poucos metros e me decepcionei e era um de meus heróis.

      Ismah: Só falta me dizer que gosta de estar perto do palco em show internacional, pra ouvir o vazamentos dos amps... Aí eu te apresento o front fill

      Na moral, é excelente som de valvulado, a banda fica com identidade, e não tiro a razão de quem opte. Mas, nós meros mortais ainda soamos só mais ou menos com um valvulado, porque falta muito processamento como estamos habituados a ouvir no disco...

      Pro ao vivo não rola, só de não ter vazamentos ao ligar em linha já vale todo o resto... Em estúdio o papo é outro!

      Ah sim simulador soando ruim... Isso tem de montes, muitos recursos, e más referências são a base de tudo...

      Távio: Vídeo resposta
      https://www.youtube.com/watch?v=oEvSKEZnpeM


      Ismah: Fletcher & Munsson discordam que o ouvido humano é perfeito rs

      As maiores perdas, sem dúvida, estão nos AF... TALVEZ numa "caixa" horn seja viável ter todas as ondas direcionais.

      Concordo com as perdas, e são grandes. Concordo que a pedaleira gira sobre isso também.

      MAS... Eu timbro com referência no que é captado pelo mic, porque dane-se se o som do amp ao ouvido, que é do caralho...
      Só o que importa é o que vai pro PA, o que vai pra gravação, e foi processado pelo FOH Engineer...

      Porque já não temos mais situações de pequenos shows... Ah mas o workshop... Pois é... Essa não é a realidade... Até porque eu não tenho bolas pra pagar o ninguém pra tocar pra mim...

      A "palhetada morta", é culpa do gate mal ajustado, alguns curtem isso, outros não...

      A questão da válvula ser superior ao transistor ou vice-versa... Questão velha... Mas discordo VEEMENTE, e se puder provar que estou errado com um 'scope, me mostrando o serrilhado que o transistor deixa (harmônicos), vamos conversar.

      TALVEZ o que tu quis dizer era que sinal digital é serrilhado ao ampliar a forma de onda, apresentando geralmente 44,1mil "dentes" por segundo... Ok, preciso concordar, o som digital tem dessas. Porém isso é geralmente um problema de ruído (mesmo com alta relação S/N, o ruído aparece na waveform), e algumas vezes até problema no LPF de saída.

      Dizer que valvulado é mais fiel que transistor, falando como técnico é estranho... Todos sabemos dos altíssimo (e desejados) níveis de THD das válvulas.

      Dinâmica??? Até hoje não entendo onde guitarrista tira que valvulado é dinâmico. A coisa mais legal de um valvulado é a compressão e a distorção dos harmônicos pares. Quem quer fidelidade (Jazz guys) partiu para o transistor a muito tempo.

      Acho que quem pode DEVE ter um valvulado. O som realmente de amplificador é isso, praticamente tudo que veio depois (raras exceções) tenta imitar isso. Mas... Na condição de realidade, não é bem assim. Praticidade, pureza - ok, iso box tá aí pra isso, quem pode pagar por ela, pela logística e carriers pra ter uma?...
      Pra meros mortais, a simulação e ligação em linha, onde resta ao técnico (de conhecimento duvidoso) apenas dar volume - e as vezes consegue cagar com isso - pra soar o menos pior num PA de qualidade questionável.

      Mas primordialmente, acho que o erro começa quando o músico tenta copiar outro... Aí se lascou...

      E eu sei também, que existem coisas que se evita falar, porque os leigos, acabam entendendo tudo distorcido... Não te condeno, e ainda estou aprendendo a me calar.

      Ismah
      Veterano
      # 06/mar/17 04:10
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      Synth-Men
      Mauricio Luiz Bertola

      Como digo no texticulo (sic) acima, quando se tenta copiar o som de alguém tá ferrado... Raros casos que se conhece o timbre que sai do amp, de resto é só o que o mic capta...

      Mas acho que todos começamos a tocar porque que queríamos ser como fulano, o que infelizmente passou do limite ao copiar vestuário, timbres, e até manias...
      Conheço bastante gente de seus 15 a 20 anos, que está usando drogas, se tatuando, furando porque o artistas que curte usam! Caras, isso é o absurdo do absurdo, mas é a realidade...!.

      Abertamente, eu não sei o que deu errado em gerações após a minha que hoje são pré-adolescentes e adolescentes... Não sei o que causa essa falta de identidade... Bertola?!

      Lelo Mig
      Membro
      # 06/mar/17 08:45 · Editado por: Lelo Mig
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      MMI

      "Pois é, Lelo... Eu também não concordo muito não (leva a mal não...)."

      Não levo à mal não....de boa, lido bem com opiniões distintas.

      De qualquer forma, não é a isso que você descreve que estou me referindo... Não é sobre a qualidade ou falta dela em equipamentos e profissionais. Não é sobre complexo de vira latas ou não.

      Eu falo em acesso e vivência profissional.

      Tirando meia dúzia de gatos pingados aqui, quase ninguém aqui teve acesso a mais que 3 amplificadores durante a vida. O que dirá 3 à disposição para "ficar 15 dias" em sua casa ou studio para você avaliar/testar. Ser chamado à fábrica a cada novidade lançada, ter um técnico em guitarra experiente para trocar informações, um engenheiro para explicar o projeto.

      Quem aqui teve um Pedrone, um Gato Preto, um T. Miranda para fazer testes?

      Quem aqui passa 8, 10 horas por dia, entre palco, studio, workshops, fabricas de instrumentos, feiras de música e etc?

      Eu não estou falando em qualidade, nem complexo de vira-latas... Estou falando em profissionais, consagrados, com acesso a toda tecnologia disponível e, muito mais do que isso, a informação! E informação técnica, de qualidade, direto na fonte.

      Alguns aqui têm experiência, gravaram ou acompanharam profissionais, trocaram email ou tiveram uma conversa informal com Pete Cornish ou Lindy Fralin, por exemplo, numa feira internacional ou visita a sua oficina.

      Mas ainda assim é uma minoria. E mesmo a oportunidade desta minoria é pouca, perto da vivência profissional de um guitarrista "mainstream".

      Me desculpem, mas neste aspecto eu discordo muito.

      É incomparável a vivência palco/studio, e o acesso as empresas e profissionais que têm um "Andy Summers" com qualquer mortal daqui.

      Acho que minha colocação não tinha ficado clara, porque me soa quase ingenua uma comparação deste porte.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 06/mar/17 09:17
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      Ismah
      Não sei o que causa essa falta de identidade... Bertola?!
      Desde inexperiência, falta de foco, como também EXCESSO de informação, que, sem o devido método e objetivos, deixa as pessoas meio que perdidas.
      "Excesso de informação torna-se informação nenhuma"
      Lelo Mig
      Cara, eu não discordo de você. Apenas coloco na "equação" que a experiência (ouvindo e tocando) e a "bagagem" de vida é um componente fundamental.
      Abçs

      sandroguiraldo
      Veterano
      # 06/mar/17 09:30
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      Eu entendi o que os 2 lados disseram. Realmente, achar que eu, por exemplo, tenho a mesma vivência / oportunidade / recursos que um Eric Clapton tem é bobeira.

      Por outro lado, isso não significa que não conseguirei tirar um bom timbre.

      Alguém aí citou encontrar o próprio som, acho que é bem por aí. O cara muda de timbre por que mudou de equipamento, sendo que eu, mero mortal, acho que o lance seria usar o equipo (diversos equipos) para chegar no som que almeja.

      Equipamento deve ser um meio e não um fim em si mesmo.
      Tenho percebido que nos últimos anos tenho tirado o mesmo timbre (claro, com as devidas proporções) em equipamentos diferentes, por que já sei (pelo menos por enquanto) o que quero escutar.

      Hoje, o que busco é apenas uma forma de "polir" esse timbre, deixando ele apenas mais claro, por que ele já existe no meu estilo.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 06/mar/17 10:01
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      sandroguiraldo
      Equipamento deve ser um meio e não um fim em si mesmo.
      2
      Abç

      Ismah
      Veterano
      # 06/mar/17 11:04
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      Lelo Mig
      E informação técnica, de qualidade, direto na fonte

      Não sei não... Raros casos, que eu sei de músicos envoltos em ciência, um grupo mais seleto em engenharias, e ainda mais seleto de engenharia de áudio... Não que não sejam capazes, mas que não se interessam mesmo.

      CREIO que esteja mais para um diálogo "criamos um amp novo, toca e vê o que dá pra fazer", do que um músico e engenheiro discutindo os problemas de atraso de grupo do novo tone stack...

      MMI
      Veterano
      # 06/mar/17 11:37
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      Eu ia falar da falta de culhão de muita gente que se limita a copiar timbres de famosos, que o Synth-Men falou e o Ismah condena também, mas deixei só na dica que na minha ideia ficou incluída na questão multifatorial e no complexo de vira-latas.

      Qualquer coisa que a gente vá aprender, primeiro aprendemos o que os antigos fizeram. Impossível aprender música sem usar a teoria e exemplos históricos. De certa forma quando se fala em escala musical já é uma referência ao "hino a São João Baptista", Guido de Arezzo (séc X), papa Gregório... O que seria de Stephen Hawking se não fosse Einstein, o que seria de Einstein se não fosse Newton (que se diz que falou "Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes"). Então todo aprendiz de guitarra terá obrigatoriamente que tocar o que outros criaram alguma vez na vida, vai tentar timbrar como um ídolo, vai estudar músicas de alguma referência. A questão é a hora de cortar este elo e partir para a individualidade. A própria tecnologia dificulta esta geração a isso, já que a diferença de Blackmore, para Hendrix, para Jimmy Page, para Gilmour, para EVH, para SRV é só um click, um botão (numas, né? kkk).

      Quanto ao textão do Ismah, acho que o T. Miranda é um excelente fabricante de amps, mas de ideias meio radicais (com sua razão até pelo que faz), que também não concordo muito não. Simuladores e amplificadores valvulados não são a mesma coisa, cada um tem suas vantagens e que podem ser exploradas e extrapolar um ao outro em muito em situações específicas. Parei o vídeo do Miranda no momento que fala que o Satriani não usa simulador - até coloco a referência dele no Fractal. Eu, que não tenho cacife do Miranda e muito menos do Satriani, acho que o melhor é ter os dois, o analógico valvulado, o analógico transistor, o simulador - e tenho cada um deles.

      Lelo Mig

      Eu sou o primeiro a concordar que um equipamento só se conhece depois de "ficar 15 dias". Não é numa passadinha na loja e muito menos vendo vídeo de youtube que se conhece um amp ou uma guitarra. Perfeito...

      Mas temos acesso sim. O Pedrone, Gato Preto, T. Miranda dão total acesso, só marcar e conversar. Aliás, suponho que esse papo do Ismah com o Miranda pode ser completamente virtual, sem nunca um ter visto a cara do outro. Carlos Adolphs é outro mestre nesta arte de muito fácil acesso, virtualmente até. O Sossego também, bom de papo e ótimo - nformação técnica, de qualidade, direto na fonte.

      Já conversei com o Lindy Fralin. Se você quer saber, conversar com Edu "Fullertone" é muito mais enriquecedor e interessante. Mais que isso até, hoje acho os captadores do Edu até melhores. Já fui na fábrica da Gibson e Fender. Ganhei muito mais conversando com João Cassias e Dunamiz. Tem outros além deles, claro, podemos falar do pessoal dos captadores LDR, outros luthiers (o próprio Seiji que era frequentador assíduo aqui...). Sinceramente hoje acho muita "vira-latice" dizer que a diferença está em poder ter acesso a Lindy Fralin, "Fender Masterbuilder", Seymour Duncan etc. A discussão vai longe, até porque inacreditavelmente já vi caras daqui excelentes que se esforçam para decepcionar e demonstram seus próprios produtos da pior maneira possível - perdendo a credibilidade (mais "vira-latice"... Já vi um handmade demonstrando seu amplificador no pior gabinete que se pode imaginar, por exemplo. Óbvio que ia soar uma merd@).

      Não quero nem comparar com isso o que um Andy Summers ou Clapton podem ter de acesso... Os caras são famosos no mundo e qualquer fábrica do mundo gostaria de ter seu nome associado a eles, a gente aqui não é famoso nem no próprio quarteirão de casa e se tiver sorte o cachorro é o único que o quer por perto, kkkk.

      Ismah
      Veterano
      # 07/mar/17 08:22
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      MMI

      Exatamente, e creio que tu entendeu o cerne da questão, como o motivo de ter posto isso na mesa em resposta a teu post... Entre outras coisas uma certa fé, que permeia este mundo da guitarra. Não sou religioso, mas se alguém conseguiu fazer pacto com o diabo, foi quem começou com a guitarra. Pensa num poLvo supersticioso...

      O Miranda é um cara que eu tenho muito apreço, não discordo dele em vários pontos. A começar que está errado quem compra o simulador esperando o som do amp real, ou compra um amp real esperando a versatilidade das simulações.

      E não trouxe isso para denegrir e/ou desqualificar ele ou a empresa - ali é ele falando, mas difícil desasociar as coisas. E não é uma conversa privada, mas um post a céu aberto pra quem quiser ler e comentar.

      papo do Ismah com o Miranda pode ser completamente virtual, sem nunca um ter visto a cara do outro. Carlos Adolphs é outro mestre nesta arte de muito fácil acesso, virtualmente até. O Sossego também, bom de papo e ótimo - Informação técnica, de qualidade, direto na fonte.

      Foi virtual, mas eu conheço o Miranda pessoalmente das feiras, não diria que somos amigos, mas conhecidos.
      O Adolphs eu to devendo um churrasco a tempo já... O Sossego é um radical, mas sem dar corda se passa horas conversando... Seizi Tagima é outro... O velho Luffing...

      Creio que dos mais velhos, é um prazer conversar sobre isso, pois é a história dos caras... Tem cara que conheço que passou dos 90 de idade, e destes 80% trabalhando com válvula, trafo, amplificador, guitarra...

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