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      A prova empirica que o amp é muito responsavel pela qualidade do timbre

      Autor Mensagem
      MMI
      Veterano
      # out/11
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      Arrumando minhas ideias...

      Para mim, para um timbre bem legal, quanto mais limpo o som de guitarra menos se precisa de amplificador e mais se depende da qualidade da guitarra, chegando ao ponto que archtops esplêndidas de mais de 10 mil dólares dispensem o amplificador (se bem que quanto melhor o pré, melhor o som). No outro extremo, para um som distorcido from hell a construção da guitarra não importa muito, depende mais do ganho que se consegue, seja com captadores ativos, pedais e amplificadores hi-gain.

      Generalizando bastante, com um monte de exceções, para guitarras sólidas (que são a maioria), um excelente timbre depende de uma boa guitarra com bons captadores e acima de tudo, um bom amplificador valvulado, com bons falantes de 12'. Isso para se transitar satisfatoriamente entre sons limpos e distorcidos. O difícil é se conseguir esse coringa que faz o meio termo.

      A questão é que isso vale para um som ao vivo, com o som sendo ouvido direto dos falantes do amplificador. Quando entra em jogo uma microfonação, muitas outras variáveis entram na questão, como qualidade do microfone, tipo de microfone, local do microfone, qualidade dos cabos, qualidade do pré do microfone, qualidade da mesa, qualidade e tipo do PA. Claro que tudo se inicia com um bom som saindo do amplificador. Mas pior ainda quando essa microfonação vai para uma gravação, que vai para conversores AD/DA, efeitos, mixagem, masterização, arquivos comprimidos etc. Para mim, fazer um som bem legal sair ao vivo não é difícil, mas complica no momento que entra um microfone.

      Acabei de aprender que quando entra um microfone, mesmo técnicos e engenheiros de som experientes acabam se enrolando. Andei neste último mês participando de uma gravação de CD, muita coisa em violão, mas algumas guitarras, bandolim e ukulele também. Tudo num estúdio legal, com microfones excelentes e caras experientes e respeitados. Na hora o som estava muito bom, mas recebi agora umas mixagens e para meu espanto, algumas sonoridades boas se perderam no caminho... Ainda bem que antes de masterizar, vamos buscar os timbres de novo. Só quero dizer é precisa cuidado que no processo todo pode-se perder timbre, apesar que é possível ganhar também. Jimmy Page gravou muito com o Led com tele e amplificadores pequenos usando alguns truques de estúdio, especialmente com microfonação, deixando um som enorme. Pode esquecer que ao vivo não dá para tirar aquele som com o equipamento usado.

      MauricioBahia
      Moderador
      # out/11 · Editado por: MauricioBahia
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      MMI

      Cada fez que eu penso mais sobre buscar sonoridades (no meu "cafofo" e em estúdio) começo a achar que o fator "momento inspirado" entra em jogo. Mesmo tendo a técnica, me parece que é tipo um atleta que depende de fatores emocionais pra render. "Sound like" isso faz parte da produção musical. hehe É aquela "sacada" ou impulso que talvez faça a diferença naquela hora especial que não tem hora pra chegar.

      Eu já desisti de procurar loucamente as tais sonoridades e timbres perfeitos pra mim. Eu acho que elas já estão rondando minha casa, ehhe. A questão talvez seja, justamente, não procurar muito, mas executar! Não sei se fui muito claro no meu pensamento, mas em suma, é que você não precisa ir muito longe pra achar coisas bonitas. Basta observar calmamente.

      Abs

      MMI
      Veterano
      # out/11
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      MauricioBahia

      Entendi sim. Eu penso que a inspiração, a técnica e a execução são a parte mais interessante da coisa, que acabam sendo de alguma forma ligadas ao timbre. Explico...

      Um ré maior, aquele com três dedos, ou um power chord de mi, com a sexta corda solta, é muito próximo o que todo mundo faz, pode variar um pouco a força da palhetada. A maneira como isso vai soar, com o ganho, equalização, efeitos e equipamentos usados para mim é o timbre. A questão é que este timbre importa muito e acaba alterando a inpiração, a técnica, a execução, na hora dos ligados, bends, pausas, notas escolhidas. Por exemplo, um timbre "embolado" leva o guitarrista a evitar mais velocidade e muitas notas (juntas ou separadas) para embolar menos, assim como um timbre "abelha" acaba levando a evitar a região mais aguda do braço por ser os agudos que estão incomodando no caso. Dessa forma, geralmente ao pensar numa música e da forma que penso a execução, me vem uma sonoridade na cabeça e conhecendo o que tenho disponível de equipamento, vou buscar esse som imaginado. Nada que seja absolutamente rígido, mas geralmente acerto nos timbres que imagino. Timbre perfeito? Sei lá, acho que não...

      felipelfln
      Veterano
      # out/11
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      Ja consegui o timbre que eu queria uma vez. Foi usando uma MG-32 (hein?!) num Giannini Duovox, cópia de Fender valvulado. E eu nem prucurei, foi plugar, mexer aqui e ali na EQ... Minutos depois me vi viajando no meu próprio som, nem parecia que era eu. Bem loco isso... Me senti o SRV quando toquei aquele acorde da Lenny... Riviera Paradise. Foi fodástico. E influenciou até na minha forma de tocar, como o MMI disse, fiquei feliz e empolgado, as ideias fluiram melhor. E o feeling veio com tudo. Imagina se eu tivesse um booster e uma Fender aquela hora!! NOOSSA!
      NUNCA vou conseguir algo assim do meu Fenderzinho pequenino. Não por ser SS barato e ter 15w, isso talvez nem tenha tanto a ver, mas por ser 1x8... Se fosse uma 2x12...

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